Parte Clara
Cobri o meu corpo despido sobre a cama tentando compreender o que tinha acabado de acontecer. Eu ainda estava ofegante, e as minhas pernas estavam um pouco tremulas devido a posição que fiquei.
Parecia algo louco demais ate para mim que sou vitima de varias mais coisas incompreensivas deste mundo. Costumo dizer que tenho um carma muito infeliz grudado no meu corpo, e depois desta noite. Sei la, acho que não posso duvidas de mais naca possa acontecer comigo.
Me virei de lado, e fiquei olhando na direção da janela, cheguei a conclusão de que sim, eu tenho problemas, o problema sou eu. Eu já achava que era eu, mas oscilava entre ser o Henrique, e a forma que fazíamos amor, me fazia achar que o fato de não conseguir chegar ao orgasmo, era algum tipo de problema entre nos dois, mas, agora estou vendo, e tenho certeza de que o problema e meu. E a partir de hoje eu já sei a quem culpar pela minha insatisfação sexual. Parabéns Clara, voçe e tão inútil que não consegue nem chegar ao orgasmo.
Senti um peso na cama logo atrás de mim, e eu tinha certeza de que ele estava indo embora, pois ele disse a algum tempo atrás quando ainda estávamos em Washington, que não gosta de passar a noite com as mulheres que transa, e talvez menos ainda com uma mulher que não consegue gozar.
-Espero que não esteja dormindo, se não te acordo na marra!<ouvi a sua risada rente ao meu ouvido, e logo em seguida desferiu um beijo rente a minha orelha me fazendo arrepiar>
-Não, eu estou acordada!<sorri sem animo>...Você ja vai?<perguntei me virando para ele>
-Ja esta me mandando embora, me senti ofendido!<sorriu colocando a mao no peito dramaticamente>
-Não, e claro que não!<sorri>... Mas e que você disse que não dorme com as mulheres depois que...
-E quem disse que eu terminei a minha noite com você?<disse baixo olhando dentro dos meus olhos>... Eu ainda te quero Clara, eu ainda não te fiz gritar o meu nome de prazer! … Ao menos ainda não como eu quero!<sorriu me virando de frente para ele>
-E como você quer?<o encarei>
-Você saberá!<sorriu deslizando a sua mão das minhas costas ate o meu quadril por baixo do lençol>... Eu sei que saberá!
Os seus lábios tocaram os meus calmamente, me arrepiei ao sentir a sua língua delineando os meus devagar. Reprimi um soluço de susto quando ele retirou o lençol que cobria o meu com apenas um puxão, me deixando completamente exposta a ele, enquanto a sua mão acariciava a minha coxa com apertões, e dos seus lábios saiu um sorriso completamente malicioso. A sua língua pediu passagem em minha boca, e logo cedi ao seu desejo, em um beijo gostoso, um beijo que me mesmo estando deitada, me deixou extremamente tonta. Já fazia muito tempo que o meu corpo não era tocado daquela forma, que eu não recebia um beijo como este, de me tirar completamente o fôlego.
Senti uma de suas pernas entre as minhas, uma de suas mãos me puxando ainda mais contra ele, me fazendo apoiar uma das minhas em seu peito, e logo em seguida os seus lábios, e a sua língua passeando vagarosamente pelo meu pescoço.
-Deixei uma marca aqui!<beijou em um ponto específico do meu pescoço, e sorriu>... Outra aqui! <fez o mesmo no meu colo, passou a língua entre os seios>... E outra aqui!<beijou o meu queixo>... Você não esquecera desta noite por uns dias...
-Nunca mais!<rebati, e ele olhou em meus olhos seriamente>... Sem cobranças, só lembranças!<sorri e ele voltou a me beijar>
Senti uma de suas mãos apertando um dos meus seios com vontade, os chupando novamente com vontade, e desferindo mordidas moderados, que me deixavam com ainda mais tesão, enquanto as suas mãos ainda apertavam com vontade a minha coxa, agora a suspendendo um pouco, lhe dando espaço para se acomodar entre as minhas pernas me fazendo gemer baixo ao sentir o seu pênis completamente duro entre as minhas pernas, roçando em minha entrada. Um verdadeiro teste de auto controle.
Os seus lábios desciam pelos meus seios, minha barriga me fazendo encolher-me sob o seu corpo. O meu corpo era um tabu para mim, ainda mais agora perante ele que e acostumado a estar com mulheres lindas de corpos esculturais, e o fato de ter a total consciência de que não sou como elas, estava me deixando completamente inibida. Senti os seus dentes se cravarem em uma mordida no local, e gemi de dor, e prazer ja que este estimulo respondeu diretamente em minha virilha. Senti o seu corpo sobre o meu novamente e logo os seus lábios no meu ouvido.
-Não se encolha...
-Eu só me constrangi...
-Sem motivos, Clara, você e linda, é especialmente linda!<enquanto ele falava sentia a sua mão descer pelo meu corpo em direção a minha virilha, me fazendo puxar o ar com força, e tremer de ansiedade pelo seu toque>... E eu estou louco para sentir cada deliciosa parte do seu corpo se contorcer de prazer sob o meu!<disse ainda rente ao meu ouvido me fazendo fechar os olhos e soltar o ar preso em meus pulmões>
Senti o meu corpo se arrepiar completamente quando os dedos firmes tocaram a minha virilha, e em seguida vagarosamente contornando o meu clitóris, fazendo com que o meu corpo se contorcesse involuntariamente. Formando pequenos círculos com os seus dedos, senti o meu corpo começar a aquecer rapidamente, aquela região especifica entre as minhas pernas, parecia começar a pegar fogo, e uma sensação de ardência deliciosa tomou o meu corpo, foi impossível conter os espasmos, enquanto sentia o mesmo arquear sobre a cama, sentindo cada centímetro vibrar quando ouvia sua voz rouca rente ao meu ouvido.
-Estou louco para te provar por inteira!<mordi os lábios me sentindo arrepiar por inteira>... Voçe deve ser uma delicia, eu vou te chupar com tanta vontade!
Fazia muito tempo que não sentia nada parecido com o que eu estava sentindo no momento. A sua boca estava colada no meu pescoço, uma de minhas mãos estava nas suas costas o arranhando devagar, enquanto a outra de forma falha, tentava ditar os seus movimentos, porem o meu esforço era insignificante perante ele, pois este homem sabia exatamente o que fazer, como fazer, e o melhor, levar uma mulher a loucura.
Eu lutava contra o meu corpo para não gemer alto devido a todo prazer que estava sentindo, eu não era escandalosa na cama, e nunca fui. Mas parece que para agrada-lo, teria que ser na base do grito.
-Geme Clara, geme gostoso para mim, quero ouvir a sua voz inundada de prazer!<senti os meus lábios tremerem involuntariamente>
Era alucinante estar sentindo os seus toques, e para piorar, a sua voz rouca em meu ouvido. Ele mordiscou a minha orelha, ao mesmo tempo que acelerou ainda mais os movimentos em meu clitóris, senti o meu corpo inteiro vibrar, e a minha respiração descompassar. Isso era covardia, assim qualquer santa gritaria de prazer. Lembra do auto controle? Eu o mandei para o espaço quando senti o meu corpo começar a aquecer violentamente, enquanto ele oscilava em me masturbar muito lento, e extremamente rápido.
-Bruno, Deus, isso, ahhh...!<nem eu mesma sabia o que saia da minha boca neste momento>
-Você quer mais, Clarinha?<a sua voz arrastada no meu ouvido estava me deixando louca>... Quer?
-Quero!<eu conseguia sentir o seu pênis latejando em minha coxa, e isso estava me deixando ansiosa para senti-lo novamente>
-Eu não ouvi!
-QUERO BRUNO, QUERO MAIS...
Senti o meu corpo praticamente começar a pegar fogo, quando ele me obedeceu mantendo o ritimo extremamente rápido. A minha respiração estava celerada, e os meus olhos já não ficavam mais abertos. Senti as minhas pernas começarem a se fechar involuntariamente, foi ai que eu quase gritei quando ele parou com os movimentos.Mas isso durou muito pouco tempo, já que em um movimento extremamente rápido, senti a sua boca ocupar o lugar de seus dedos, que outrora me proporcionavam um prazer alucinante.
A sua língua era ágil, e muito melhor do que os seus dedos, (sem menospreza-los, eles também eram deliciosos) ela me fez praticamente perder o controle. Os seus braços forçando as minhas pernas a ficarem como ele queria, me deixavam sem muita opção a não ser obedecer, e me render as suas vontades. E que vontades.
Sem conseguir me conter, gemi um pouco mais alto ao sentir dois dos seus dedos me penetrando em movimentos rápidos, e deliciosamente prazerosos, em uma sincronia perfeita com a sua língua para me dar prazer. Segurei firmemente em seus cabelos, quando senti uma violenta sensação de prazer tomar conta do meu corpo, parecendo sentir o prazer invadir-me com violência, senti a sua deliciosa língua acelerar ainda mais, seguida de chupadas que me deixaram a ponto de gritar de prazer. Me entreguei a sensação que a anos não sentia, ou melhor, acabei de descobrir que eu nunca havia sentido, pois quando o meu corpo chegou ao orgasmo, notei que era algo que eu nunca havia experimentado, não com esta intensidade, com este prazer, com esta violência deliciosa.
Acabei de descobrir que eu não era escandalosa na cama, por que eu nunca havia experimentado nada parecido, pois foi impossível conter um gemido alto de escapar dos meus lábios. E enquanto eu me deliciava com o meu orgasmo, e gemia alto me entregando as suas vontades e prazer, ele permanecia em seus movimentos, mais lentos, como se apenas saboreasse a sua conquista.
Ainda de olhos fechados completamente submersa em prazer, senti o seu corpo sobre o meu que ainda recebia espasmos do violento orgasmo recém recebido, senti a sua boca na minha, me proporcionando o sabor do nosso prazer. Senti os seus lábios chuparem a minha língua, e em seguida os meus lábios.
-Deliciosa!<disse rente ao meu ouvido>... Passaria o resto da noite ajoelhado aos seus pés te fazendo gozar, somente para te saborear seguidas vezes!... Mas agora, eu quero te fazer gritar!
-Mais?<perguntei com o meu corpo ainda aquecido, o sentindo se submeter a mais um curto orgasmo, sem estimulo algum>
-Você só gemeu minha querida, só gemeu!<disse me dando selinho seguido de uma mordida no meu lábio inferior que me fez gemer>
Musica amores
Me sentei na cama sentindo o meu corpo completamente tremulo quando ele saiu da mesma. Observei ele ir ate a sua calça novamente pegar outro preservativo, e se proteger em seguida. Senti cada parte do meu corpo se arrepiar quando ele me encarou esticando a mão para que eu me levantasse. Fiz o que ele havia me sugerido, me levantando em seguida. Olhei em seus olhos, e ele me encarava de uma forma que eu ainda não tinha sido encarada antes.
-As minhas pernas estão tremulas!<sorri respirando fundo assim que o informei>
-O seu corpo também!<disse ao me abraçar, e eu apenas concordei com a cabeça>... Sinto muito, mas elas vão tremer ainda mais!<disse rente ao meu ouvido mordendo o lóbulo da minha orelha que novamente respondeu entre as minhas pernas>
Ele começou a desferir selinhos em meu rosto, seguindo pelo meu maxilar onde desferiu mais uma mordida de leve sobre a anterior, e logo em seguida os seus lábios encontraram os meus. A sua língua explorava a minha boca com pressa e vontade, enquanto o seu corpo me empurrava pelo quarto ate pararmos na mesa de escritório que tinha no mesmo onde eu sentava para trabalhar.
Ele fez com que eu me virasse ficando de costas para ele me apoiando na mesa, segurou firme em meu quadril o puxando contra si, senti a sua mão estalar com vontade na região, arrancando um grito de dor e prazer de meus lábios, seguido de um "gostosa" da forma mais suja e sexy que já tinha ouvido. No segundo seguinte me senti ser penetrada de uma vez, devagar, mas de uma vez. E se na primeira vez que tinha sido devagar, e em partes, tinha doido, agora foi uma dor maior, mas deliciosamente prazerosa que me fez segurar firme na mesa, a dor foi tão intensa que eu não consegui gritar, e os meus olhos marejaram, mas preciso admitir que foi a melhor que já tinha sentido.
Ele ficou por alguns segundos apenas parado, deixando o meu corpo mais uma vez se acostumar com o seu, e quando ele quase saiu completamente do meu corpo, investiu novamente com mais força, senti cada parte do mesmo se arrepiar com a brutalidade do seu movimento repentino, que se repetiu varias e varias vezes, e se ele queria me ver gritar, provavelmente estava muito contente com o que estava ouvindo, pois definitivamente, foi impossível segurar a adrenalina, muito menos o tesão.
-Isso, geme mais, quero te ouvir gritar ainda mais de prazer!... Que gostoso Clara, você e tão deliciosa!
Senti uma de suas mãos segurando em meus cabelos, enquanto a outra estava enterrada em meu quadril, enquanto ele entrava e saia do meu corpo com movimentos rápidos, e deliciosos. Os nossos corpos estavam suados, ao menos o meu estava. Respirávamos apressadamente, estávamos muito ofegantes, a sua respiração era alta, e contrastava com os meus gemidos.
-Ahhhh!<soltei um grito contido ao sentir uma investida ainda mais bruta do que a primeira>
-Delicia, vou te foder tão gostoso!
-As minhas pernas estão bambas!<minha voz saiu arrastada quando me senti a ponto de perder o controle sobre as mesmas>
Senti a sua mão me virando, e me puxando contra si me surpreendendo com um beijo apressado. Ouvi ele arrastar a cadeira da escrivadinha, e em seguida me fazer sentar na mesa, e apoiar uma das pernas na cadeira apressadamente, parecia ansioso para continuar o que estávamos fazendo, pois logo em seguida gemi ao senti ele me penetrando novamente, com movimentos mais acelerados, e ainda mais profundos. Ele passou a mão sobre a mesa, retirando tudo da frente, fazendo algumas coisas caírem no chão, e em seguida me fez repousar as costas sobre a mesma, segurando os meus braços para dar apoio com investidas aceleradas.
-Bruno, eu vou...< não obtive êxito na tentativa de terminar a frase>
-E isso que eu quero Clarinha... Goza pra mim... Seja minha de novo!<disse pausadamente devido a rapidez que respirava>
-Ah que delicia!
-Caralho e gostosa demais, eu não quero parar!<disse com um tom de voz mais grave que o normal>
Segurei firme nos seus braços, joguei a cabeça para trás, e em seguida apenas senti mais um orgasmo tomar conta do meu corpo como uma corrente elétrica, me deixando completamente sem forças, definitivamente jogada sobre a mesa. Sorri ao ouvir um gemido mais alto vindo de si.
Senti uma de suas mãos passando entre os meus seios, e em seguida apertando um deles me fazendo morder o lábio inferior. Estava tudo tão bom, tão gostoso, tão excitante, que não dava vontade nem de descansar. O meu corpo respondia a cada toque seu, me deixando completamente perdida. Senti o seu corpo debruçar sobre o meu em sima da mesa, ele permanecia investindo, com pouco mais de cautela agora. Puxei um pouco do seu cabelo quando o senti chupar os meu seios novamente. As suas mãos apertaram a minha, coxa abrindo ainda mais as minhas pernas para receber ainda mais de si. Com movimentos moderado, ele intercalava em me penetrar, e sugar os meus seios, me deixando em estado de êxtase.
-Caralho não consigo me sentir saciado, quero mais, mais de voçe!... O que voçe tem?<puxou o meu cabelo olhando dentro dos meus olhos>
-Nada!<mordi o lábio inferior>
-Tem, eu não sei o que, mas tem!... E eu vou descobrir!<beijou a minha boca desferindo uma mordida dolorida no final>
-Não não vale arrancar pedaço!<sorri de olhos fechados>
-Eu quero te comer inteira!... Ja gozei, mas não consigo parar!<a sua declaração me fez sorrir ainda mais>
Ele voltou a se colocar ereto, segurando em minhas coxas, e com movimentos mais brutos, ele investia com mais força repetidas vezes, e assim ficamos ate chegarmos novamente ao orgasmo com gemidos fortes e prazerosos. Os seus movimentos se tornaram mais lentos, ate pararem por completo. Ele esticou a mão para que eu me levantasse, e assim eu fiz. Ele me abraçou e apenas ficamos mudos, com ele ainda dentro de mim. Senti a sua mão acariciar os meus cabelos enquanto ouvia o seu coração desacelerar, assim como o meu desacelerava aos poucos.
-E tão ruim ter que parar quando se quer muito mais!<beijou a minha cabeça>
-Voçe e insaciável!<disse completamente entorpecida, e ele sorriu>
-Preciso de um banho<disse se retirando de dentro de mim>... Você e simplesmente deliciosa!<me deu um selinho antes de se afastar me deixando completamente sem ação sentada na mesa>
Reuni as minhas poucas forças e segui ate a cama, somente deixando o meu corpo cair sobre a mesma. As minhas costas doíam, a minha boca estava seca de tanto que puxei o ar, e gemi, os meus músculos estavam tendo espasmos involuntários, mas nada latejava , e queimava como a minha virilha.
Os meus pensamentos estavam uma verdadeira "zona", acho que ate ele estava em êxtase com tudo o que tinha acabado de acontecer. Os meus olhos estavam fixos no teto branco do quarto que a esta hora estava cinza, cinza como os meus dias, cinza como os meus anos anteriores, cinza como a alma do mais adorável pecador que se rende ao meio termo da vida, ficando entre o preto e o branco, e por que não pensar que o amanha não possa ter um pouco mais de cor. O meu teve, mesmo que seja só por hoje.
Respirei fundo cobrindo novamente o meu corpo, olhei pela janela e vi o primeiro raio de luz aparecer no céu, e mesmo sentindo o meu corpo rendido a preguiça, e a vontade de permanecer deitada ate não conseguir mais, eu resolvi me levantar indo ate a janela.
Me enrolei no lençol da cama, e segui ate a mesma abrindo uma pequena fresta sentindo a brisa fresca tomar o meu rosto suado, desfazendo um pouco do abafado que o quarto se encontrava. Olhei o horizonte da bela Inglaterra, enchendo os meus pulmões com a sua brisa, fechei os olhos, e por alguns segundos me perdi em pensamentos, e lembranças frescas da minha madrugada, na qual ainda não tinha classificação,por enquanto seria "maravilhosa", mas como eu não conheço o peso da minha consciência, talvez ela corra o risco de chegar a "uma burrada completa".
Depois de alguns minutos senti a sua presença no quarto, e o seu movimento de um lado para o outro, provavelmente estava se vestindo, não me atrevi a olhá-lo, restringi-me a ficar de costas, não sei como agir, não sei como falar, não sei como olhar para ele. Fechei os olhos ao sentir a sua presença ao meu lado, o seu cheiro ainda estava em minha pele, e a sua recém lembrança extremamente fresca ainda me deixava de pernas bambas. Olhei de relance para ele que estava lindo, e muito bem arrumado ao meu lado.
-O dia esta lindo!<disse quebrando o silencio>
-Feliz aniversário!<disse e ele sorriu>
-Obrigado!<senti os seus olhos queimarem o meu rosto>... Não poderia ter começado melhor!<disse e me restringi a um simples esticar de lábios>... Eu preciso ir!<disse se virando para mim>
Senti a sua mão em minha cintura me virando para si. Com o olhar baixo sem saber qual olhar receberia, senti os seus dedos no meu queixo me fazendo olhá-lo. O seu olhar estava serio, mas de seus lábios saiu um sorriso. Senti a sua aproximação, e cada pelo do meu corpo se arrepiou como se fosse a primeira vez que ele se aproximava de mim. Os seus lábios tocaram os meus em um selinho, que logo a sua língua pediu passem em minha boca, evoluindo para um beijo, um beijo gostoso, daqueles que não da vontade de soltar mais. Senti uma de suas mãos me envolver, enquanto a outra segurava firme em minha nuca ditando o ritmo do beijo, enquanto os meus dedos se perdiam em seus cabelos. Nos desvincilhamos com selinhos em seguida.
-Eu preciso ir!<disse novamente com o rosto ainda rente ao meu>
-Eu sei!<respirei fundo queria deixar o seu perfume gravado na minha memória>
Ele não disse nada, apenas acariciou o meu rosto e deu as costas saindo em seguida sem olhar para trás. Soltei o lençol o deixando cair pelo meu corpo, segui ate o banheiro, parei na frente do espelho, e me assustei ao ver quatro marcas, três de chupões no pescoço, e uma de mordida no queixo. Passei a mão pelas mesmas, e sorri ao me lembrar de cada uma delas. Segui para o banho, onde infelizmente a minha consciência gritou com o seu maldito megafone assim que liguei o chuveiro. HENRIQUE.
Senti o meu peito doer no mesmo instante, um aperto chato, uma sensação de culpa, de me senti a mulher mais suja, e mais perversa do mundo ao trair o meu marido. As lagrimas de culpa vieram em meus olhos, um no na garganta se fez presente, juntamente com uma louca vontade de gritar. Me acalmei, tentando colocar tudo em ordem dentro de mim, agora não adiantaria chorar, não adiantaria sofrer, ate por que na hora foi bom pra caralho, então a melhor coisa a se fazer e aceitar, conviver com isso, e assim que tiver a oportunidade, contar a verdade ao Henrique, mesmo que isso destrua a nossa relação de 15 anos.
Terminei o banho, coloquei uma calcinha, e uma camisa apenas, olhei para a cama e senti como se um imã me puxasse para a mesma, mas antes que eu me deitasse, resolvi ir ate o closet e trocar ao menos o lençol de sima. Depois de trocado eu simplesmente me rendi a macies daquela cama confortável, onde tudo tinha acabado de acontecer, e claro, deixando as minhas lembranças correrem soltas, seguidas de vários sorrisos bobos. Mesmo sabendo que amanha seria outro dia, ou no caso daqui a pouco, e que provavelmente ele me trataria como se nada tivesse acontecido, eu só queria me deliciar com as lembranças frescas que rondavam a minha memoria.
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