quarta-feira, 10 de junho de 2015

I Can Not, But I Need... cap 72

Estávamos no ultimo show no México. O pais era incrível, e eu simplesmente adorava este lugar, ainda mais a comida, era perfeita. E claro, não posso esquecer das mulheres, tinham umas mexicanas que nossa, eram muito gostosas. Porem, eu só olho, por que olhar não arranca pedaço, já tocar arranca. Um pedaço meu.
O numero da Victoria continua camuflado no meu celular, não que a Clara, mexa no meu celular, ou ate mesmo nas minhas coisas, mesmo ela tendo todo o direito disso, afinal eu mexo nas coisas dela, como celular, e notebook, não que precise obvio, mas sei la, e uma forma de confiança, tanto dela confiar em mim, e eu nela. E neste momento, eu sinto como se eu a traísse em ter o numero de celular de outra mulher no meu telefone, ainda mais sendo da Victoria, mas eu já decidi o que vou fazer, vou ligar para ela e sim, marcar um encontro, eu preciso saber, preciso ouvi-la, e saber o que ela tem a me contar, o por que ela simplesmente foi embora com ele, me deixando como deixou.
Eu sei que isso sera algo errado a se fazer, e que o melhor seria eu me sentasse, e conversasse com a Clara antes, expor o meu lado de querer saber o por que ela tinha simplesmente ido embora como foi. Mas eu acho que ela não iria gostar nada disso, assim como se eu tivesse no lugar dela não gostaria, e muito menos aceitaria.
Por este motivo, eu aproveitei um momento que ela estava super ocupada com o manuscrito, e disse que iria ate o bar do hotel tomar algo com o Ryan, e sai em seguida, mas o que eu realmente fiz, foi ligar para a Vistoria, eu precisava disso.

-Victoria?-eu liguei sem ao menos exitar, pois era exatamente isso que eu queria, e precisava fazer-

-Bruno?-ela sorriu, um som que eu sempre amei ouvir, a sua doce risada-

-Eu quero falar com voçe!

-Quando voçe quiser minha vida!-fechei os olhos com força, respirando fundo, ela me chamava assim, sempre me chamou-

-Eu estou no México, embarco amanha para Los Angeles, não sei quando poderei falar com voçe, mas...

-Eu vou ate a sua casa...

-Não!-disse apressadamente-... Vamos marcar um lugar, eu te ligo!

-Claro vida, eu estrei a sua espera!

-Victoria...

-Vic, me chame de Vic, assim como voçe fazia antes...

-Não sou o mesmo de antes...

-Nem eu meu amor!

-Victoria, não me chame mais assim!

-Tudo bem, me desculpe, e que eu estou tão feliz por ter te encontrado, e o melhor, por voçe ter me ligado!

-Eu preciso desligar!

-Bruno?

-Oi!

-Poso te mandar o endereço da minha casa em Ontário, e quando voçe quiser, pode vir me ver, e conversar comigo!

-Tudo bem!... Ate Victoria!!

-Ate Bruno!

Desliguei o celular, e não demorou muito para que o seu endereço chegasse em uma mensagem de texto. Olhando aquele endereço, eu me senti o cara mais nojento do mundo, e ainda mais quando eu decidi que iria ve-la, o mais breve possível.

(...)


Me despedi do meu publico em alto estilo, com um show maravilhoso, e uma after melhor ainda. Mesmo com tudo o que estava acontecendo, eu estava conseguindo me divertir, aproveitar da companhia da minha garota, e aproveitar as vezes que a minha cabeça estava em paz, para conseguir ser somente dela na cama, já que ultimamente, a volta da Victoria, tem me deixando um tanto quanto disperso.

(...)

Tinha exatamente dois dias que tínhamos voltado para Los Angeles, ao final dos shows da turnê. Eu tinha decidido que so entraria no livro os shows ate o México, que era onde de fato acabara a turnê. E com isso, ela estava ainda mais atarefada com a conclusão do livro, e isso a deixava muito dispersa, e ocupada, me deixando com tempo ocioso. Ocioso ate demais.
E com isso, eu acho que tomei uma das piores decisões que eu poderia tomar. Ir, ver a Victoria.

-Amor, eu vou na casa daquele meu amigo, o Mark!... Estamos tentando finalizar aquela musica tudo bem?... Aproveitar que voçe esta ocupada, sera bom que não te atrapalho!

-Claro amor, sem problemas!... Estou com o dia super corrido, entrei em contato com a editora que voçe escolheu em NY, e eu preciso mandar algumas coisas para eles hoje ainda!-disse sem ao menos me olhar, de tão ocupada que estava-

-Tudo bem, se cuida então, e qualquer coisa, me liga, eu venho correndo!-me aproximei, e ela me encarou sorrindo

-Claro amor!-me curvei lhe um selinho demorado-

-Ate mais tarde meu amor!

-Ate, bom trabalho!-desviou o seu olhar para o note novamente-

-Voçe também!

Talvez no findo eu queria que ela me pedisse para ficar, mas ela acabou não fazendo isso, e eu me vi completamente livre para encontrar com a Victoria.
Ate Ontário, seria mais ou menos de quarenta, a cinquenta minutos de carro, seria relativamente rápido, acho que eu conseguiria conversar com ela, e em mais ou menos duas horas estar de volta, e era capaz de chegar, e a Clara, ainda estar trabalhando.
Eu passei a metade do caminho querendo chegar logo, para resolver tudo o que tinha ficado pendente, e o resto do caminho querendo pegar o primeiro retorno e voltar para casa, para a minha mulher, e esquecer tudo isso, mas infelizmente a minha curiosidade estava falando alto demais.
Exatos quarenta e sete minutos depois, eu estava estacionando em frente ao endereço que me foi enviado, eu estava suando frio, e por que, eu não faço a menor ideia.
A casa era uma graça, de apenas um andar, em coloração clara, e com uma fachada bem delicada, pelo que me lembro, remetia muito a personalidade da Victoria.
Depois de passar alguns minutos no carro, ela abriu a porta da frente, provavelmente tenha me visto através da sua janela, e resolveu aparecer para sanar com as minhas duvidas entre entrar, e dar meia volta.
Ela estava linda com uma bermuda jeans curta, uma camisa regata, e de chinelos, simples, e simplesmente linda. Não posso negar que desde o dia em que a vi, algo dentro de mim, mudou radicalmente, eu não sei explicar, não sei relatar o que realmente estou sentindo, e ainda mais agora, enquanto ela caminha calmamente com um enorme sorriso em minha direção.

-Oi!-sorriu ao parar em frente a janela do carro-

-Ola!

-Voçe veio!

-Parece que sim!-sorri-

-Não vai entrar?

Sera que eu devo entrar? Sera que isso e o certo a se fazer? Sera que é realmente isso que eu quero? Sera que e o que eu devo fazer? Bem, não e o que eu realmente deva fazer, afinal, o lugar onde eu deveria estar agora, esta a quarenta e sete minutos de distancia daqui.

-Eu...

-Voçe dirigiu ate aqui, não vai ficar ai parado não e?

-Não!-abri a porta, e sai sem pensar duas vezes-... Eu pretendo não demorar muito, o que tenho a tratar com voçe, e rápido!

-Tudo bem!... Vamos?

Ela me deu passagem, mas eu neguei, e pedi que ela fosse na frente.
A sua casa lembrava bastante a nossa, antes de tudo o que aconteceu, era simples, mas bem acolhedora, me senti como se voltasse o tempo, olhando as nossas coisas arrumadas nos mesmos lugares de quando ainda nos amávamos. Na realidade estava sendo muito difícil estar ali, mas eu precisava colocar um final em tudo isso.

-Senta!-sorriu me indicando um lugar no seu confortável sofá-... Quer alguma coisa?

-Não, obrigado!... Só quero conversar com voçe!

-Pois bem, eu esperei por muito tempo para ter esta oportunidade!

-Eu quero saber, por que voçe me abandonou?-a encarei, e ela respirou fundo-... Ainda mais com ele!... Porra, eu te amava tanto!

-Eu sinto muito por isso, ele me iludiu, eu era muito nova, queria ter as coisas, e ate então, apenas trabalhava para colocar dentro de casa, as suas noites nos bares, não nos rendia...

-E ai voçe preferiu dar um pé na minha bunda, indo embora com o meu ex melhor amigo, ao invés de encarar tudo comigo?

-Eu era nova Bruno...

-Eu também Victoria, porra!... Eu estava batalhando, correndo atras...

-Não, voçe só ia para o bar, tocava alguma coisa, e se contentava com os míseros dólares que lhe mendigavam!

-Era a porra do meu sonho, e eu precisava começar por baixo, mas olha onde estou agora!

-Sim, eu não tinha ideia de que voçe iria chegar tão longe, pra mim era apenas um sonho de um moleque sonhador!

-Eu sou sonhador, mas olha onde o meu sonho me levou!

-Eu sinto orgulho de voçe, e vergonha de mim, por não ter te apoiado como voçe merecia, e me deixar ser iludida pelo...

-Por favor, me poupe de ouvir o nome dele!

-Claro!... Enfim, eu queria te pedir perdão por tudo o que aconteceu, eu foi ingenua, e acabou que não durou mais de um mês, e quando eu voltei para te pedir perdão, e tentar conversar, voçe já não estava mais...

-E claro que não, voçe queria o que?... Que eu ficasse sentado na cama olhando as suas fotos, e chorando como um bebe abandonado?... E claro obvio que eu não iria fazer isso!... Eu sofri Victoria, eu sofri pra caralho, mas levantei a cabeça, e segui em frente!

-Voçe fez certo!

-Eu sei disso!... Mas estou errando em estar aqui, em ter vindo ate aqui, e deixado a minha mulher em casa!

-Voçe esta casado?

-Não e bem um casamento, mas estamos morando juntos, apenas não oficializamos, mas ela e a mulher que eu amo!

-Que bom que voçe encontrou uma mulher, uma pessoa que te complete!... No fundo eu estava esperando por voçe!

-Por mim?-sorri ironicamente-... Por favor, voçe e mais inteligente do que isso!

-Eu te amei muito Bruno, voçe foi o homem da minha vida, e eu só vi isso, quando me vi sem voçe!... Eu me arrependo amargamente o dia em que sai pela porta, te deixando pra trás!... Se arrependimento matasse...

-A metade do planeta estava morta!-ela sorriu-

-Como sempre sarcástico!

-Olha, eu imaginei que não receberia uma resposta decente, então e melhor eu ir embora!-me levantei-


-Por favor, me perdoa?

-Perdoar?

-Sim, por favor, só eu sei como esperei por este dia, como esperei por esta oportunidade!-respirei fundo relaxando os ombros-

-Quem sou eu para perdoar, ou não alguém?

-Obrigada!-ela me abraçou de surpresa, e eu respirei fundo novamente sentindo o seu perfume inconfundível-

-Voçe ainda usa o mesmo perfume!-inconscientemente fiz uma observação-... Só eu sei quantas vezes o senti em outras mulheres!

-Eu também senti o seu, por vários anos seguidos!-ela se afastou milimetricamente, apenas para olhar em meus olhos-... Ainda sinto Bruno!


Os nossos lábios estavam perigosamente próximos, e o meu coração estava acelerado, era ela, e estava exatamente a mesma coisa de antes, a mesma coisa de 6 anos atras quando nos conhecemos, quando me apaixonei perdidamente pela morena de olhos claros, e cabelos ondulados.
O seu halito de morango rebatia em meus rosto, me deixando completamente desarmado, e entregue ao meu passado, e eu só senti como estava entregue, quando os nossos lábios se tocaram, e depois de mais de quatro anos, eu senti a macies, e o delicioso sabor de sua boca.
Os meus braço instintivamente se firmaram ao seu redor, quando as suas unhas arranharam de leve o meu couro cabeludo, como ela fazia antigamente, quando nos beijamos, quando nos entregávamos. Senti a mulher que um dia eu foi completamente apaixonado em meus braços novamente, e de certa forma, isso foi tão reconfortante, eu realmente não sei explicar o que eu estava sentindo, e como estava me sentindo.
Terminamos aquele beijo nostálgico com selinhos, enquanto ela acariciava o meu rosto, e sorria como uma menina boba, e apaixonada. Como a minha menina boba, e apaixonada de 6 anos atras.

-A sua boca permanece deliciosa assim como eu me lembrava!-ela sorriu-

-A sua também!-não menti-... Mas  isso foi completamente errado!... Eu definitivamente não deveria estar aqui!

-Não foi isso que o nosso beijo disse!

-Victoria, eu tenho uma pessoa incrível, uma pessoa que me ama, que cuida de mim, e sabe me fazer bem, eu deveria estar ao lado dela, e não aqui!

-Voçe tem que estar onde o seu coração decidir!-o meu coração esta mais confuso do que nunca agora-

-Eu preciso ir embora!

-Vamos nos ver novamente?

-Eu não sei!

-Qualquer coisa eu estou aqui, voçe sabe o meu numero, o meu endereço, e só vir!

-Obrigado!-me inclinei para beijar o seu rosto, mas ela segurou o meu, me dando um beijo intenso, no qual eu não consegui, não retribuir-... Eu preciso ir!-disse novamente seguindo para a porta, tentando não olhar para trás-

-Ate breve minha vida!

Eu apenas parei na porta, e olhei para trás vagarosamente, sera que ela ainda me ama? Sera que eu ainda a amo? Decidi não pensar, e simplesmente ir embora.
O caminho de volta foi tenso, repassei toda a nossa conversa, tudo o que senti enquanto nos beijávamos, e cheguei a conclusão, de que eu novamente, estou balançado por ela, pela primeira mulher que eu amei na vida, pela mulher na qual eu foi o primeiro em sua vida, e que eu mais amei.
Mas a contrapartida, eu tenho uma mulher maravilhosa em casa, que já passou por tanta coisa, e que eu prometi cuidar, prometi ajuda-la a passar por tudo o que ela passou, e se eu pensar em continuar com o que acabou de acontecer, eu estarei descumprindo, o que eu prometi a Clara.
Clara, como eu vou olhar para ela, como eu vou lidar com isso? Sera que eu falo para ela? Sera que não seria melhor darmos um tempo na nossa relação, enquanto eu estou com o coração cheio?
São vários fatores a serem colocados na balança, mas o ponto é. Eu amo a Clara, mas eu vi que só bastou um beijo, para que eu visse que ainda sinto algo muito forte pela Victoria. Conclusão, não sei se e possível amar duas mulheres, mas eu só sei que no momento, eu amo as duas.

Cheguei em casa, e ela estava na sala sentada no sofá, em uma chamada de vídeo com a irma dela. Sorri ao vê-la com os cabelos úmidos, provavelmente tinha acabado de sair do banho, já que o seu cheiro inconfiável pós-banho inundava a "nossa casa".
Me aproximei devagar, a irma dela me encarou através da câmera, e sorriu, a alertando que olhou para trás no mesmo minuto.

-Amor, pensei que demoraria mais!-sorriu-

-Queria que eu demorasse?

-E claro que não!-esticou os braços para um abraço, no qual eu me curvei para lhe dar, torcendo para que ela não sentisse um cheiro de outra mulher em meu corpo-

-Ola Luíza!-sorri para a minha cunhada-

-Ola Brumo, tudo bem?

-Sim, e voçe cunhada?

-Ótima!

-E o Edu?

-Esta muito bem, esta na casa do amigo dele, tocando, ele faz isso quase todos os dias!-sorrimos-

-Ele toca muito bem, se investir nisso, sera um ótimo baterista!-sorri-... Vou deixar vocês duas conversando, e vou tomar um banho amor!... Quer sair para jantar?-beijei o seu pescoço-... Podemos passar a noite juntos onde voçe quiser!-virei o seu rosto beijando os seus lábios. Nunca senti tanta falta dela em um espaço tão curto de tempo-

-Sera que o casal pode me respeitar por favor?... Sou uma moça pura, não posso ficar vendo estas coisas!

-Pura, voçe?-gargalhamos-... Esta foi a piada do ano...

-Vou tomar um banho!... Ate cunhada, de um abraço no Edu!

-Pode deixar!

Naquela mesma noite saímos para jantar, e desde que descobriram sobre nos dois, sempre eramos bastante assediados pelos fotógrafos, e isso me incomodava bastante, mas sempre nos elogiaram. Ate demais as vezes, e isso me deixava mais tranquilo. Terminamos a nossa noite em um hotel maravilhoso, onde tivemos momentos maravilhosos, e uma deliciosa noite de amor.


(...)

Os dias seguintes foram bem tranquilos entre a Clara e eu.

Ela não tocou mais no nome da Victoria, e isso era simplesmente maravilhoso, deixava a nossa relação em paz. Ao menos o nosso relacionamento estava tranquilo. Na realidade, era o que ela imaginava estar. Estou me sentindo tão mal, sujo, e egoísta.
A Victoria me liga com frequência, e nos falamos varias vezes por semana, mas ate hoje eu ainda não voltei a vê-la, sempre que ela pedia, eu inventava alguma coisa para não ir, mas no fundo estava louco para vê-la novamente, porem o que eu sentia pela Clara, de certa forma, me impedia de ir, por que eu sabia que estaria trocando o certo, pelo totalmente duvidoso. Eu poderia muito bem sentar, e conversar com ela, pedir um tempo no nosso relacionamento como já pensei em fazer antes, para poder pensar bem mo que eu quero, afinal, a Clara me completava em muitas coisas e aspectos.
E infelizmente o que eu sentia pela Victoria, ainda era muito forte. Ao menos eu acho que era muito forte, mas eu só teria uma forma de saber se era realmente tudo isso ou não, e eu precisava descobrir, antes de tomar uma seria decisão. A de pedir ou não um tempo para a Clara.

(...)

Hoje era dia primeiro de Outubro, a Clara teve que viajar para New York, já que a editora que lançaria o livro era la, eu pensei em ir com ela, mas estávamos no final do processo de produção de Uptown Funk, e eu estava completamente atarefado com o Mark, e por isso eu não pude acompanha-la, e ela fez questão que eu ficasse, não queria que eu interrompesse nada.
Eu deixei que ela fosse sozinha, mas com a condição de que ela me ligasse em todos os 3 dias que ficasse fora, e no minimo 3 vezes ao dia. E loucura eu sei, mas era melhor assim.
Eu estava no estúdio com o Mark, tinha chego a pouco tempo, pois tinha ido leva-la ate o aeroporto, insisti que ela fosse com o jatinho, mas ela se negou terminantemente. Disse que não era coisa para ela, e que se sentiria ridícula por ter um jatinho a sua disposição, e se caso eu precisasse, ele estaria ocupando um espaço desnecessário no aeroporto a milhares de quilômetros.
Enfim, ela arrumou um monte de desculpas para não usar. Esta era a minha mulher.

O dia de produção foi ótimo, a musica estava indo muito bem, tinham alguns acertos que decidimos fazer, mas nada que não dessemos conta.
A Clara me ligou quando chegou, e a noite quando tinha voltado da primeira visitação para aprovação do layout do livro, não entendo muito bem destas coisas, mas ela me disse que no dia seguinte, iria ver o primeiro rascunho das capas, e iria mandar para mim. Enfim, ela disse que estava bem, e eu também estava bem, com saudades dela já, mas estava bem.

Mark me chamou par beber alguma coisa em um dos bares proximo ao estúdio, e claro, eu aceite, já que iria ficar alguns dias sem a Clara, de cara totalmente limpa seria complicado. E eu Não estava a fim de me complicar ainda mais, decidindo ir ver a Victoria novamente.


-Quanto tempo não paramos assim para beber algo meu amigo?-Mark tocou no meu ombro, depois que estávamos no quinto copo de Whisky-

-Não faço a menor ideia!-sorri-... Mas tem muito tempo!... Também, todas as vezes que nos encontramos durante a turnê, foi na correria!

-Verdade!-sorriu-... Voçe esta realmente com a escritora?... E Maria Clara, o nome dela não e?

-Sim, Clara!... Estou!

-Esta mesmo, ou esta... -sorriu, ele me conhecia-

-Estou!... Mas...

-Já vi tudo!-sorrimos-

-Um fantasma miserável, do passado veio me azucrinar, e eu descobri que ainda sinto algo por ela!

-Isso não e bom!

-Eu sei, não e mesmo, nem um pouco!... Ela me liga quase todos os dias, e o pior, ela esta em Los Angeles hoje, esta pedindo para me ver a alguns dias, e o pior que quando nos vimos pela ultima vez, acabamos nos beijando!

-Contou para a Clara?

-Claro que não, se ela souber disso. ela vai dar um pé na minha bunda, e nunca mais vai querer me ver!

-Voçe ainda gosta dela?

-Da Victoria?

-Sim!

-Talvez, eu não sei, senti algo muito forte quando nos beijamos sabe?... Ela foi a primeira mulher que eu amei, que eu amei de verdade!

-Olha, se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia!... Mas eu sou o seu amigo a algum tempo, e te digo uma coisa, cuidado, mulher e ardilosa, e perigosa quando quer...

-Eu sei!

-Se ela estiver decidida a te ter de volta, ela vai lutar ate conseguir!-o encarei seriamente-

As palavras do Mark, deram voltas em minha cabeça, e ele tinha rasão, se a Victoria insistisse demais, ela iria acabar tendo o que almeja, eu sei disso, me conheço.

Continuei a beber com o meu amigo, bebemos mais alguns drinques, e quando dei por mim, já estava bem alto, e o bar já não parava quieto no mesmo lugar, ou seja ele estava girando mais do que "Chapéu Mexicano".

Olhei no celular com certa dificuldade, e vi que já era mais de 3 da manha, e decidimos que já tinha passado da hora de ir embora. Eu estava sem carro, já que tinha ido para o estúdio de manha com o Dre, e ainda iria ligar para ele vir me buscar, mas decidi mandar apenas uma mensagem.
O Mark chamou um táxi, mesmo depois de eu insistir que o levaria, e mesmo antes que o Dre chegasse, ele foi embora de táxi.
Eu continuei no bar, tomando mais uma dose de alguma coisa, enquanto esperava o Dre chegar. A minha cabeça estava pesada, e eu estava começando a sentir um pouco de náusea, detesto quando acabo bebendo demais.

-Bruno?-ouvi uma voz suave, e extremamente conhecida, e quando olhei para o lado, la estava ela-

-Victoria?-sorri-... Que surpresa!a minha voz estava nitidamente arrastada-

-Bêbado, voltou a beber assim?-sorriu sentando a minha frente-

-Não estou tão ruim!-dei mais um gole na minha bebida-

-Sei!... Cade a sua "mulher"!-fez aspas com os dedos-

-Não faça aspas, ela e minha mulher!- a encarei seriamente, e ela elevou os braços em rendição, e sorriu-... Esta trabalhando em NY!... Estou esperando o Dre, para me levar para casa!

-Estou de carro vem, eu vou te levar!

-Não precisa, ele já deve estar vindo!

-A quanto tempo voçe esta esperando por ele?

-Não sei, acho que uma hora!-olhei no relógio-... Porra uma hora já!

-Vamos, eu vou te levar!

-Ta, só vou aceitar por que eu quero muito dormir!

-Opa, cuidado moço!-segurou em meus braço quando tentei levantar e acabei sentando novamente-

-Esta tudo bem!-me levantei-... Amigo, a conta!-deixei alguns dólares no balcão-... O que voçe esta fazendo aqui?

-Eu não disse que estava na casa de uns amigos?

-Sim, mas eu estou falando aqui, no bar!

-Eu estou aqui bebendo com eles!

-Então pode me colocar em um táxi, eu vou pra casa...

-E claro que não, eu te levo!... E não questione mais!-sorriu-

-Okey, só quero ir pra casa, para a minha cama!

-Voçe vai!

Seguimos para o estacionamento, e ela destravou o seu carro, e eu me sentei no passageiro, enquanto ela deu a volta entrando em seguida. Estávamos seguindo por uma rua mais escura que eu mesmo tinha indicado para que ela chegasse me minha casa. A minha cabeça estava tão pesada, eu estava tão cansado, e ela estava quieta, contribuindo para que o sono me tomasse, e mesmo sem querer, eu acabei pegando no sono.

-Hey, acorda dorminhoco!-senti beijos no meu rosto, e no canto da minha boca-

-Clara?

-Não, acho que e alguém bem melhor do que ela!-sorri irônico, ao ouvir a sua voz-

-Não sei disso não!

-E claro que sabe!... Vamos, colabora comigo, tenho que te levar para dentro!

-Já estamos na minha casa?-comecei a sair do carro-

-Não, voçe dormiu, eu te trouxe para a minha casa!

-Em Ontário?-olhei para ela-

-Sim!

-Eu quero ir para a minha casa!

-As três e meia da manha Bruno?... Nem sonhando!... Vamos, entra, de manha voçe vai pra casa!

-Porra, mas que caralho Victoria!

-Para de reclamar!-sorriu-... Vamos!

Entramos, e ela me guiou ate o seu quarto, disse que iria pegar uma toalha para que eu tomasse um banho, para aliviar o efeito do álcool. Eu estava no seu banheiro tomando banho de costas para a porta do box, e me segurando na parede, já que tudo estava rodando ao meu redor, quando senti duas mãos me abraçarem por trás.

-O que voçe...
-Shiiii!

-Voçe esta nua!

-Relaxa amor, so quero cuidar de voçe!

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