sexta-feira, 26 de junho de 2015

My Goodness! cap 83

So consegui chegar em casa, tomar um banho, e me trocar, eu precisava sair novamente. Aproveitei que o Edu ainda estava na escola, e a July tinha pego no sono no trajeto, e resolvi ir me encontrar logo com o Paolo, para me despedir dele antes que embarcasse para a Jamaica.

-Daqui a pouco eu volto!

-Daqui a pouco, ou amanha?-Luíza me encarou-

-Daqui a pouco!

-Acho bom mesmo, por que quero conversar com voçe...

-Nem vem Luíza...

-Nem vem e o cacete!

-Pronto, começou!... A minha filha...

-July já esta dormindo, e voçe sabe muito bem disso!... Que porra voçe quer para a sua vida Maria Clara?... Cacete eu estou cansando de ficar me metendo...

-Então, não se meta!- a encarei-

-Impossível, voçe parece uma porra de uma adolescente!... Caralho voçe tem dois filhos, e trinta e cinco anos na cara, pelo amor de Deus, para de agir como uma jovenzinha...

-Onde voçe quer chegar?

-Olha minha irmã, voçe sabe que te amo, que voçe, e os meus sobrinhos são tudo para mim, e eu só quero te ver feliz!... E mesmo depois de tantos anos, eu ainda acho que o Bruno, e a sua felicidade!

-Olha Luíza, ele me traiu...

-A quatro anos atras, acho que ele já sofreu muito, que voçe já o penitenciou demais!.. Acho que ele já entendeu muito bem, do que voçe e capaz, sem um pingo de pena!... Eu acho que vocês ainda se amam!

-Fizemos amor!-assumi fechando os olhos e respirando fundo-

-O que voçe quer mais?-ela sorriu ao me encara... Porra Clara, pensa um pouco, este homem te ama, ninguém e perfeito, para com isso, perdoa o Bruno, seja feliz!

-Olha, o Paolo já me disse para fazer o que o meu coração mandar, o Dom, disse que ele pode ter mudado, assim como eu mudei!... A July, quer o papai, e a mamãe juntos!-a encarei-... Me ajuda!

-Em que?... Esta na sua cara!... Vocês se amam, de uma nova chance a ele!

-E se ele...

-Pare com e se, e se, e se!... Diga a ele, que se ele pensar em te trair de novo, voçe corta o pinto dele fora!-gargalhamos, foi impossível segurar-

-Eu te amo!-a abracei-... Assim que tivermos uma oportunidade, eu converso com ele, e tentaremos reatar o nosso relacionamento!

-ATE QUE ENFIMMMMM, MEU DEUS!-sorrimos-

-Agora eu preciso ir me despedir do Paolo!

-Vê se não vai dar pra ele!

-Ainda sou solteira!-sorri-

-Sua vaca no cio!-sorrimos e eu sai do apartamento-


Peguei o carro, e segui para a a casa do Paolo. Ele não morava muito longe de mim, era coisa de três quadras no máximo, mas como o transito nova iorquino, era quase impossível chegar em algum lugar direito, eu só cheguei la depois de uns vinte minutos.
Eu tinha deixado o meu carro em uma das suas vagas na sua garagem. Um privilegio, depois de frequentar por muito tempo o mesmo prédio. Afinal morei aqui antes de comprar o meu próprio  apartamento.

-Que bom que voçe chegou!-sorriu assim que abriu a porta-

-Para arrumar a sua mala ainda?-sorri irônica entrando-

-Claro que não!-me puxou pela cintura me surpreendendo com um beijo-... Talvez!-um selinho-... O meu voo sai em 6 horas, e ainda tenho tanta coisa para resolver!-me soltou pegando um sobretudo que estava sobre o sofá-

-Relaxa, parece ate que e a sua primeira viagem!-o encarei-

-Verdade!-sorriu-... Voçe esta tão linda!-sorri-

-Obrigada!

-Ele te faz muito bem não e?-estreitou os olhos-

-Não quero falar dele!... Ainda tem aquele vinho que eu gosto?

-Comprei uma garrafa pra voçe ontem, esta na adega da bancada!

-Obrigada, como sempre um amor!-lhe dei um selinho, e fui para a cozinha-

-Voçe ainda vai estar aqui quando eu voltar?

-Não pretendo me mudar!-sorri, sabia que não era a resposta que ele esperava-

-Voçe entendeu o que eu perguntei!

-Paolo, meu amor, não complica a vida da titia aqui!-sorrimos-

-Para com isso!-se aproximou me abraçando por trás-... Sabe que eu não gosto quando voçe fala isso!-beijou o meu pescoço, e sorri me afastando um pouco dele-

-Eu não sei o dia de amanha!-ele entortou os lábios, e sorriu anasalado-

-Resposta diferentes das outras!-se afastou um pouco-... Bateu saudades de quando te perguntava isso, e voçe me respondia um "Com certeza, não vou a lugar nenhum!"-me encarou, eu servi duas taças com vinho, e mordi o lábio inferior-

-Paolo, eu... Eu realmente estou um mar de confusão...

-Eu posso ver em seus olhos!... Voçe o ama!

-Ele mexe muito comigo Paolo, não vou negar, eu nunca esqueci dele, voçe sabe disso!-dei uma golada no meu vinho-

-Eu sei, e acredite, eu te adoro, e estou feliz por voçe estar feliz!-sorriu verdadeiramente, e eu larguei a minha taça para abraça-lo-

-Voçe e maravilhoso!

-Só me deixe te pedir uma coisa?-o encarei, e eu conhecia aquele olhar, e apenas sorri baixando o olhar-... Por favor, me deixe te ter só mais uma vez, a ultima?

-Paolo!-o encarei, e ele s aproximou me puxando pela cintura-

-Por favor!-beijou o meu pescoço devagar, e eu respirei fundo-... Eu sei que não vou mais ter voçe, que a sua vida vai tomar um novo rumo!-senti as suas mãos me apertarem ainda mais-

-Eu...

-Shiii... E melhor não falar nada!


Os seus lábios me beijaram de forma intensa, e avassaladora. Eu sei que quando um não quer, dois não brigam. Mas era a ultima vez, eu sei disso, eu sinto que eu não conseguiria me envolver com mais ninguém, eu sei, eu sinto que eu sou apenas dele, que eu sempre fui, é ele, ele é o homem da minha vida.
Ao longo destes quatro anos, eu me envolvi com alguns homens, ate pelo meio em que estou trabalhando, viajando sempre, e encontrando pessoas novas. A carência sempre batia, e acabava rolando algo, porem eu não ia para cama com eles, eu só mantive relações sexuais com o Paolo, em todos estes anos.
Com o Paolo era diferente, o que temos e como uma amizade colorida, e ele não e só o meu amante na cama, ele e o meu amigo, ele bem dizer, substituiu o Greg, quando nos afastamos. E pensando por este lado, talvez não seja nada mais justo do que nos proporcionarmos uma ultima vez, um ultimo contato.
Confesso que estive aqui, mas a minha cabeça estava muito longe, cada beijo que ele me dava, era como se eu não sentisse, cada vez que ele possuía o meu corpo, me deixava mais certa de que estava fazendo a coisa certa, tomando a decisão correta. Sei que posso ser julgada, mas a minha alma pode me julgar melhor do que qualquer um, e eu tenho exata noção do que estou fazendo, do que fiz, e do que vou fazer.

(...)

-Vou sentir saudades disso!-respirou fundo, e eu me acomodei em seu peito-

-Não vou te dizer que sempre que der poderemos repetir, por que voçe me conhece, e sabe que não vai acontecer!-sorrimos-
-Sim, acho que sou um dos caras que mais te conhece Clara!

Não estava arrependida do que tínhamos feito, por que eu ainda sou uma mulher livre, e dona do meu nariz, as minha atites e atos, só condizem respeito a mim mesma, e se eu quebrar a cara, a culpa e unica e exclusivamente minha, eu saberei assumir o meu erro. O Bruno, terá que entender, que se ele me quiser realmente de volta, ele estará recebendo uma outra mulher, com um novo olhar, com a mesma paixão, mas uma mulher independente, e que sabe muito bem o que quer da vida, não sou mais aquela Clara, que ele conheceu no inicio daquela tour a anos atras, não mesmo.

-Eu sei Alex, não reclama vai!-só dei por mim quando o vi sentado na cama com o celular em mão-

-(...)

-Eu sei, não vou me atrasar, para de ser chato, trabalha comigo a anos, e sabe muito bem que tenho senso de responsabilidade!-sorri-

O Paolo, era assim, parecia um moleque, mas em relação a carreira dele, era muito responsável, não e a toa que cheguei onde cheguei, afinal ele cuidou muito tem da minha carreira, e só deixou de ser o meu empresario a alguns meses atras, deixando o Dom, no seu lugar.
Ele era um amor, mas quando precisava, ele demitia sem um pingo de pena, já brigamos muito por causa disso, mas agora nos damos muito bem.

-Preciso ir antes que o Alex tente arrancar o meu figado, e eu acabe arrancando a cabeça dele!

-Nossa que medo, como ele e mal!-sorri-

-Voçe me conhece bem docinho!-sorrimos, ele me chamava assim quando estávamos no meio de uma briga-

-Não estamos brigando!-arqueei a sobrancelha-

-Eu sei, e  que não terei uma nova oportunidade para te chamar assim, então me deixe aproveitar?... Hum?-sorriu e me deu um selinho demorado-... Me ajuda com a mala?-gargalhamos-

-Sabia, voçe nunca muda Paolo Rossi!-sorrimos-

(...)

Nos despedimos na portaria do seu prédio, já que o Alex estava a sua espera. Apenas lhe dei um abraço forte, lhe desejando uma boa viagem, e que ele ficasse bem.
Peguei o meu carro, e segui para casa. Antes de chegar no meu destino, parei em uma confeitaria, e comprei alguns cupcakes para a sobremesa, já que estava proximo a hora do jantar, e a minha princesinha, adorava um docinho.
Estava na rua de casa, quando vi um rapaz bem conhecido caminhando distraidamente pela calçada conversando com um amigo. Eu sei que talvez ele não vá curtir muito isso, mas eu vou fazer assim mesmo.

-Que susto mãe!

-Boa tarde, dona Clara!

-Boa tarde Havier!... Querem ou não a carona?

-Eu topo!-Havier sorriu-

-Ta bom mãe!-eles deram a volta-

-Como foi na aula hoje?

-Muito bem!-sorri, e olhei pelo o retrovisor para ver se o amigo dele estava com o cinto, e reparei que ele me encarava, e sorria abertamente-

-Esta muito bonita hoje dona Clara!

-Havier!-Edu, o repreendeu olhando pra trás-

-O que?... Eu só comentei!

-Não comente!

-Eduardo!-sorri-... Não liga para ele, o Edu sempre foi ciumento!... Obrigada!-o agradeci com um sorriso-

-Já estamos acostumados com ele!... A minha mãe tem varias revistas suas!

-Que legal, bom saber!

-Vou colocar uma musica!-se inclinou ligando o radio impaciente, e eu sorri-

Deixamos o amigo dele na casa dele que era um quarteirão depois do nosso, e depois fiz o retorno para casa.
Entramos no apartamento e o cheiro de comida estava dominando o lugar. Dei um beijo na minha irma, que estava empenhada na cozinha, disse que iria tomar, um banho, e me trocar para ajuda-la com o jantar, e assim eu fiz.

-Em que posso te ajudar?

-Corta aqueles tomates?

-Claro!

-E ai, se despediu do Paolo?

-Sim!-não a encarei-

-E?

-O que?

-Como foi?

-Legal!-ela se aproximou-

-Olha pra mim!-a encarei-... Sua vaca!-sorri-

-Foi a ultima vez!... Despedida, juro!

-Voçe merece levar na cara!

-Por que?... O que eu fiz?-coloquei a faca na mesa e a encarei seriamente-... Eu estou aqui, e a minha decisão ainda não mudou!... Eu tenho muito o que agradecer ao Paolo, e não é... Uma foda durante a tarde que vai mudar nada!-disse aos sussurros-... Quando eu estava sentada no chão daquele aeroporto, foi a ele que eu recorri, foi ele que me estendeu a mão, me colocou dentro da própria casa, e se hoje, eu tenho uma carreira, tenho uma casa, tenho a minha conta bancaria muito bem, obrigada, eu devo a ele Luíza!... Assim como a ter vocês aqui, e o Edu, prestes a entrar para a faculdade!... Ele foi a minha taboa de salvação, não mediu esforços para me ajudar, quando eu estava na merda!-nos encaramos e ela deu a volta no balcão me abraçando forte-


-Voçe e o meu orgulho Clarinha!-desabei em seus braços-... Me desculpa, não posso te julgar!... Só cuidado para não se dar mal!

-Eu vou dar mais uma chance ao Bruno, é ele que eu amo, e sempre amei, mas ele não precisa saber deste detalhe!-sorrimos-

-É, talvez não ainda!

-Não ainda!

-Vamos fazer logo este jantar, amanha a July tem creche cedo!... E ela precisa descansar!

Depois do jantar, eu dei um banho na minha filha, e a coloquei para dormir.
Antes de pegar no sono, ela me disse que tinha falado como pai dela, e que já estava morrendo de saudades dele. Eu preferi não me pronunciar, e ficar completamente na minha, iriamos conversar assim que fosse possível.
A manha seguinte começou como sempre, um alvoroço. Tudo por que o Edu, acordava cedo, por que estava fazendo alguns cursos preparatórios para a faculdade, e de tarde tinha aula. Já a July tinha creche bem cedo, e eu iria fazer o ensaio no estúdio da quinta avenida, e iria deixar todos em seus respectivos lugares, dando assim, uma folga para a Luíza.

-Bom dia, me desculpem a demora, e que o transito ai fora esta caótico!-disse ao entrar no estúdio mais de meia hora apos sair de casa-

-Chovendo então!

-Dom!-o abracei forte-

-Esta tudo bem?

-Sim!-sorri-... Como foi de viagem?

-Ótimo, e voçe?

-Bem!... Como esta a Coryne?

-Ótima, te mandou um beijo!

-Obrigada, precisamos marcar outro barzinho!

-Leve a Luíza, aquela mulher e impagável!-sorrimos-... Pena que ela não quer modelar também!

-Isso aqui não e para ela!-olhei ao redor-... Ela surtaria em um dia!

-Clara, amor, precisamos começar o ensaio!-Louise apareceu no set-

-Sem problemas!... Beijo meu gato!-lhe soltei um beijo-

O meu dia começou daquele jeito, arruma cabelo faz maquiagem experimenta roupa, tira roupa, coloca roupa, aperta roupa, alarga a mesma roupa por que não caiu legal. Coloca salto, fica descaça, sapato errado, uma hora largo, e outra apertado demais. Faz unha tira bife, passa esmalte, não ficou bom, tira, e coloca outro, alisa cabelo, enrola cabelo, coloca bob, faz babyliss... Enfim, tem que ter muita paciência. Mas, depois de tantos anos fazendo a mesma coisa, eu ja me acostumei. Ate a andar no meio da rua de bobs na cabeça, enquanto se desloca de um set para outro, eu já tiro de letra, a sorte e que hoje o set e fixo.
Já tinha começado a tirar algumas fotos, estava montada no big salto, com uma roupa mega colada, fazendo caras e bocas quando o Dom, simplesmente mandou parar tudo.



-O que foi agora?-o encarei-

-Tira tudo, se arruma e vamos embora!

-Pra onde?

-Esta louco, ela não pode!-a fotografa o encarou incrédula-

-Ligaram da creche da July...

-O QUE?... O QUE ACONTECEU COM A MINHA FILHA?

-Parece que ela caiu e machucou o braço...

-Vamos embora agora!-apenas peguei a minha bolsa-

-A roupa...

-Dane-se a roupa!

-Coloque ao menos um roupão por sima!-me entregou a peça que eu coloquei enquanto saia correndo como dava devido ao salto, pelos corredores ate o estacionamento-

-Respira!-Dom, se aproximou abrindo o carro-

-Só quando ver a minha filha!-eu estava muito ofegante-

-Certo, a Louise me entregou as suas roupas, se troque!

-Aqui, no carro?

-Olha a roupa que esta Clara!-disse ja saindo com o carro-... E um Body de renda, com um vestido do mesmo material, pelo amor de Deus, estamos indo a uma creche, e voçe esta quase nua!

-Ta bom, Dom!

Me troquei ali no carro mesmo, não me incomodei já que os vidros eram transparentes, e o Dom?... Bem, não tínhamos para onde correr.
Chegamos na creche e eu estava muito tensa, e nervosa, quase estérica na realidade. Fui informada de que como ela estava reclamando muita de dor, eles não puderam mante-la na enfermaria da escola, e a diretora foi com ela para o hospital infantil, e o que fizemos? Demos meia volta, e claro, não esperei nem a mulher terminar de falar.

-Não e melhor ligar para o pai dela?

-Pra que?

-Vou repetir a pergunta!... Meu Deus, Clara, não e melhor ligar para o pai dela?... O PAI DELA!

-JA ENTENDI, NÃO PRECISA GRITAR!-passei a mão no rosto pegando o celular-

-Ele se preocupa muito com a filha...

-Dom?... Eu já estou ligando!-lhe mostrei o meu celular em punho-

-Tudo bem!

-Quem e?-ele atendeu no segundo toque-

-Bruno, e a Clara!

-Clara?... O que houve?... Ate quando voçe me ligara de numero restrito?

-Desculpa, eu esqueci de tirar!

-Esqueceu?-senti a sua voz suavizar, e senti um conhecido calor no peito. Agora não Clara, foco.-

-Enfim, eu estou te ligando para dizer que estou indo ao hospital...

-O que houve?

-Parece que a July...

-O QUE ACONTECEU COM A MINHA FILHA?

-Nossa!-o corrigi-... E não precisa gritar, eu só estou tensa, e não surda!

-Desculpa amor!-meu Deus. Coloquei a mão no rosto. Ponto fraco, ponto fraco-

-Bruno, eu ainda não cheguei no hospital, eu não sei o que aconteceu...

-Clara, pelo amor de Deus, me diz onde voçe esta morando, por favor, eu preciso ver a minha filha!... Pelo amor de Deus, ao menos sei la, saber o estado, o pais!-ele praticamente implorou, e eu me senti uma idiota-

-Chegamos!-o Dom, me alertou-

-Acabei de chegar no hospital, assim que souber de algo te aviso!

-Clara...

-Bruno, eu te aviso!-apenas desliguei-

Sei que estava sendo rude com ele ainda, mas talvez fosse bem melhor assim. Ao menos por enquanto.
Eu entrei naquele hospital como uma leoa em fúria, e a unica coisa que eu queria, era saber do meu filhotinho. Me identifiquei na recepção, e pedi ao Dom, para ligar para a Luíza, e avisar o que estava acontecendo.
Eles me autorizaram na hora ver a minha filha, e assim que entrei na enfermaria eles estavam entrando com ela, a enfermeira disse que eles tinham acabado de fazer um raio-x. Vi a minha filha chorar muito enquanto era transferida de maca, apenas com o bracinho imobilizado.

-Meu amorzinho, o que aconteceu?

-Esta doendo mamãe!-choramingou-

-Imagino que sim meu amor!... Sera que não podem dar a ela um remédio para dor a ela?

-Já demos senhora, daqui a alguns minutos ele fara efeito!

-Mamãe, eu quero o meu pai!-ai, meu Deus-

-A mamãe já ligou para ele!

-Ele já esta chegando?-fez beicinho, e deu um grito estridente de dor-

-Não meu amor...

-Eu quero o meu pai!-ela chorava e gritava muito, e quando vi já estava chorando com ela-

-Fica calma meu amor!

-Clara, como ela esta?

-Dói tio, ta doendo, e eu quero o meu pai!

-A mamãe esta aqui!

-Eu quero o papai também!

-Ele esta muito longe!

-Pede pra ele vir!

-Senhora, ela teve um deslocamento no osso do cotovelo, e nos precisaremos ceda-la para colocar no lugar, e coisa fácil, a senhora pode ficar tranquila, e só para ela não sentir ainda mais dor!... E apos isso vamos engessar para que ela se recupere bem!

-Meu Deus!

-Não terá riscos, fica tranquila!

-Mamãe, eu quero o meu pai!

-Ela esta chamando pelo pai, desde a hora que entrou pela porta!

-Eu vou ligar pra ele!

-Tudo bem!... Vamos leva-la para fazer o procedimento!

-Eu não posso ir?

-Pode, mas e melhor não ir, a senhora já esta muito abalada...

-Mas eu quero ir...

-Clara, liga para o Bruno, eu entro com ela, sera melhor!

-Obrigada Dom!

Ele entrou com a minha filha, e eu fui para uma área mais aberta do hospital. Estava sentindo o meu peito doer, estava muito preocupada com a minha pequena.
Encontrei com a diretora da creche no corredor, e ela me disse que a July, estava brincando no pátio com uma coleguinha, e elas passaram correndo pelo corredor, e a minha filha acabou escorregando e batendo o braço. A agradeci por ter trazido a minha filha, eu sabia que era coisa de criança, e eu conhecia muito bem a minha "santinha".

Nenhum comentário:

Postar um comentário