segunda-feira, 13 de abril de 2015

I Want Divorce! cap 48

Estava feliz em estar na cozinha fazendo o jantar para eles, de certa forma, isso nos fazia parecer uma família feliz novamente, mesmo que estivéssemos longe desta realidade, ainda que eu me punisse por saber que a culpa e toda, e completamente minha, afinal, ate que se prove ao contrario, a única pessoa que esteve com outro parceiro em nossa relação ate agora,  fui eu.
Coloquei a mesa do jantar , e segui pelo corredor para avisa-los que serviria o jantar em breve. Morávamos em um apartamento de dois quartos localizado na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. O lugar era bom, não tinha o que reclamar ate, e a vizinhança era muito boa. Talvez fosse boa pelo simples fato de eu não estabelecer nenhum contato com eles. Sempre fui muito reservada, e controlada. Ate conhecer o Bruno, Claro.
Abri a porta do quarto do Edu apos dar duas batidas na mesma, afinal, ele e um jovem rapaz, e acho que já esta na hora de estabelecer a sua privacidade. Avisei que o jantar já seria servido, e em seguida foi para o "meu quarto" com o Henrique. Entrei e ele estava em troca de mensagens no whatsapp, ele me olhou meio assustado, mas logo relaxou a sua expressão sorrindo, e tratando de enviar o que quer que tinha escrito, saindo do aplicativo em seguida. O seu cheiro de banho recém tomado era delicioso, e não posso negar que não senti falta do seu perfume, já que estive ocupada demais apreciando o cheiro, e os atributos de outro homem.

-Esta tudo bem?<o encarei enquanto ele se levantava lentamente>

-Sim, por que não estaria?<expôs o seu lindo e branco sorriso para mim>... Você esta de volta, esta ainda mais linda do que antes, e eu estou cheio de saudades de você!

Fui surpreendida pelos seus bracos me puxando contra ele, e os seus lábios se unindo aos meus em um beijo... Normal.
Não senti muita coisa vinda dele, era como se eu tivesse ido ate a padaria, e voltado alguns minutos depois com um pão francês ao invés de uma baguete. (Estranho)
O nosso beijo como já disse, era normal, mesmo depois de meses sem nos vermos, ele estava insípido, e o seu beijo acompanhava isso. Espalmei a mão em seu peito o afastando um pouco, e olhei em seus olhos azuis passíveis. Não poderia negar, ele era um homem lindo, de varias qualidades, e os seus olhos foram um dos motivos pelos quais havia me apaixonado por ele a alguns anos atras. E claro, a sua capacidade de me proteger, a sua capacidade de olhar para mim, e fazer com que o meu corpo estremecesse da cabeça aos pés, a capacidade que ele tinha de me abraçar forte, e saber o que dizer em todos os momentos que precisei, ele sabia ler os meus pensamentos como ninguém, previa os meus atos, e atitudes, sem nem mesmo que eu soubesse qual seriam. E agora, olhando em seus olhos, assim tao de perto, sabíamos que isso tinha ficado no passado, ao menos era o que parecia para mim.
Fechei os olhos, e tombei a cabeça para o lado, quando senti a sua mão acariciar o meu rosto com carinho, o seu polegar resvalava em minha face com delicadamente, e eu apertei os olhos impedindo que as lagrimas que estavam serpenteando sobre eles caíssem.

-Esta tudo bem minha vida?<sua frase me arrebatou como um soco no estômago, sera mesmo que eu ainda era a sua vida?>

-O jantar já esta pronto!<descaradamente evitei responder a sua pergunta. Não queria falar para ele o que realmente estava sentindo, ao menos não agora>

-Você não me respondeu!

-Estou, podemos ir?<forcei um sorriso>

-Vamos, claro!


O jantar foi tranquilo, eles me fizeram varias perguntas sobre o meu trabalho, os lugares em que eu fui, os países que visitei, e as pessoas que conheci. O Henrique, não pareceu ficar muito satisfeito com esta parte, ainda mais quando eu disse que a maioria das pessoas que trabalhavam comigo, eram homens, mas infelizmente, eu não poderia fazer nada sobre a sua “implicância”. Ao termino do jantar, o meu filho pediu para sair da mesa, enquanto o Henrique, e eu permanecemos sentados, nos encarando.

-Esta tudo bem com voçe meu amor?<me encarou com os olhos cerrados>

-Cla… Claro!<pigarreei>... Por que não estaria?<me levantei recolhendo a louça>

-Voçe esta diferente!<segurou a minha mão, me impedindo de sair>

-E impressão sua, eu estou bem, muito bem na realidade…

-Não e o que parece!... Voçe parece estranha, e tão distante, desde o momento em que chegou, não disse que me ama, ou foi carinhosa comigo…

-Eu só estou cansada Henrique!

-Olha ai, esta me chamando pelo nome!... O que aconteceu nesta viagem, por que voçe voltou tão distante?

Merda, eu o estava magoando, eu sei disso. Era tão ruim se sentir assim, culpada, me sentir uma traidora de merda, e estar acabando como o nosso amor, com o nosso relacionamento de tantos anos. Ver a nossa confiança indo ralo abaixo, e o pior, continuar a fazer em baixo do nosso próprio teto, afinal eu recebo ligações dele dentro da nossa casa, no nosso lar. Eu não mereço o meu marido, ele e um homem maravilhoso, e me me amo muito.
Quando olho para ele agora me encarando desta forma, parece que consigo ve-lo morrer um pouco por dentro.

-Eu…

-Não vem com esta de cansada!<se levantou olhando dentro dos meus olhos>... Voçe poderia ter tido o pior dia do mundo, mas no final do dele, voçe sempre esteve aqui…

-Eu estou aqui!

-O seu corpo, mas a sua cabeça, a Clara, a minha Clara, não esta!

Senti uma dor profunda nas suas palavras, e quando olhei em seus olhos, senti o meu chão desaparecer, ele estava realmente magoado, e eu estava sendo uma adultera. Respirei fundo me sentindo super culpada, e relaxei os ombros, não queria brigar com ele, estava cansada demais para me desgastar ainda mais com isso.

-Me desculpa, eu só voltei cansada, foram muitas horas de voo, e isso acabou comigo!<acariciei o seu rosto>... Mas eu fiquei chateada com voçe, alias, chateada não, puta mesmo!

-Comigo?... Por que eu não te liguei?

-E voçe queria mais o que?... Passei meses la, e voçe só me ligou duas vezes, parecia ate que eu não fiz falta, que voçe não sentiu a minha falta…

-E claro que senti meu amor!<se aproximou me abraçando>... Eu só não liguei regularmente, por que nunca sabia em qual país voçe estava, e se eu ligasse voçe estaria acordada, ou trabalhando, se estaria ocupada demais, não queria te atrapalhar!<senti os seus lábios no meu pescoço>

Ele tinha certa rasão quanto a isso, realmente seria complicado para ele saber, mas mesmo assim não era justificável, era só deixar uma mensagem de texto em qualquer lugar que fosse, celular, redes sociais, enfim, o mundo inteiro conseguiria falar comigo, ele só não falou por que não quis.

-Não quero mais falar sobre isso!<me desvencilhei dele pegando a louça na qual já tinha recolhido>... Vou lavar a louça, e tomar um banho, estou muito cansada!

-Quer ajuda?<o encarei, ele nunca me ajudava>

-Não!... Obrigada!

Lavei a louça enquanto pensava em tudo o que ele tinha falado, e sinceramente, eu não estava muito a fim de ficar queimando os meus neurônios com algo que já e passado, que não tem mais como voltar atras. Afinal, no fundo eu sabia que já não mais, o pertencia.
Terminei a louça, e fui para o "nosso" quarto, ele estava deitado na cama com as mão atras da cabeça, e com os olhos compenetrados na TV, que estava em um canal a cabo de esportes. Ignorei a sua presença, e fui diretamente para o banheiro, precisava urgentemente de um banho, estava suada, e cheirando a tempero.

(...)

Já deitada para dormir, ao seu lado, estava me sentindo estranha, nem um pouco confortável em estar ao seu lado naquela cama, mas infelizmente era o que eu tinha no momento. Mesmo estando longe, a minha cabeça estava em NY neste momento, a unica coisa que eu queria saber, era se ele estava bem, e principalmente se estava se cuidando. Bruno, era um homem instável, e ao mesmo tempo que estava bem, no minuto seguinte, já não parecia tão bem quanto a alguns minutos atras. O meu garoto bipolar. Mas o garoto que eu estava apaixonada, e sentindo a maior falta no momento. Eu pensei que quando estivesse no Brasil, e estivesse perto do meu marido, todo aquele sentimento novo, e arrebatador que estava sentindo em relação o Bruno, simplesmente acabaria, mas nada disso aconteceu, e a unica coisa que aconteceu, foi o fato de estar sentindo a muita falta dele no momento.

-Estou cheio de saudades da minha mulher!<senti a sua mão na minha cintura>... Vamos fazer amor?<pela primeira vez senti desconforto em ouvir a sua voz>

-Estou tão cansada!<respirei fundo fechando os olhos com toda a minha força>... Podemos fazer amanha?<o olhei da forma mais carinhosa possível acariciando o seu rosto>

-Claro meu amor, descanse!

Eu o conheço muito bem, e sei que ele não ficou feliz com a minha negação, mesmo tentando se mostrar super compreensivo. Preferi aproveitar para pegar logo no sono, mesmo estando completamente desperta devido ao maldito fuso horário.


(...)

Consegui evita-lo pelos dois dias seguidos sempre com a mesma desculpa. "Estou tão cansada"
Eu não o desejava mais, não sentia mais praticamente nada por ele, a não ser um carinho grande por ser o pai do meu filho, e por ter sido por longos anos, o meu melhor amigo.
Aproveitei o período do dia em que ele estava no trabalho, e sai um pouco de casa. Passei as manhas com a minha irma, que me fez contar praticamente tudo o que passei ao longo destes meses de viagem, ate algumas partes mais "quentes" eu tive que contar a ela. Ela e super intrometida, mas e o amor da minha vida.
As tardes eram dedicadas ao meu bebe. Ou melhor, ao meu rapaz. O Eduardo estava crescido demais, parecia que estes meses longe dele, o fizeram crescer anos. Ele iria fazer dez anos, e já estava quase da minha altura, deveria estar messando mais ou menos 1,62 de altura, sem duvidas iria puxar o pai, ja que o Henrique tem 1,93.
Tinha terminado de tomar o meu banho para dormir, o Henrique, estava deitado na cama assistindo a algum filme qualquer, eu não prestei a minima atenção, estava bem dispersa estes dias, estava pensando muito no Bruno, nos falamos todos os dias, e só eu sabia como estava sentindo a sua falta. Ele ainda estava em NY, estava ensaiando para o SB, e eu só queria poder estar próxima dele, assumo, estou com muitas saudades.

Terminei de me arrumar para dormir, hidratando a minha pele, e me perfumando como sempre fazia. Me deitei ao seu lado, e me cobri ate a altura do peito, ele estava serio assistindo ao filme, e de vez em quando sorria. Me peguei olhando para ele, e me lembrando do cara amoroso, gentil, e apaixonado com o qual me casei, e a unica coisa que me pergunto agora, e se eu ainda o mereço.

-Ainda esta muito cansada?

Eu sabia exatamente a finalidade desta pergunta, o que ela significava, e o que ele queria como resposta. Não sei se estava preparada para ele, mas eu não poderia fugir dele por muito tempo, e acima de qualquer coisa, eu ainda sou a esposa dele, e não descobri nada que provasse a sua possível traição. Então, eu não poderia mais simplesmente ficar fugindo dele.

-Não, já consegui descansar bastante!<sorri mesmo sem vontade>

-Sabe como e ne, voçe ficou seis meses longe de mim, e eu estou morrendo se saudades da minha mulher!

Senti o reconhecido peso corporal do meu marido sobre o meu corpo, e a sua boca tomar o meu pescoço, com beijos, mas que logo começou a beijar os meus lábios. Esqueci que ele não gosta que eu passe hidratante, e perfume antes de dormir, ou pelo nos, antes de fazer "amor". Dizia que não gostava de "comer" perfume.
Os seus labios não eram os mesmos, a sua boca não era a mesma, o seu toque não era o mesmo, ele estava me sufocando, eu não sentia mais a mesma coisa com ele, já não era incrível, e agora parece que a ultima chama que existia simplesmente se apagou.
As suas mãos passeavam pelo meu corpo apressadamente, a sua respiração estava ruidosa rente ao meu ouvido, enquanto eu segurava a respiração, tentando me controlar, e me concentrar para ver se eu conseguiria sentir no minimo o que eu sentia antes, mas infelizmente, nada acontecia.
Eu tentava corresponder aos seus beijos da melhor forma possível, mas eu não sentia o mesmo sabor em seus lábios, o sabor que sentia assim que nos casamos, quando nos amávamos incessantemente logo no inicio da nossa relação.

Já estávamos completamente despidos, mas não sei nem como isso aconteceu, o meu grau de dispersão era tanto, que neste momento eu estava em qualquer lugar, menos na mesma cama que ele, menos em baixo do seu corpo. Decidi me desligar completamente do momento, sabia que mesmo tentando eu não conseguiria me entregar a ele, não conseguiria corresponder, e muito menos fazer melhor. Preferi fechar o os olhos e simplesmente deixar que ele fizesse o que estava a fim.
As suas investidas eram brutas, e as vezes me machucava, não na investida, mas na forma em que me apertava com brutalidade, como se não ligasse para o que sentisse, para os meus sentimentos, ou para o meu bem estar. Eu fechei os olhos com ainda mais vontade, e força, eu não queria sentir nada, só queria que tudo acabasse, que ele gozasse logo, e saísse de sima de mim, mesmo que eu não chegasse ao orgasmo, como já sabia que aconteceria.
Estava me sentindo tão infeliz, tão triste em não poder, e não conseguir mais amar o meu marido, o homem na qual eu serei grata pelo resto da minha vida por tudo o que tinha feito por mim. Sinto que a culpa e nossa por termos deixado chegar a este ponto, e eu só estava aqui, aceitando tudo isso, por que eu me achava uma puta, uma filha da puta por te-lo traído, e isso para mim, no momento, era uma forma de punição, uma forma de me mostrar que eu errei, e que eu mereço pagar, mas eu já estava decidida, eu não iria, e não poderia mais continuar com isso, eu não o amava mais, e preferia seguir sem ele, do que o traindo, em respeito ao que tivemos um dia.
Não sei quanto tempo durou ate que eu o vi cair completamente suado ao meu lado, completamente satisfeito, certamente não foi mais do que dez minutos, geralmente era assim.
Quanto o que eu estava sentindo agora? Bem, nada. Era como se eu tivesse acabado de me deitar, eu não senti nada, absolutamente nada, em todos os sentidos, e a unica coisa que eu queria no momento era um banho, e ficar na minha.


Estava em baixo da ducha novamente, mesmo tendo praticamente acabado de sair de la, e a unica coisa que eu queria na vida agora, era não precisar sair de la nunca mais, queria morrer em baixo deste chuveiro, eu só queria fugir de mim, e de todos.

-O que voçe quer com ela a esta hora?<ouvi a voz do Henrique, falando com alguém, em inglês>

-Eu só quero trocar uma palavra com ela, não e nada de mais!<fechei o chuveiro>... E em respeito a uma apresentação...

-Bruno?<sai do box, e peguei a primeira toalha que vi na minha frente>

-Ela esta no banho, esta se refrescando, se voçe ligasse a alguns minutos atras eu ficaria extremamente chateado, pois estaria nos interrompendo!<o seu tom provocador ficou mais do que obvio. Ele sabia, de alguma forma, ele sabia>... Já não basta ter a minha mulher trabalhando para voçe durante todo o ano, e quando ela esta em casa ainda quer ficar falando com ela?

-Me desculpa, eu não queria atrapalhar o casal!<merda, ele estava sendo irônico, e eu estava paralisada atras da porta com a mão na maçaneta>

-Estamos em uma nova lua de mel, nos amamos, e estamos muito felizes em estarmos novamente juntos...<e mentira. E por que ele esta falando isso? Merda.>

-Eu não estou duvidando disso, e não precisa ficar expondo a sua intimidade, e a da sua esposa para mim, eu sou apenas o chefe dela!<droga>

-Eu vejo a forma que voçe olha para ela, mesmo por Skype, eu noto que voçe come ela com os olhos!... Eu espero que voçe fique longe dela, e eu não quero mais ter que ligar para ela, e ver voçe dentro do quarto dela...

-Voçe não confia na sua esposa, ou e um marido tão ruim, que não consegue se garantir?

-O QUE?<ele se exaltou>

-HENRIQUE, O QUE ESTA ACONTECENDO?<reuni o pouco de coragem que me restou e abri a porta do banheiro>

-Se eu não me garantisse, ela não estaria assim, toda molhada!<ele me ignorou continuando a sua conversa em inglês, ele queria que ele compreendesse tudo. Ele virou o Skype para mim, e os meus olhos encontrou a imagem dele que estava completamente serio>

-Bruno!<sorri balançando a cabeça em negação>... Não e nada...

-Voçe se explicando para ele?<o Henrique, me encarou seriamente colocando o note na cama>... Por que, caralho voçe esta se explicando para ele?<me olhou dentro dos olhos com ódio>... Fala porra!

-CLARA!<ouvi a voz do Bruno, ele parecia aflito>

-Henrique, me ouve!<pedi, mesmo sem saber o que iria, e o que poderia falar>

-ESTOU TE OUVINDO!<cruzou os braços inflando o peito>... FALA!<gritou me assustando>

-Fala em português!

-E CLARO QUE NÃO, EU QUERO QUE ELE COMPREENDA TUDO!

-Vai acordar o nosso filho!

-FODA-SE!

-HEY CARA, DEIXA DE SER CRETINO, NÃO GRITE COM ELA...

-CALA A PORRA DA SUA BOCA...

-CALMA AMOR!<o encarei>

-CALMA E O CARALHO!... VOCÊ SAIU DAQUI E DISSE QUE IRIA TRABALHAR, MAS PELO QUE ESTOU VENDO, ESTAVA DANDO PARA QUALQUER UM...

-HENRIQUE!<o encarei, e segui ate o notebook>... Bruno, eu falo...<fechei a tampa do note, já ele mesmo já tinha encerrado a ligação, provavelmente quando eu chamei o Henrique de amor, mas era só para ele baixar o tom, e parar de gritar>

-O SEU AMANTE DESLIGOU VAGABUNDA?<voltou a falar em português>

-PARA DE ME CHAMAR ASSIM, EU NÃO TE DOU O DIREITO...

-DIREITO?... QUEM E VOCÊ PARA ME FALAR DE DIREITO SUA VADIA?... Fala pra mim, voçe estava me traindo com ele não e?<ele me encarou com os olhos fervendo de ódio, e eu engoli em seco sem saber o que responder>... FALA!... Estava, ou não estava?

-Não e bem assim...<ele estava me dando medo>

-NÃO É, E O CARALHO SUA PIRANHA, SAFADA, CRETINA, ADULTERA!<ele me acertou um tapa estalado no rosto que me fez cair deitada na cama>

-EU POSSO TER TE TRAÍDO SIM, MAS ISSO NÃO TE DA O DIREITO DE ME AGREDIR...

-ME DA O DIREITO DE TE MATAR SUA VAGABUNDA!<ele estava bufando de ódio quando veio para cima de mim, no meu pescoço>


-Quer saber?<o encarei enquanto ele apertava o meu pescoço>... Me mata, me mata de uma vez, sera melhor do que continuar casada com voçe!<ele me soltou>... Eu não te amo mais, e sinceramente no momento eu te odeio, e não sinto mais nada por voçe...

-Voçe me odeia?

-SIM!

-ENGRAÇADO, VOCÊ QUE E VAGABUNDA, DEITA COM OUTRO, E ME ODEIA?

-E CLARO QUE SIM, VOCÊ ACABOU DE VER O QUE FIZEMOS NESTA PORRA DESTA CAMA?

-EU TRANSEI COM A PERVERTIDA ADULTERA DA MINHA MULHER!

-NÃO, VOCÊ TRANSOU SOZINHO, POR QUE NEM PARA ME SATISFAZER NA CAMA, VOCÊ PRESTA MAIS...

-E CLARO, ESTA PARECENDO UM TÚNEL DE TÃO ARROMBADA!

-E SINAL DE QUE TALVEZ ELE TENHA O PAU BEM MAIOR QUE O SEU!

-REALMENTE VOCÊ VIROU UMA VADIA BEIRA DE ESQUINA...

-Sabe, eu estava com raiva de mim, me odiando por ter te traído com ele!... Sim, eu te trai, e não uma, duas, ou três vezes, foram muito mais do que isso...


Mais uma vez eu fui surpreendida com um tapa na outra face, mas desta vez eu não deixei por menos. Peguei um vaso de decoração que eu tinha na cabeceira da cama, e taquei nele, mas infelizmente eu errei aquele desgraçado de merda, já que eu tinha ficado desnorteada com a agressividade do tapa, e isso o deixou com ainda mais raiva. Ele estava completamente revoltado, e partiu para sima de mim com todo ódio que ele poderia ter, e me agrediu muito, ele me bateu demais, e eu não estava conseguindo mais me defender, estava começando a ficar fraca devido a sua agressão, parecia que tudo rodava em câmera lenta. Ele parou de me bater, acho que quando notou que eu já não reagia mas.
Ele gritava comigo, gritava como um louco, e eu não ouvia absolutamente nada. Esta era a primeira briga seria que tínhamos em 15 anos de relacionamento, em quinze anos em que eu o amei, e eu vi todo o amor que eu um dia eu senti por ele esvair assim como aquele sangue que jorrava dos meus lábios, e do meu supercílio.
Eu coloquei uma das minhas camisolas de seda na boca para entancar o sangue, ao mesmo tempo que me enrolava na toalha para me proteger de tudo, eu estava me sentindo atordoada, e completamente desorientada, eu só tinha certeza de uma coisa.

-Eu odeio voçe!<disse quase sem forças>

-Eu quero te matar, sua piranha!

-Eu quero o divorcio!<disse com os olhos semi abertos fixos na janela, ele me encarou com os olhos fervendo de ódio>

-Te dou sim, te dou o divorcio com o maior orgulho!<se aproximou bruscamente invadindo a minha zona de conforto, e colocou o dedo no meu rosto>... Quando eu, ou voçe morrer!... No caso voçe...

-Mãe, pai, o que esta acontecendo?<ouvi o meu filho entrar no quarto>... Mãe, a senhora esta sangrando?

-SAI DAQUI EDUARDO!

-Não grita com ele, ja basta gritar comigo...

-CALA A SUA BOCA SUA...

-HENRIQUE!

-Eu liguei para a minha tia...

-QUEM MANDOU VOCÊ LIGAR PARA AQUELA MULHERZINHA?... VOCÊ TEM QUE APRENDER A FICAR CALADO, SEU MOLEQUE!<ele levantou a mão para bater no Edu, mas eu me meti na frente>

-PARA DE GRITAR COM ELE, VOCÊ ESTA COM RAIVA DE MIM, GRITE COMIGO, ME BATA, MAS SE VOCÊ ENCOSTAR NO NOSSO FILHO, EU NÃO VOU RESPONDER POR MIM!<não sei de onde retirei forças para ficar a sua frente>

-Vadia!<disse apenas movendo os lábios para que eu entendesse, e em seguida saiu batendo a porta>

-Mãe, o que aconteceu?

-Não foi nada meu amor!<passei novamente a peça de roupa na boca limpando o sangue que ainda escorria>

-E claro que foi, voçe esta com o rosto machucado, o seu olho esta vermelho!<ele me olhou assustado>... O papai te bateu...

-Não se preocupe com nada disso, foi só algo entre eu, e o seu pai!

-SAI DA MINHA FRENTE SEU INÚTIL DE MERDA!... CADE A MINHA IRMA?... ELA NÃO FICA MAIS UM SÓ MINUTO AQUI!

-AH, VAI VOCÊ E ELA PARA O INFERNO...

-EU TENHO NOJO DE VOCÊ HENRIQUE, SE VOCÊ ENCOSTOU UM DEDO NA MINHA IRMA...

- QUE VOCÊ VAI FAZER?

-Droga, a Luíza esta aqui, eles não podem brigar, se ele bater nela, eu juro que o mato!<me levantei da cama, e segui para a porta>... Desculpa filho, foi só uma forma de falar!<me virei para o Edu, quando o vi de olhos arregalados>

-VOCÊ E UM COVARDE!

-ESTA... ELA ME TRAIU...

-BEM FEITO, SEU CORNOOOOOOOOOOO

-SAI DA MINHA CASA AGORA!<eles gritavam como loucos>

-LUZIA<apareci no corredor>

-EU VOU, MAS ELA VAI COMIGO!<me encarou>... VOCÊ BATEU NELA?... SEU DESGRAÇADO, VOCÊ BATEU NA MINHA IRMA?

Ela pegou um abajur e foi pra cima dele, ela estava descontrolada. A Luíza era espalhada, era uma pessoa difícil de segurar, e com raiva, ninguém conseguia junta-la.
Boa parte da minha louça terminou no chão naquela noite, assim como alguns moveis fora do lugar, e ate quebrados. O Henrique, levou alguns tapas, já que pela sorte dele, a Luíza, assim como eu, era péssima de mira, e não acertou nada que tenha arremessado nele, deixando a minha casa no prejuízo, e a cara dele no lucro.
Ela não deixou que eu e o meu filho permanecesse no apartamento, e me fez arrumar o máximo possível de minhas coisas para ir para a casa dela. Eu tentei relutar, dizendo que a casa era minha, e quem tinha que sair era ele, e não eu, e o meu filho. Mas ela argumentou que se sentiria insegura em me deixar aqui no apartamento com ele, afinal ele estava com ódio em ter descoberto a minha traição, e a melhor coisa que eu poderia fazer, era ir para a casa dela, e não brigar por aquilo. Ao menos não agora.
 Eu estava cansada, esgotada, acabada, me sentindo de cabeça cheia, na realidade, me sentia a ponto de explodir a qualquer momento, e a unica coisa que eu precisava agora, era de um banho, e cama.
Depois de brigarmos muito no caminho, ja que ela queria que eu fosse dar parte dele na delegacia, e eu não queria, ainda sentia que tudo o que recebi foi uma forma de punição pela minha infidelidade. Ela me xingou de covarde para baixo, e eu apenas baixei a cabeça.
Chegamos na casa dela, e ela me ajudou a retirar as nossas malas do carro, por sorte ela morava em uma casa, e não apartamento, não precisaríamos subir escadas, ou pegar elevadores, não queria ser vista como estava por ninguém, com o rosto machucado, e sujo de sangue.
Ela nos acomodou no quarto onde o Edu, fica sempre que esta aqui, na realidade só as minhas coisas, e o Edu, em si que ficou la, já que estava assustado com tudo o que tinha acontecido, mas depois de uma conversa com o menino, eu consegui tranquiliza-lo, e ele acabou pegando no sono.

(...)

-Enfim voçe esta livre deste traste!<ela respirou fundo como se tirasse um peso das costas>

-Da pior forma possível!... Ai, esta doendo!<reclamei quando ela colocou antisséptico no meu rosto onde estava machucado>

-Desculpa!... Vou fazer mais rápido este curativo!... Voçe não tem noção do ódio que estou sentindo daquele filho da puta!

-Eu também sentiria raiva de mim se tivesse no lugar dele!

-O que?

-AIIIIIII!<ela apertou o algodão no meu machucado>... PORRA LUÍZA!

-PORRA E O CACETE, VOCÊ ESTA DEFENDENDO AQUELE MERDA?

-Fala baixo, vai acordar o Edu!... Eu o trai Lu...

-Ele também!

-Ninguém sabe se realmente isso aconteceu... Eu fiquei dias aqui, e não notei nada!

-Definitivamente, voçe nasceu para se idiota, puta que te pariu!... Clara, minha Clarinha, ele e um merda, e foi muito bem feito, ele esta te traindo sim, e voçe vai descobrir isso!

-Ate la, eu vou me martirizando!<ela simplesmente bufou>

-E o Bruno?

-Eu não sei, ele desligou o Skype, e eu não tentei, e nem sei se vou tentar ligar para ele!

-Voçe precisa!

-Não sei nem se quero mais voltar para Los Angeles!

-Nem fale uma idiotice desta!... Voçe vai voltar sim, vai trabalhar, vai voltar com o befe gosto Mars, e sera muito feliz meu amor!

-Nos não tínhamos nada, apenas nos apaixonamos um pelo outro...

-Paixão e alguma coisa tolinha!<ela sentou a minha frente>... Escute a sua irma mais nova...

-Alguns minutos so...

-Que seja!<sorrimos>... Me escuta, de um tempo para melhorar estes machucados horríveis, mas so para não assustar o bofe, por que voçe esta feia...

-Voçe não esta ajudando!

-Desculpa!... Depois liga para ele, diga a ele tudo o que aconteceu, e eu sei que ele vai te compreender...

-E se ele não me compreender?

-Por que não?

-Por que eu chamei o Henrique, de amor, e ele ainda estava na linha, e logo depois disso, ele desligou!... Ele deve achar que eu ainda amo o meu ma... O Henrique!

-Homens, relaxa daqui a pouco ele esquece!... E se não esquecer minha irma, parte para outra, sem do nem piedade, e quando ele ver que voçe estará soltinha, sem aquele encosto, e pronta para ser feliz, ele vai atras de voçe!

-Louca!

-Louca, que te ama!<mesmo sorrindo vi uma lagrima escorrer dos seus olhos>... Agora vai descansar, tenta dormir, e não pensar naquele traste!

-Vou tentar!

A abracei com força, deixando as minhas lagrimas caírem, eu estava tão magoada, tão triste, mas ver a minha irmã chorar por mim, foi como se atingissem o meu ponto fraco. Ela sempre foi a durona, e eu mais sentimental, era sempre eu que chorava os seus términos, e agora ela estava chorando por mim.

-Voçe não vem dormir?<a questionei secando as suas lagrimas, assim como ela fez comigo>

-Ainda não, vou ligar para o Nathan, eu tinha combinado de dormir com ele hoje na casa dele...

-Se voçe quiser ir, tudo bem!

-E claro que não, voçe, e o meu sobrinho vem em primeiro lugar!... Sempre!

-Te amo minha irma!

-Também te amo cabecinha oca!<sorrimos e ela saiu do quarto>

Rolei por um bom tempo na cama, a minha cabeça estava uma confusão. Eu pensei em seguir o conselho da minha irma, e dar parte dele na policia, abrir um boletim de ocorrência, mas preferi não aumentar ainda mais esta bagunça, a unica coisa que eu queria agora, era descansar, e tentar dormir um pouco.

2 comentários:

  1. PORRAAAAAAAAA! Não achei que a coisa iria der tão feia, e o problema todo nem é esse, o pior é que o Bruno vai ser um otário!
    Em fim, eu amei Cas, quero spoiler logo! 💗

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    1. Pois e, ele foi implacável com ela!
      Ele deve ter ficado louco de ciumes, -por baixo- e pelo que eu vi, ela ficou sozinha, sem os dois!
      Que bom Ju, fico muito satisfeita em saber!
      Spoiler? E so me chamar no face! Bjssss Obrigada por ler e comentar!

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