segunda-feira, 27 de abril de 2015

Freedom In His Arms cap 56


Parte Bruno

Depois de uma conversa tensa, em que eu consegui compreender o motivo do seu afastamento, a sua dor, a sua decepção, o seu receio, enfim, acho que consegui recuperar a minha garota, a minha Clara, a mulher que se apossou dos meus pensamentos sem nenhuma cerimonia.
Estávamos nos beijando completamente ofegantes no chão da sala do seu apartamento, ela estava em meu colo, com uma perna em cada lado do meu corpo, enquanto as suas unhas arranham a minha nuca, e as minhas mãos apertam as suas deliciosas, e torneadas coxas. Estava morrendo de saudades do seu corpo, da sua boca, do seu toque.

-Senti tanto a sua falta Clarinha!<desviei por um segundo dos seus lábios para beijar o seu pescoço extremamente cheiroso>

-Senti falta de voçe me chamando assim!<ela puxou um pouco do cabelo da minha nuca>

-Hum!<saiu como um gemido>... Seu toque, gosto de como puxa o meu cabelo!<segurei em sua cintura a puxando ainda mais contra mim a fazendo sentir como eu senti a sua falta>

-Delicia!<mordeu o lóbulo da minha orelha>... Como e bom te sentir novamente!

-O meu tesão por voçe só aumenta!<tombei a cabeça para trás quando ela começou a rebolar no meu colo>... Caralho mulher, voçe esta ainda mais gostosa!... Seja minha novamente Clarinha, me deixe te dar prazer...

-Eu sempre fui sua!<nos encaramos, e ela sorriu da forma mais safada possível, e ali eu sabia que a minha Clarinha estava de volta>

-Voçe quer transar com tesão, ou com carinho?<sorrimos>

-De todas as formas possíveis, só me faça sua novamente!

-Mulher, voçe me deixa louco!

Retirei a sua blusa com pressa, e ate um pouco de brutalidade, deixando os seus deliciosos seios a mostra, retirei a minha blusa, a deixando fazer companhia a sua em algum lugar daquela sala. Voltei a beijar os seus lábios, e o atrito do nosso peito despido, deixava tudo ainda mais excitante.

-Voçe me deixa louco de tesão, nenhuma mulher consegue me deixar tão duro, tão rápido quanto voçe!<mordi o lóbulo da sua orelha pressionando o meu quadril no seu, a fazendo gemer>

-Bruno...

A sua voz cheia de desejo, e tesão ecoou em meu ouvido, me deixando completamente arrepiado. E neste momento, eu sabia que ela estaria toda molhada, e completamente pronta para mim.
Me ajoelhei a deixando entre as minhas pernas, desfiz o cinto, e abri o botão da calça, e a vi umedecer os lábios, e sorri. Me inclinei novamente sobre o seu corpo, e comecei a beijar o seu pescoço, com beijos molhados, intercalando entre chupadas lentas, e mordidas.


Me deliciei ao sentir o seu corpo se contorcer sob o meu, e para deixa-la ainda mais ansiosa, comecei a fazer uma trilha pelo seu corpo, beijando o seu colo, descendo devagar, ate entre os seus seios.

-Isso e maldade comigo!<gemeu baixo>

-Estou com saudades querida, quero aproveitar cada segundo com voçe, e de voçe!<sibilei cada palavras beijando os seus seios>

-Voçe vai me fazer gozar antes de estar dentro de mim!<puxou o meu cabelo devagar>

-Não tem problema, eu te faço gozar de novo, e de novo, e de novo, e de novo...

-Porra, não faz isso, o meu corpo esta latejando!

Sem dar a menor importância ao seu apelo, eu continuei a beija-la devagar, descendo pela sua barriga, mesmo sabendo que ela se incomoda com isso. Desnecessário. A mordi, beijei, chupei, arranhei, fiz de tudo para ouvi-la gemer o meu nome, e estava conseguindo exito.

-Espero que esteja sem calcinha!<sorriu>

-Não sou adivinha meu bem, não sabia que terminaria a noite gozando para voçe!<foi impossível não lamentar>

-Não tem importância, ela não me atrapalhara!... Se precisar a tiro no dente!<ela gemeu arqueando o corpo>

Retirei a sua bermuda a deixando apenas com uma linda calcinha preta rendada. Apoiei as minhas mãos na lateral do seu corpo me inclinando contra si novamente, e a beijei sobre a renda, senti o seu corpo se arquear sob a minha pele, e ela gemer um pouco mais alto quando pressionei ainda mais os meus lábios na renda. Ela se mexia ansiosa, e eu estava gostando de vê-la me desejando, era bem te-la só para mim novamente.


Ela pediu para ir para o sofá, e eu concordei, facilitaria para nos dois. Ela sentou no sofá, e eu a puxe contra mim ficando entre as suas pernas, lhe dei um beijo rápido, e intenso, a fazendo deitar no sofá novamente. Retirei devagar a sua calcinha, e deixando completamente a minha disposição. Comecei a beija-la na parte interior da sua coxa, e ela voltou a ficar inquieta, segurei as suas coxas com força, a fazendo ficar parada, e continuei a beija-la.

-Bruno, por favor!

-Por favor o que?<sorri dando um selinho estalado na sua virilha, a fazendo arquear, e gemer alto>... O que voçe quer Clarinha?

-Voçe, eu preciso de voçe!

-De mim?... O que voçe quer que eu faça?

-O que quiser, mas por favor, me de prazer!... Mais prazer...

Sem dizer absolutamente nada, comecei a beija-la devagar, passando a língua com calma, eu queria aproveitar de cada segundo com ela, de cada caricia. O seu gosto ainda era como eu me lembrava, delicioso.
Coloquei um dedo em sua entrada somente para provoca-la, enquanto beijava, e chupava o seu clítoris com vontade, sem perder o carinho devido a sensibilidade da região, longe de mim machuca-la. Mas ela não parecia estar achando ruim, ou se quer se preocupando com isso.
Estava sendo uma tortura para ambos, já que eu estava completamente duro, dolorido, e louco para estar dentro dela, mas a saudade era tanta, que a unica coisa que eu queria, era aproveita-la.

-Mais, eu preciso de mais!

Decidi atender aos seus pedidos, e acelerar mais a nossa brincadeira, aumentando o ritmo da minha língua, acelerando os movimentos, e colocando mais um dedo, a fazendo gemer com mais vontade e desejo enquanto as suas mãos se emaranhavam em meus cabelos.
Ela era gostosa de todas as formas, e era impossível não deseja-la com toda a intensidade, ainda mais depois de tanto tempo.
O seu corpo todo já estava completamente tremulo, e dos seus lábios já não saiam frases coerentes, quando ela anunciou que estava prestes a gozar. Aumentei ainda mais os meus movimentos, aproveitando de cada delicioso espasmo que o seu corpo reproduzia, enquanto ela se entregava para mim sem pudores.
Parei para observa-la enquanto a sua respiração se acalmava, e ela respirava fundo. Ela continuava ainda mais linda, e a sua expressão cheia de desejo, e tesão a deixava extremamente irresistível.
Ela abriu os olhos e sorriu ao constatar que eu a observava, passou a mão no rosto, e sentou no sofá, me fazendo levantar.
Fechei os olhos ao sentir a sua mão apertar a minha ereção com força moderada, me fazendo soltar um gemido baixo, devido a ansiedade. Senti uma de suas mãos espalmar no meu peito, e a segurei levando ate a minha boca beijando os seus dedos, um por um.


Senti o tecido pesado do jeans tocar os meus tornozelos, quando ela terminou de abrir a minha calça. Rapidamente me desfiz da peça assim como os tenis. Segurei em seus cabelos quando senti a boca desferir beijos, e leves mordidas em minha ereção ainda sobre o tecido da box, me deixando louco de vontade de sentir a sua boca gostosa me chupando com vontade.
Em poucos segundos a minha box estava fazendo companhia ao restante das nossas roupas, e as suas mãos quentes, e completamente pacientes estavam me dando prazer da form,a mais lenta, gostosa, e torturante possível.
A minha boca estava seca, e os gemidos já começavam a querer sair da mesma quando senti a sua língua passear pelo meu comprimento devagar, seguido de beijos, e chupadas lentas, e fortes, me fazendo fechar os olhos e tombar a cabeça para trás. Aquela mulher sabia exatamente o que fazer, e como fazer, e agora era só minha.
Segurei os seus cabelos com as duas mãos quando a senti me abocanhar por inteiro, me deixando completamente louco com o seu vai e vem delicioso.

-Que delicia!... Saudade desta sua boca, puta que pariu!

Fechei os olhos com ainda mais força somente aproveitando do momento, aproveitando o fato de estarmos nos dando prazer, e satisfação sexual.
Senti todo o sangue do meu corpo fazer um delicioso, e conhecido caminho para a minha virilha, eu estava a ponto de gozar, já que faze-la gozar, já foi um enorme incentivo.
Mas estava tentando adiar ao máximo este momento, eu queria apreciar ainda mais da minha garota. Mas infelizmente, ou felizmente, ela sabia me satisfazer, e me segurar virou uma missão impossível.

-Clara, eu estou quase...

O meu corpo se arrepiou, a minha respiração falhou, e logo em seguida acelerou como nunca, e eu me senti completamente relaxado ao chegar ao orgasmo provocado por ela, com tesão, e desejo como só ela sabe fazer.
Me sentei no sofá a sua frente a puxando para o meu colo, onde ela sentou com uma perna em cada lado do meu corpo. Enquanto nos beijávamos devagar, aproveitando do sabor um do outro, as nossas mãos passeavam pelos nossos corpos sem pressa, e cheias de desejo. Nos explorávamos como não tínhamos feito ate agora, e sinceramente, este contato não poderia estar sendo melhor.


-Minha gostosa, estava com tanta saudades do seu toque!<acariciei os seus cabelos>

-Prefiro morrer, a me ver longe de seus lábios!<mordeu o meu lábio superior me fazendo fechar os olhos e em seguida abrir devagar>... E somente uma citação, relaxa!

-Estou relaxado meu bem!... Impossível ficar tenso tendo voçe assim, novamente, mas desta vez só minha!

-Somente sua baby!<ela voltou a se movimentar no meu colo>

-Isso, me deixe te sentir, quero tanto apreciar o seu corpo, sentir o seu calor, e te fazer gemer de prazer!

Diante das nossas mãos abusadas, que tocavam os nossos corpos com desejo, nos vimos prontos para consumarmos as nossas vontades e desejos, com excitação e muito prazer.

-Te quero!<disse rente ao meu ouvido>

-Te desejo!<mordi o lóbulo da sua orelha>

-Me tenha!<puxou o cabelo da minha nuca>

-Voçe me deseja?<a fiz me olhar>

-Mais do que nunca!<me encarou firmemente>

-Seja minha!<mordi o seu lábio>

-Sempre!... Eat me!<passou a língua onde mordi>

-Com prazer!<a puxei para um beijo>

Segurei firme em sua cintura a suspendendo um pouco, me posicionando na sua deliciosa entrada, já me concentrando para não sucumbir aos seus desejos, e gozar logo de cara.
Ela me permitia senti-la devagar, me senti invadi-la devagar, com calma, me deliciando a cada centímetro que estava a mais dentro de seu delicioso corpo.
O meu corpo inteiro se contraiu diante da novidade completamente conhecida que era o seu corpo para mim, deliciosamente apertada, molhada, quente, e gostosa, era definitivamente um convite ao pecado. Contei os minutos para estar em seu corpo novamente, e agora, eu só queri aproveitar.
Depois de estar completamente acomodada no meu colo, mediante a alguns gemidos intensos de ambos, já que eu nunca sabia se os seus eram gemidos somente de desejos.
Ela começou a se movimentar devagar, bem devagar, e confesso que estes míseros movimentos já me deixavam completamente louco, que misturados com a sua contração interna, me faziam travar uma árdua, e difícil batalha contra o orgasmo.


A minha boca se perdeu no seu pescoço, e nos seus seios, os beijando, mordendo, e chupando com vontade, a sua pele era cheirosa e macia, ela cheirava bem, ainda não sei identificar o seu cheiro, só sei que era maravilhoso, erótico, sexy, e delicioso.
As suas mãos estavam nos meus ombros, e agora ela se movimentava um pouco mais rápido, me deixando em uma situação que era quase impossível de segurar, mas eu estava me mantendo firme, eu precisava sentir o máximo, e dar o máximo de prazer a minha garota.
Os seus cabelos caiam em cascata pelos seus seios, e parte dele estava colado no seu rosto devido ao suor. Os seus olhos estavam fechados, e a sua boca levemente aberta me dava total liberdade para explora-la com a minha língua, e sem receio, ou recato nenhum eu me aproveitei deliberadamente do seu corpo de todas as formas possíveis.


Trocamos de posição, pedi que ela ajoelhasse no sofá, segurando firme no encosto. E antes que eu não conseguisse me segurar, e acabasse gozando antes da hora, eu peguei um preservativo, e nos protegi em seguida.
Segurei em seu quadril com as duas mãos, a penetrando devagar a fazendo gemer mais alto, já que agora eu estava no controle, e queria ir muito mais fundo. Com movimentos mais fortes, e ritmados, eu entrava e saia do seu corpo com vontade, sentindo o meu corpo se arrepiar, a cada estocada. As minhas mãos estavam enterradas na sua pele, e eu tenho certeza que devido  força que estava usando para prende-la a mim, o seu quadril ficaria marcado.
Comecei a invadi-la com mais vontade, com mais tesão, e prazer a medida que os seus gemidos evoluíam para gritos moderados, que disputavam uma batalha de som ambiente com o barulho dos nossos corpos se chocando.

-Porra, que apertada, voçe e uma delicia...

-Que droga, isso e muito bom!

-Rebola pra mim!

Fazendo o que eu pedi, ela me permitiu sentir ainda mais tesão, se e que era possível no momento. Me deliciei ao senti-la ficar ainda mais molhada apos um gemido alto de prazer anunciando o seu novo orgasmo, me permitindo acelerar ainda mais, e aproveitar da maravilha que era gozar dentro do seu delicioso corpo, mesmo protegido pelo preservativo.

Me sentei ao seu lado no sofá, apos retirar o preservativo, o deixando no chão, a puxando contra mim, e fazendo com que se sentasse em meu colo ficando de lado com as pernas em sima do sofá . Apoiei a sua cabeça em minhas mãos, e a beijei com vontade enquanto a nossa respiração ainda se normalizava.

-Não sei explicar o que estou sentindo agora!<disse baixinho>

-Somos dois!<sorrimos>... Só sei que eu não quero perder isso, não quero perder este contato, este prazer, e excitação de quando estamos juntos!<acariciei as suas costas>

-E muito especial estar com voçe!... Desculpa, mas e simplesmente maravilhoso, e eu poderia ficar assim com voçe, por muito tempo!

-Então fica!<ela sorriu sem jeito, e se sentou pegando as suas roupas, colocando a blusa em seguida>

-Eu estou aqui Bruno, mas e voçe?<me olhou sobre os ombros>

-Eu estou, e sempre estarei ao seu lado!

-Como?<a puxei novamente>... Eu morro de medo, de me ver sozinha novamente, precisando de ajuda, sem saber como, e onde encontrar...

-Shiii, desculpa, isso não vai mais acontecer, eu realmente deveria ter ficado com o Skype ligado, independente!

-Não vamos falar sobre isso!

-Não!... Só quero que confie em mim, e que saiba que voçe e a minha prioridade!<me olhou assutada>

-Do que voçe esta falan...

-Acredita em mim?
-Bruno...

-Acredita em mim?

-Acredito!

-E o que importa!<a beijei novamente>... Vamos tomar um banho?

-Vai na frente eu vou...

-Vamos!<a encarei>

-Juntos?

-Sim, como da ultima vez que fizemos amor!<ela sorriu mordendo os lábios>

-Tem banheira, quer?<sorriu, e apenas confirmei>

Enquanto ela foi preparar o banho, eu coloquei a minha box, e liguei para casa, apenas para avisar ao Dre, de onde estava, já que tinha saído sem comunicar a ninguém. Ele me avisou que o Ryan tinha ido ate la para deixar alguns papeis de novos contratos das empresas de iluminação, e cenografia para serem assinados, mas que disse não ter muita pressa.

-Tudo bem Dre, muito obrigado!<olhei para ela, e desta vez eu que mordi o lábio inferior, já que ela estava circulando na minha frente só de camiseta>

-Sem problemas!... Vai voltar ainda hoje?

-Se eu vou voltar?<a encarei e ela deu de ombros>... Não!<sorrimos>

-Tudo bem, qualquer coisa me liga!

-Sim, pai!<sorrimos>

-Vai a merda!

-Ate!<desliguei o aparelho>

-Esta com fome?<me olhou já dentro da cozinha!

-Estou, sempre!

-Tarado pervertido!

-Tarado pervertido que voçe ama!<sorri me aproximando, e ela me encarou, respirando fundo>... Não ama?<a segurei pela cintura com as duas mãos, dando um selinho em seus lábios>

-Só amo quem me ama!

-Sabia que me amava!<sorrimos>

-Esta com fome?<insistiu na pergunta>

-Estou, mas quero tomar um banho com voçe primeiro!

-Vai desmaiar de fome antes da próxima gozada!<sorriu>

-Mas que safada!<fiz cara de falsa surpresa>... Já esta contando com a próxima gozada?

-Sempre meu amor!<mordeu o lábio, e eu a abracei>

-Posso me acostumar com isso sabia?

-O que?... "Amor"?<concordei>... Quem sabe, eu diga nas vezes em que voçe merecer!

-Bom saber, eu sempre mereço!

-Pretensioso!

-Na hora de gozar gritando o meu nome, eu não sou pretensioso não e?

-Não, nestas horas voçe e gostoso!

-Sou gostoso sempre!

-Cuidado com o ego meu bem, tem coisas que grandes demais, perdem a graça!

-Ouvi dizer que quanto maior melhor!

-Mas voçe esta no ponto!<beijou, mordendo o meu lábio inferior>


-Vamos tomar banho antes que eu te foda aqui mesmo na cozinha!

-Nossa que pressa!

-E saudade!<sorrimos>


Parte Clara

Ele estava aqui comigo. Tinha me rendido a ele, não adiantava ficar lutando, nadando contra a mare, afinal, eu sabia que mesmo que eu fugisse, acabaria terminando em seus braços, e isso era apenas questão de tempo.
Nossos corpo se entregaram ao prazer com saudade, e intensidade, jamais esquecerei como e bom estar com ele, e ser dele.

(...)

Seguimos para o banheiro, e chegamos na hora, já que a banheira estava começando a transbordar. Eu retirei a blusa, enquanto ele retirava a sua boxa, e entramos na banheira fazendo a água cair conforme nos acomodávamos. Me sentei de costas para ele, me apoiando no seu peito apos fazer um coque frouxo no meu cabelo. Senti ele afastar alguns fios do meu pescoço, logo em seguida beijando a região, passando a língua devagar, e foi impossível não sentir a minha pele se arrepiar.


As suas mão passearam pelos meus braços devagar, ate as minhas mãos onde entrelaçamos os nossos dedos. Desde o que tinha acontecido no Brasil, esta era a primeira vez que eu me sentia tão segura, tão protegida, e definitivamente, estar nos seus braços, era um dos melhores lugares para se estar.
Ainda em forma de carinho, senti as suas mãos fazerem uma deliciosa massagem na minha nuca, nos meus ombros, me deixando mais relaxada, e confortável. As minhas mãos apertavam as suas coxas por baixo d'água todas as vezes em que os seus dedos firmes tocavam em um ponto de tensão em meus ombros, ou pescoço.

-Esta gostando?<beijou a minha cabeça>

-Amando!... As suas mãos são tão firmes!<ele fez pressão novamente nos meus ombros me fazendo gemer>

-Esta muito tensa querida!... Só quero te relaxar, de todas as formas possessíveis!

As suas mãos passaram por baixo dos meus braços me abraçando, e me puxando ainda mais contra o seu corpo, e logo elas estavam espalmadas em meus seios, massageando devagar, os deixando completamente sensíveis, fazendo com que o meu interior se contraísse de tesão. Inclinei a cabeça para trás, me entregando as suas caricias, com gemidos baixos.
Segurei em suas mãos, e as elevei ate os meus lábios, as beijando, e segurando bem firme.

-Obrigada por ter vindo!

-Eu sempre estarei com voçe!... E só não fugir mais de mim!<sorriu>

-Não vou, prometo!

Ficamos por um tempinho, apenas abraçados, eu estava precisando daquela atenção, daquele momento, daquele carinho, estava precisando me sentir no minimo querida novamente.
fechei os olhos, e tive o privilegio de ouvir a sua linda, rouca, e sexy voz, cantarolando baixinho para mim que eu era a unica.

Diga que você recusou o homem
Que pediu sua mão
Porque está esperando por mim
E eu sei que você vai estar longe por um tempo
Mas eu não tenho planos para ir
E você acabaria com as minhas esperanças e sonhos
E só ficaria comigo?

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixar seus corações colidirem
Só prometa que você nunca vai embora de novo
Porque você é a única

Pegue minha mão, meu coração e alma
E eu só terei olhos para você
E você sabe, tudo muda
Mas vamos ser estranhos
Se continuarmos com isso
Você pode ficar dentro dessas paredes e sangrar
Ou só ficar comigo
Oh Deus, agora

Senti as suas mãos passearem em meus cabelos, em um carinho gostoso, me fazendo fechar os olhos, e sorri. Senti o meu coração acelerar a cada trecho, e estrofe daquela musica, eu estava em paz, estava me sentindo renovada, feliz, e de certa, completa.

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E todos os meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixarem seus corações colidirem
Só prometa que você vai ser sempre uma amiga
Porque você é a única

Estou tropeçando de bêbado
Me perdendo
Estou tão louco
Então diga-me o caminho de casa
Eu ouço músicas tristes
Cantando sobre o amor
E onde ele dá errado

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E todos os meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixarem seus corações colidirem
Só prometa que você vai ser sempre uma amiga
Porque você é a única

Ao final da musica, eu não resisti, e o beijei, o beijei de forma delicada, e cheia de emoção, naquele momento eu vi, e descobri, que ele, era ele o amor da minha vida. Espero um dia ter a coragem de falar para ele o quanto é importante para mim, e o quando eu o quero, pra sempre.

(...)



Saímos do "banho" quando a nossa pele já começava a enrugar, ele se enrolou em uma toalha, e me ofereceu a outra que aceitei de bom grado. Seguimos direto para o quarto, onde eu me sequei, e coloquei um vestido simples, enquanto ele permaneceu sentado na cama, olhando algo na TV que tinha ligado.

-Vou pegar as nossas coisas na sala!<disse saindo do closet>

-Posso te pedir um favor?<parei o encarando>

-Claro!

-Voçe poderia ir no meu carro, e pegar uma mochila minha no porta malas!

-Mochila?<sorri>

-E!... Não e o que voçe possivelmente esteja pensando, eu sempre deixo uma mochila com  algumas coisas minhas para emergência!

-Olha, e uma boa ideia, vou começar a adotar esta prevenção quando tiver um carro novamente!<sorrimos>

-A chave esta no bolso da minha calça!

-Tudo bem!

-Vou fazendo o nosso lanche enquanto voçe vai la!<desligou a TV, seguiu comigo para a sala>

Ele colocou somente a calça, enquanto eu procurava o meu chinelo, e foi para a cozinha. Mostrei a ele mais ou menos onde ficava as coisas.

-Tenta não se cortar, ou colocar fogo no meu apartamento, tudo bem?<sorri, e ele me encarou seriamente>

-Voçe esta muito abusada mocinha, sabia?<me puxou para um selinho rápido>... Eu mando bem na cozinha!

-Tenho la as minhas duvidas!<peguei as suas chaves, e sai do apê enquanto sorriamos>

Tinha apertado o botão do elevador, e olhei para o marcador constando que ele estava no sexto andar, e subindo. Respirei fundo, e sorri ao me lembrar de que estávamos juntos a alguns minutos atras, em saber que ele estava aqui comigo, e que isso me fazia bem, muito bem.
Ouvi um barulho de porta se destrancando, e um perfume amadeirado, delicioso, e que em pouco tempo, eu já conseguia identificar como sendo do meu vizinho. Olhei para o lado, e ele estava trancando a porta, estava muito bem vestido, com uma camisa azul clara, social, e uma calça preta.

-Boa noite vizinha!<me ofereceu o seu lindo sorriso ao se aproximar>

-Boa noite vizinho!<retribui o seu sorriso, e olhei para o marcador, que mostrava estar no nono andar, mas descendo agora>

-Esta linda esta noite vizinha!... Esta com o olhar mais vivo!... Com todo respeito!<sorri meio sem jeito>

-Obrigada!... Voçe também esta muito bem vizinho!

-Moramos a quase um mês no mesmo andar, no vemos quase todos os dias, e eu ainda não sei o seu nome!<sorriu>

-Clara, muito prazer!<ele esticou a mão para um cumprimento amistoso>



-O prazer e todo meu Clara, me chamo Gideon!<ouvi a minha porta se abrir, me virei ainda soltando a minha da sua, o Bruno, me encarava, e não parecia tão feliz como a dois minutos atras>

-Amor, sera que voçe poderia pegar o meu cigarro também, eu esqueci no porta luvas!<amor?>

-Claro "amor", sem problemas!<dei enfase a palavra>

-Não demora, por favor!

-Pode deixar!<sorri amarelo cerrando os olhos>

-Boa noite!<se dirigiu ao meu vizinho>

-Ola, boa noite!<acenou, e o Bruno, não retribuiu. Ouvimos o elevador parar no nosso andar. "Salva pelo gongo">

O Gideon, me deu passagem, e entramos no elevador em seguida. Eu estava com o rosto quente, e provavelmente estava vermelha, eu podia sentir o ciumes do Bruno, a quilômetros de distancia.

-Desculpa, eu não sabia que voçe tinha namorado!... Eu sempre te vejo sozinha!

-Pois e, estávamos dando um tempo, sabe como e!<tempo de que Clara, vocês nunca tiveram nada.>

-Agora, eu já sei!<sorrimos, e enfim o elevador chegou no térreo>... Boa noite Clara, ate qualquer hora!

-Boa noite Gideon!<olhei para o porteiro, o Sr. Valdez>...Ola, a minha vaga na garagem ainda esta disponível?

-Esta sim dona clara!

-E que eu gostaria de usa-la!

-Vou abrir o portão para a senhora!

-Obrigada!... E a 503 correto?

-Correto!

Sai do prédio e disparei o alarme para acharo carro no meio da rua, e o encontrei atras de dois carros a minha direita. Não sei se ele vai gostar ou não de eu ter dirigido o carro dele, mas e melhor do que larga-lo na calçada.
Entrei no seu lindo Cadillac preto, me ajeitei no banco, e logo em seguida dei a partida. Sorri ao ouvir o barulho do motor quando dei a partida no carro, adoro dirigir, acho gostoso, e de certa forma libertador ate.
Manobrei o carro, e parei no portão da garagem esperando o mesmo se abrir, e assim que terminou o processo, eu entrei com o carro, a procura da vaga.
Depois de estacionado, eu procurei o cigarro que ele pediu, mas logo notei que ele não tinha esquecido coisa nenhum, já que não tinha nada la dentro.

-Ai Bruno, so voçe mesmo!<sorri abrindo o porta malas, e pegando uma mochila preta>

Peguei o elevador da garagem assim que constatei que o carro estava devidamente trancado. Entrei no apartamento, e ele estava sentado no sofá assistindo a um filme qualquer.

-Não tinha cigarro nenhum Bruno!... A proposito, amor?<sorri>

-Quem e o seu amigo?<perguntou sem nem mesmo olhar para mim ignorando a minha pergunta>

-Ele não e o meu amigo, e o meu vizinho!... E para o seu governo, só descobri o nome dele hoje!

-Não gostei dele!<me encarou, assim que eu coloquei a mochila no sofá>

-Por que?<o encarei também>

-E muito espaçoso, e estava dando em sima de voçe!<sorri>

-Não acredito nisso!... Já vai começar com os ciumes?... Ou vai negar, e dizer que não esta com ciumes?

-Não, eu estou com ciumes sim!<se levantou>... Voçe e minha, só minha, e de mais ninguém, só aceito te dividir com mais um homem, e ele se chama Eduardo!<sorriu me abraçando>

-E voçe?... E só meu?

-Sou!

-Duvido, voçe não consegue isso!<sorri me livrando do seu abraço>

-Não acredita em mim?<segui para a cozinha>

-Impossível, o seu histórico não deixa!

-Vou te provar que quero tentar, tem muita coisa em jogo Clara!<sentou na banqueta da bancada me encarando>

-O que esta em jogo Bruno?

-Voçe!... Eu não quero me afastar de voçe, e não quero sentir o que senti hoje quando te vi com aquele menino, e agora no corredor, quero estar seguro com voçe!... Os anos estão passando, e bem, apesar de me achar muito novo, acho que já esta na hora de começar a pensar em aquietar um pouco, e deixar o rodizio para trás!<sorriu sem vontade>... E eu só me apaixonei de verdade duas vezes, uma antes de começar a minha carreira, e agora!<ele baixou o olhar, e eu me senti envaidecida com a sua revelação>>

-Voçe não gosta de tocar neste assunto não e?

-Não!... E quando eu penso que poderia passar por tudo o que passei novamente, me deixa agoniado!

-O que aconteceu?<respirou fundo>

-Eu amei uma mulher, amei de verdade, ela tinha sido a unica mulher pela qual eu briguei, e dei a cara a tapa!... Eu queria me casar com ela, e de certa forma chegamos bem proximo disso, já que moramos juntos por quase um ano!... Dividíamos a casa, a cama, a vida, ate que reencontrei um "amigo" de anos, e quando notei ele ja estava muito proximo de mim, e da Victoria, mais ainda dela!

-Ele estava dando em sima dela?<coloquei um prato com o seu lanche, e uma copo de suco a sua frente, e fiz o mesmo para mim>

-Obrigado!... Pior, eles estavam dando em sima um do outro, tudo por que eu estava no inicio da carreira, e ele já estava mais instável do que eu!... Ao menos eu acho que foi isso!... Ela trabalhava em uma escola infantil, para me ajudar a manter a casa, e mantermos a nossa vida, enquanto eu batalhava pelo futuro!<olhou seriamente para o copo>... Ate que um dia eu voltei mais cedo de uma apresentação, e...

-Não precisa falar mais nada!<me aproximei dele dando a volta na bancada o abraçando>... Sei exatamente o que passou!

-E por isso que eu me afastei, e me desiludi com as mulheres, passei a trata-las como fui tratado, e acho que foi um dos meus maiores erros!

-Te compreendo!... Eu também queria bater em Deus, e no mundo, lastimar, e lamentar!... Me culpei tanto...

-Quero te ajudar a superar isso, e quero que me ajude a superar tudo isso também!

-Vou tentar!<segurei o seu rosto com as duas mãos lhe dando um beijo carinhoso, enquanto ele me abraçava pela cintura>

(...)

-Roupa limpa!<sorriu se deitando na cama de bermuda, e camisa>

-Ainda estou tentando entender, o por que da mochila!<sorri sentindo ele entrar em baixo do edredom comigo>

-E coisa de quando eu saia de casa, e não sabia se iria voltar, sabe, ia para a balada, e não sabia se iria terminar a noite na minha cama, ou em outra!

-Entendo!

-Por isso, sempre mantive a mochila com algumas peças de roupa limpa no carro, não sabia ao certo quando iria precisar!<deu de ombros>... Mas agora, acho que ela já pode sair do carro, e ir para outro lugar!<sorriu me abraçando>

-É mesmo?<sorri>... E onde seria este lugar?

-Bem ali!<apontou para o meu closet>

-Pega leve na dor ta mocinho!<sorrimos>... A ferida ainda esta aberta!

-Eu sei como e, já vai fazer quarto anos, e eu ainda sinto a minha doer!... Vamos fecha-las?

-Vamos!

-Mas que tal, por enquanto, curarmos a nossa carência um do outro?<se colocou sobre mim, me fazendo sorrir>


-Voçe não cansa?

-De voçe?... Nunca!... Voçe já cansou de mim?<entortou os lábios fingindo chateação>

-Nem que eu quisesse meu querido!

Nossos lábios se encontraram novamente em um beijo rápido, mas cheio de carinho, e desejo. As suas mãos impacientes arrancavam as minhas roupas sem nenhuma cerimonia, enquanto a sua boca beijava, mordia, e chupava o meu pescoço com vontade. Gemi baixo quando o senti completamente duro entre as minhas pernas, me fazendo empurrar o meu quadril contra o seu completamente sedenta de prazer.


A noite foi maravilhosa, incrível, fizemos amor mais duas vezes, e uma foi sem camisinha, mas como das outras vezes, ele retirou antes, não tínhamos a pilula em mão para nos prevenir.
Eu não poderia estar me sentindo melhor, em poder estar com ele novamente, e de certa forma, sentia que estávamos mais unidos do que antes.

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