Ela estava completamente nua me abraçando, estávamos completamente despidos no box daquele banheiro. Eu fechei os olhos respirando fundo, tentando manter a minha sanidade, e acabar não fazendo a besteira que já estava anunciada.
"Eu amo a Clara! Eu amo a Clara!"
Esta frase rodava algumas vezes na minha cabeça, enquanto as suas mãos passeavam em meu corpo devagar, me fazendo relembrar de cada noite que passamos juntos. A nossa primeira vez, a nossa ultima vez, todos banhos juntos que tomamos, todas as noites em que os nossos corpos eram apenas um.
Eu me virei de frente para ela, e os seus olhos azuis penetrantes se encontraram com os meus, ela passou a mão no meu rosto, aproximando a nossa face, e mesmo com o meu coração falando uma coisa, falando que eu não poderia ficar ali, que eu não poderia fazer isso, o meu corpo estava agindo, e fazendo completamente o oposto.

As nossas bocas se encontraram em um beijo intenso, e saudoso. O meu corpo inteiro respondeu ao seu toque, me deixando completamente louco de vontade de ter aquela mulher, de sentir o seu corpo, e matar toda a louca saudade que me invadiu, e estava se tornando necessária no momento.
Quando dei por mim, já tinha desligado o chuveiro, e mesmo completamente molhados, estávamos em sima da sua cama, nos beijando, e nos apreciando como fazíamos a quatro anos atras.
As suas mãos puxavam os cabelos da minha nuca me mantendo ainda mais recluso ao seu corpo, me mantendo o mais proximo possível de si, me fazendo sentir cada centímetro do seu delicioso corpo. Eu já estava completamente excitado, e louco para sentir o seu corpo mais rápido possível.
Senti o álcool sair lentamente do meu corpo com o suor que brotava da minha pele, diante dos seus toques. Dos nossos toques.
Ela me empurrou na cama, fazendo fazendo com que o seu corpo ficasse sobre o meu. E fechei os olhos respirando fundo, quando senti a sua boca fazer um delicioso, e conhecido caminho pelo meu corpo. As minhas mão seguram firme os seus cabelos, quando senti a sua boca em um delicioso sexo oral.
Abri os olhos fitando o teto, e ele estava girando, tenho certeza que ainda era a bebida que corria pelas minhas veias, mas confesso que ela estava deixando tudo ainda mais interessante.
Senti que iria gozar a qualquer segundo, mas o meu estado era tão critico, que nem conseguir avisa-la eu fui capaz, e apenas segurei firme em seus cabelos, a puxando contra mim.
-Vai gozar amor?-apenas confirmei com a cabeça-... Bom saber que ainda te proporciono tesão!
-Com um boquete?... E impossível não proporcionar!
-Então vamos para a melhor parte meu bem!
Senti ela se inclinar na cama, e em seguida o preservativo ser perfeitamente desenrolado em meu membro, e logo em seguida ela sentou no meu colo se acomodando devagar, me fazendo segurar em seus quadris, enquanto ela começava a se movimentar, nos dando prazer.
A sua boca veio de encontro com a minha, e enquanto nos beijávamos, as minhas mãos passearam pelas suas costas, e os seus quadris, os apertando com força, a fazendo gemer durante o beijo. Se eu falar que estava ruim, eu estaria mentindo, por que ela permanecia muito gostosa, e eu não posso ser hipócrita a este ponto, e não serei. Mas infelizmente isso só estava me deixando ainda mais confuso em relação a tudo, em relação ao que eu estava sentindo pelas duas agora.
Senti que estava um pouco melhor em relação a tonteira proveniente da bebedeira, e se eu falasse que estava sob o efeito do álcool enquanto estava com ela, sera a mais completa mentira. Eu sei que poderia simplesmente joga-la para o lado, me vestir, e ir embora, mas infelizmente estava sendo mais forte do que eu.
A joguei para o lado sim, mas me acomodei entre as suas pernas, e ela as envolveu em minha cintura imediatamente, cravando as suas unhas no meu couro cabeludo.
-Hummm!... Estava com saudades da sua pegada firme meu amor!
-Voçe não sabe de nada Victoria, eu mudei muito desde que voçe me deixou!
-Então me mostra!
Segurei firme em seus quadril, saindo quase que por completamente de seu corpo, a invadindo com força e vontade em seguida, a fazendo gritar, não sei se foi de dor, ou tesão, so sei que ela apenas gemia alto, e pedia por mais, enquanto eu saciava a sua vontade. A nossa na realidade, pois se eu realmente não quisesse, não estaria aqui, e esta e a realidade. a dura realidade.
Eu estava sendo um tremendo filho da puta estando com ela, transando com ela, mesmo sabendo que tinha uma mulher linda, que me amava, e que apesar de estar aqui, com outra mulher, eu a amo, amo demais.
Sei que ela não vai me perdoar se souber, e isso me deixa agoniado, mas agora eu já fiz, já estou fazendo, e a unica coisa que eu posso fazer agora, e terminar o que eu deixei que começasse.
Afastei os meus pensamentos da Clara, e me concentrei em estar com ela, em estar com a mulher que foi o meu primeiro amor, e que mesmo negando ate a morte, estava fazendo com que eu me sentisse muito bem.
Transei com ela, eu a fodi, a comi como um pedaço de carne, foi estranho, e prazeroso ao mesmo tempo, não sei descrever o que senti, mas infelizmente a unica coisa que eu queria, era mais, e mais, eu queria mais daquela mulher, queria o máximo dela, e a cada minuto parecia que quanto mais eu exigia dela, mais ela me dava.
Eu a beijei, mordi, chupei, a tornei completamente minha, mas não me senti completamente dela, ate por que eu não era dela, eu pertencia a outra pessoa, e só estava aqui tentando considerar como um erro de percurso, como uma deslise, uma pulada de cerca sem sentido.
-Nossa amor, isso foi maravilhosos!-estávamos deitados, e ela estava com a cabeça no meu peito-... Voçe esta ainda mais gostoso!-beijou a região-
-Isso foi um erro!-disse apenas-
-E claro que não amor!... Voçe apenas curtiu o momento, apenas curtimos, nada mais!
-Eu preciso ir embora!-me movimentei para levantar-
-Fica Bruno, voçe não precisa ir embora!
-Preciso sim, eu preciso sair daqui!... Voçe não deveria ter me trazido para a sua casa...
-Não fala isso amor!... Esta noite só mostrou que ainda nos amamos, que ainda somos um casal, o mesmo casal de quatro anos atras, eu ainda te amo, e voçe ainda me deseja...
-Mas não ta amo mais!
-E claro que ama, o seu amor só esta adormecido!... Eu sei que voçe vai voltar para casa, vai conversar com ela, e vai dizer que ainda me ama, e que vai ficar comigo!-sorri-
-Voçe esta de brincadeira!-olhei pela janela e começava a clarear-... Eu preciso ir embora!-me sentei na cama retirando o preservativo, e segui para o banheiro, tomar um novo banho, e me arrumar-
-Vai me dizer que voçe não gostou de ficar comigo?-senti a água gelada cair na minha cabeça como uma martelada-... Que voçe não sentiu falta do meu corpo, do meu toque, do meu beijo?-se eu falasse que não, estaria mentindo, mas isso não era o certo-
-Por que?-comecei a me secar, apenas tirei o suor do meu corpo-... Por que voçe resolveu aparecer, eu estava bem, estava feliz, estava as boas com a minha mulher!... PURA QUE PARIU!-passei as mão pelos cabelos molhados, e ouvi o meu celular tocar em um alerta de mensagem-
"Oi amor, bom dia!... Espero que tenha mandado uma nova mensagem para o Dre te buscar, por que a anterior veio para mim!... Espero que esteja bem, deve estar cansado ja que a mensagem chegou tão tarde!... Amanha de manha estou voltando, acho que consigo resolver tudo hoje!... Beijo, quando voçe ler esta mensagem me liga!... Te amo tanto amor!! Clara"
Eu li a mensagem, e senti como se tivesse levado um soco nomeio da cara, ela nunca tinha dito, ou escrito que me amava com tanta veemência, e ela foi escolher justo hoje, para fazer isso? Eu me senti, sujo, nojento, um lixo.
Me sentei na beirada da cama com o celular nas mãos, respirando fundo, e me controlando muito para não surtar diante da minha culpa. Era como se ela soubesse o que estava acontecendo.
-O que foi meu am...
-NÃO, NÃO, NÃO, A CULPA E SUA, MAIS UMA VEZ SUA!-me levantei colocando a minha roupa de qualquer forma-
-Minha?
-MINHA, E MINHA, SÓ MINHA!-senti os meus olhos arderem- ... Eu preciso ir embora!-recolhi tudo o que estava espalhado pelo seu quarto no qual me pertencia, e sai do mesmo as pressas-
-Bruno, amor calma!
-Para Victoria, porra!... Olha, não me liga mais, por favor!... Eu amo a minha mulher, eu amo muito a minha mulher, é ela que eu quero, é dela que eu preciso!... Voçe foi um erro a anos atras, e esta sendo um erro novamente, por favor, me esquece!
Sai da sua casa batendo a porta, sem fazer questão de olhar para trás, eu estava perdido, atordoado, estava com o peito doendo, e a cabeça pesada diante da minha culpa, diante do gravíssimo erro que cometi com a Clara.
A mensagem que eu tinha supostamente mandado para o Dre, foi para ela, e enquanto ela achou que eu estava trabalhando, eu estava bebendo, e quando ela achou que estava dormindo, eu estava fodendo outra mulher.
-Voçe e um merda!
Dei sinal para o primeiro táxi que eu vi, e pedi que me levasse para casa, eu só queria voltar para a minha casa, e tentar esquecer tudo isso, tentar fingir que nada disso aconteceu.
Assim que cheguei em casa, tomei um banho de verdade, um banho reconfortante, mas que na realidade não servil para tal, serviu apenas para que eu lamentasse um pouco mais sobre a minha dura realidade. A unica coisa que passava pela minha cabeça, era a difícil duvida. Eu conto, ou não conto para a Clara sobre o que tinha acontecido.
Obviamente que se eu contasse ela não iria simplesmente aceitar numa boa, e dizer "Sim, amor, eu te perdoo!" A Clara era uma boa mulher, mas não era idiota.
Como eu estava profundamente arrependido, e estava convicto de que esta tinha sido a primeira, e ultima vez que iria ver a Victoria, sexualmente falando, eu preferi ficar na minha, e deixar correr, era o melhor para o nosso relacionamento. Ao menos e o que eu acho que seja.
-Oi amor!-sorri de certa forma aliviado, ao ouvir a sua doce voz pela manha-
-Bom, dia, te acordei não e?-sorri-
-Bom dia meu anjo, não tem importância!
-Passou boa parte da noite trabalhando que nem ontem não e?
-Sim!-estava me sentindo tão sujo diante de tudo o que aconteceu, e ainda mais, por estar mentindo para ela-... E voçe, como estão as coisas por ai?
-Tudo bem amor, tive um dia corrido ontem omo te disse, e agora estou me dirigindo a editora para fazer uma nova prova para a capa do livro!... A proposito voçe viu as capas que te mandei ontem?
-Vi sim, eu mandei a resposta!
-Vou olhar assim que chegar la!
-Ótimo!
-Eu preciso desligar Bruno, acabei e chegar!
-Tudo bem, amor!
-Mais tarde estou voltando, acho que embarco antes das três da tarde, se der tudo certo, ainda consigo jantar com voçe!-sorriu-
-Tomara, isso seria perfeito!
-Se cuida meu bem!
-Voçe também!-sorriu-
-Clara?
-Sim!
-Respondendo a sua mensagem de texto, desta manha... Eu também te amo meu amor, te amo muito!-não era mentira, não era, só eu sei como estou sofrendo com isso, só eu sei a merda que eu acabei fazendo-
-Te amo!
Passei o dia inteiro trabalhando em casa, tentando desanuviar a minha mente, e tentar forçar a minha cabeça mudar de foco, e por um minuto parar de pensar no que eu tinha feito durante a madrugada.
Estava retirando algumas notas do meu violão quando me peguei pensando nela, pensando na noite, e em como ela ainda me deixava louco, eu não poderia negar isso, ela ainda mexia muito comigo, e infelizmente eu me sentia muito atraído por ela.
Coloquei o telefone de lado, e me afundei no couro negro do meu sofá, fechando os olhos, e tetando relaxar, mas a unica coisa que eu consegui foi pensar mais, foi dar brecha para as imagens da noite anterior que ainda pairavam pela minha cabeça. A forma como ela ainda me tocava, me beijava, me abraçava, e da forma me deu prazer, senti que la no fundo ela ainda era a mulher que eu amei, a mulher na qual eu fui muito feliz, na qual eu programei, e planejei um futuro ao lado, a mulher na qual eu tive os 3 anos mais felizes, em meio a turbulências de inicio da minha carreira, ela ainda era a minha Victoria. Mas, em contrapartida, ela ainda era a mulher que foi embora com o meu ex melhor amigo, com o cara que praticamente cresceu comigo, e tanto ela, como ele tinham me apunhalado pelas costas.
-Desgraçados, eu ainda os odeio!-fechei os olhos-... Por que eu a amei tanto, e por que este sentimento ainda esta aqui, por que, por que?-dei batidas contra o próprio peito, na tentativa de retirar todo este sentimento dali, mas eu sei que seria em vão-
Me deitei no sofá, e apenas fiquei olhando para o alto por um longo tempo, eu precisava de um tempo para pensar, estava confuso, estava com a cabeça cheia, e pela primeira vez em toda a minha vida, eu me vi perdido, eu me vi apaixonado, e pior, amando duas mulheres ao mesmo tempo. E no momento eu não fazia a menor ideia do que fazer, eu não sabia se olhava para frente, ou se dava mais uma chance ao meu passado, e terminar absolutamente tudo com a Clara.
(...)
-Entra!-disse assim que ouvi batidas-
-E ai Bruno, esta tudo bem?-ouvi o Phil entrando no estúdio-
-Fala ai cara!-disse ainda deitado-
-A Viv disse que voçe passou o dia enfurnado aqui, o proximo CD já esta pronto?-sorriu, mas eu não o acompanhei-... Okey, o que aconteceu?
-Lembra da Victoria?
-A mulher que te fez agir como um otário durante quatro anos?... Impossível não se lembrar dela, afinal, ela voltou!
-Sim!
-O que aconteceu?
-Eu bebi demais ontem com o Mark, assim que sai do estúdio...
-Não, voçe não...
-Sim, acordei na casa dela, e quando realmente dei por mim, estávamos no seu quarto, na sua cama... Estávamos transando!
-Caralho Bruno!... Voçe traiu a Clara, com ela?
-Sim!... Voçe não sabe como eu me senti mal!... Como eu me sinto, mas infelizmente, e só pela traição em si, por que...
-Por que?
-Eu... Eu descobri que ela ainda me atrai muito!
-Porra Bruno!... Ela só te fez mal!
-Ela me fez feliz por dois anos!
-E mal por cinco!... Bruno, sabe que te considero como o meu irmão, e olha, eu não quero me meter na sua vida, a unica coisa que eu posso falar, e que voçe tome a melhor decisão, mas que não engane a Clara, ela não merece isso novamente, não aja como a Victoria agiu com voçe a anos atras, ela já passou por tanta coisa, e voçe sabe disso!
-Eu sei, eu sei!... E eu amo a Clara, na realidade, eu sinto que amo as duas!
-Isso não e bom!
-Eu sei, e estou confuso, sem saber se sigo em frente, ou se paro no tempo, sabe?-o encarei-
-Eu sei meu amigo!... Tome a melhor decisão, porem, eu só te digo uma coisa!
-O que?
-Mais vale um pássaro na mão do que dois voando!-sorrimos. Este e o meu irmão, sabe transformas os maiores pesadelos, em motivos para sorrir-
-Ou, o clássico!... Não troque o certo pelo duvidoso!
-Ainda bem que voçe entendeu!
-Sim!... Obrigado Phil!
-De nada, agora vamos, levanta a bunda deste sofá, e vamos olhar para frente, trabalhar, distrair a mente, voçe esta precisando!
-Estou mesmo!
Passamos o resto do dia trabalhando, e tentando espairecer, desviar a minha mente de toda aquela bagunça. Sinceramente, a unica coisa que eu queria era ter a minha Clara aqui, abraça-la, e com ela fingir que nada aconteceu, e ao seu lado tentar continuar a ser feliz.
Era mais ou menos uma cinco da tarde quando recebi um telefonema da Clara, onde ela disse que devido ao mal tempo que estava fazendo em NY, o voo tinha sido cancelado.
-Ta vendo, se voçe tivesse aceitado ir com o jatinho, já estaria voltando para casa!
-E claro que não iria aceitar!... E vamos esquecer este assunto!
-Tudo bem!
-Ai amor, estou com frio!-sorriu-
-Eu também, queria voçe aqui, o quarto esta um gelo só, mesmo com o aquecedor ligado!
-Acho que só chego de madrugada!-torci os lábios mesmo sabendo que ela não poderia ver-... Provavelmente as duas da manha!
-Eu vou te buscar, e só confirmar a hora direitinho!
-Ta bom!
-Estou com saudades de voçe sabia?
-Eu só passei dois dias e meio fora amor, e já estou voltando para casa!
-Pareceu uma eternidade!
-Exagerado como sempre!... Daqui a poucas horas estarei em casa com voçe!
-Eu sei!
-Beijos amor, se cuida!
-Eu te amo meu amor!-ela não disse nada, apenas ouvi o som do seu sorriso antes que ela desligasse-... Eu realmente te amo muito!... Me perdoa!-disse a mim mesmo antes de colocar o celular no lugar-
No inicio da noite, recebi uma mensagem dela me confirmando que chegaria pouco mais de duas da manha, e obviamente, eu iria busca-la no aeroporto.
Como ainda era cedo, eu tomei um banho, me troquei e fui para o estúdio tocar um pouco, e tentar me manter acordado. Depois de algum tempo tocando e tentando compor algo novo, eu senti que o cansaço estava batendo. Olhei a hora e ainda era pouco mais de dez da noite, por isso resolvi ir para o meu quarto, me deitar e assistir um pouco de Game Of Thrones.
Parte Clara
Eu tinha viajado para NY por dois dias e meio, o acordo eram três, mas por sorte consegui resolver tudo em relação ao livro, e conseguir voltar para Los Angeles, antes do previsto.
O Bruno tinha me prometido que iria me buscar no aeroporto, eu disse que não precisava, já que eu chegaria as duas da manha, mas ele fez questão.
São exatamente duas e meia da manha, eu estou sentada em um dos bancos, sentindo um frio infernal, com a minha bagagem entre as pernas, esperando que ele apareça. Eu já comprei um cafe, e um chocolate quente, mas nada, absolutamente nada espanta o meu frio.
-Caralho, cade ele, que merda!-peguei o celular, e resolvi ligar para ele- Atende Bruno, atende!-eu já estava ficando preocupada-
"Sua chamada esta sendo encaminhada para caixa de mensagem, deixe o seu recado apos..."
Me levantei, e andei em círculos ao redor da minha mala, tentando espantar o frio. Vi um, dois, três, quatro aviões chegarem de distintos destinos, e nada dele aparecer. Depois de ligar mais umas três vezes resolvi ir embora de táxi quando o celular já marcava três da manha, e com isso a minha preocupação só aumentava.
-Bom dia minha jovem, deseja um táxi?
-Por favor!
-Por aqui!-um senhor muito distinto, e bem vestido, me acompanhou ate um dos taxes livres carregando a minha mala gentilmente-
-Muito obrigada senhor!-o agradeci-
-Imagina, tenha uma boa viagem!
-Aqui para o senhor tomar um cafe!-lhe ofereci U$ 10,00(dólares)-
-Obrigado!
O senhor muito gentilmente fechou a porta traseira do táxi, onde uma mulher loira de aparentemente uns 40 anos dirigia. Lhe passei o endereço do meu destino, e em poucos minutos já estávamos indo em direção a casa dele.
Ela era falante, e acabamos conversando sobre coisas distintas durante o caminho, ela era muito agradável, e eu me senti a vontade em conversar com ela, mesmo sendo uma completa desconhecida.
Depois de uns quinze minutos, ela estacionou, eu paguei a corrida, e sai do carro, tocando a campainha em seguida, sendo prontamente atendida por uns dos seguranças. Ele pegou a minha mala, e eu o agradeci quando chegamos na sala, e logo ele se despediu voltando ao seu posto.
A casa estava completamente silenciosa, e tinham algumas luzes acesas, mas não tinha nenhum sinal do Bruno, me deixando mais do que preocupada agora.
Larguei a minha mala na sala, e segui para o segundo andar a sua procura, depois de dar uma olhada no térreo, e constatar que ali, ele não estava.
Entrei diretamente no seu quarto, e eu o encontrei deitado na cama, em um sono mais do que profundo, com as luzes completamente apagadas, sendo clareado apenas pela luz da TV. A minha preocupação se transformou em um misto de alivio, e raiva. Alivio por ele estar bem, e raiva por ele estar dormindo, e ter me deixado no aeroporto congelando.
Acendi a luz só de implicância mesmo, terminei de entrar no quarto, desliguei a TV que estava em um canal qualquer. Retirei o casaco grosso que esteva vestindo, o colocando no encosto da cadeira, me sentando na mesma em seguida cruzando as pernas, e o encarando enquanto ele começava a dar sinais de que estava acordando.
-Clara!-disse ao olhar no celular conferindo as horas se levantando da cama assustado-... Merda, merda, ela deve estar... CACETE AMOR, QUE SUSTO!-me encarou assustado sentando na cama novamente-... Voçe chegou a muito tempo?-apenas neguei com a cabeça-... Desculpa amor, eu acabei dormindo, sei que marquei com voçe...
-Esta tudo bem Bruno, eu vi que voçe estava dormindo, deveria estar realmente muito cansado!-disse seriamente-
-Desculpa amor, eu tentei mesmo ficar acordado te esperando...
-Esta tudo bem Bruno!-me levantei da cadeira retirando a blusa de manga que vestia ficando apenas de camiseta-... Como foram estes dias?-me virei para ele quando não obtive resposta-... Hum?
-Bem. Foi. Tudo. Bem. -disse pausadamente-
-Aconteceu alguma coisa?-o encarei-
-Não meu amor!-sorriu-... Eu só trabalhei... Somente isso!
-Hum!
-E como foi em New York?
-Bem, foi bem corrido, mas no final das contas saiu tudo bem!... Trouxe algumas capas para voçe ver, e pode escolher...
-Não precisava amor, sabe que confio nos seus gostos!-se aproximou me abraçando, e me dando um selinho-
-Mesmo assim eu trouxe!-me afastei um pouco dele-... Eu vou tomar um banho, e comer alguma coisa, estou com fome, estou a base de cafe, e chocolate quente desde o almoço de ontem!
-Toma o seu banho, deixa que eu faço algo para voçe comer!
-Não precisa, pode voltar a dormir!-Disse indo para o banheiro-
-Voçe esta com raiva de mim?... Me desculpa, eu acabei dormindo, estava cansado, mas não precisa me tratar assim...
-Voçe sabe como esta frio la fora?-o encarei-
-Desculpa amor!
-Esta tudo bem Bruno, eu só quero tomar um banho, comer algo, e dormir!
-Posso preparar algo para voçe?-insistiu-
-Pode!
Entrei no banho, e deixei a água quente aquecer o meu corpo, tirando todo o cansaço do dia anterior. Mesmo tendo ficado triste pelo fato dele não ter ido me encontrar no aeroporto para me buscar, eu não conseguia ficar com raiva dele, afinal, ele estava em casa, e dormindo, deveria estar super cansado, de tanto trabalhar assim como eu, por isso não era justo eu ficar com raiva dele.
Por isso decidi simplesmente tomar o meu banho, e deixar pra la.
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