quinta-feira, 30 de abril de 2015

Together! cap 57

Acordei na manha seguinte, sentindo o meu corpo completamente quente, estava sentindo calor ate. Tentei me mexer, mas senti que estava totalmente presa a ele, com as suas pernas entre as minhas, e os seus braços me prendendo ainda mais contra o seu corpo.
Me senti um tanto quanto a vontade, e quando olhei embaixo do edredom, estávamos completamente despidos, eu coloquei as mãos no rosto, e me senti ruborizar completamente, nem com o "traste", eu tinha dormido completamente sem rupas ate hoje. Na realidade, eu acho que nunca me senti segura para isso, nunca me senti confiante para estar despida próxima dele, menos ainda do Bruno. Mas eu senti que tinha voltado diferente, que tinha voltado mais segura de mim, e com mais confiança ate.

Depois de fazer de tudo para me levantar sem acorda-lo, eu consegui com sucesso, mesmo ele tendo reclamado um pouco em meio ao seu sono.
Coloquei a primeira peça de roupa que vi espalhada pelo chão, peguei o meu vestido, e fui para o banheiro, precisava de um banho, ja que o meu corpo cheirava a um misto de nossos perfumes e sexo.
Tomei um banho reconfortante, e energizante na ducha mesmo, estava querendo terminar logo, e fazer o nosso cafe.
Fechei a porta do meu quarto, para deixa-lo dormir tranquilamente, e já na sala, decidi colocar uma musica bem baixinha para tocar, só para me fazer companhia. Adaptei o celular no aparelho de som que tinha no apartamento, -não queria voltar no quarto só para pegar as caixinhas de som do celular- deixei na opção "aleatória", e fui para a cozinha fazer o cafe da manha. A primeira musica a tocar foi Nando Reis, e todo o seu romantismo com a musica "relicário". Eu gosto de algumas musicas brasileiras, mas sou muito seletiva, chata as vezes ate.

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor...


A cafeteira começava a exalar o primeiro aroma de cafe fresco quando a segunda musica começou a tocar me fazendo sorrir, era estranho agora ouvi-lo, e saber que eu posso ir ate o meu quarto, e acorda-lo com beijos. A um tempo atras ele era somente um cara que embalava os meus dias, e eu era apenas mais uma no mundo, que escrevia fanfics sobre ele.

-Sera que um dia eu volto a escrever fanfics?... Talvez não!<sorri>... Como sempre, voçe sabendo exatamente o que me dizer não e?


Ohh
Assim como todas as estações
Nunca permanecem iguais
Em volta de mim posso sentir uma mudança (ohh)

Vou quebrar essas correntes que me prendem,
Felicidade vai me encontrar
Deixar o passado para trás
Minha vida começa hoje
Um inteiro novo mundo está esperando
É meu pra aproveitar
Eu sei que eu posso fazer isso,
Hoje minha vida começa

A vida é curta demais para se arrepender,
Então estou aprendendo a não deixar isso no passado
E tentar esquecer
Nós só temos uma vida pra viver
Então é melhor você fazer o melhor possível

Cantarolei a musica enquanto terminava de cortar as frutas para a salada. estava distraída, pensando na letra, e em como ele cantava aquela musica tão linda. Sem duvidas Today My Life Beguins, era uma das minhas musicas favoritas, mas agora ela fazia ainda mais sentido na minha vida, e no momento que estou vivendo.


-Eu posso cantar bem melhor do que ele!<disse me assustando>

-Que susto porra!<coloquei a mão no peito, e ele sorriu>... Não se assusta alguém com uma faca nas mãos sabia?<sorri o encarando>

-Desculpa meu anjo!<deu a volta na ancada me abraçando depois que coloquei a faca na pia>... Não queria te assustar!<beijou o meu rosto>


-Esta tudo bem!... Desculpa, eu não queria ter te acordado!

-Não foi voçe, foi o Greg!<respirou fundo>... Eu preciso ir para o estúdio, temos uma reunião com o responsável técnico do som, e o Duddy!... Mas este cheirinho bom de cafe, me fez despertar ainda mais!

-Esta com fome?<ele me virou de frente para si, ainda segurando em minha cintura, e cerrou os olhos quando o questionei>

-Sempre!<revirei os olhos>

-De comida?

-Também!<sorrimos>

-Vou colocar a mesa para tomarmos cafe!... Da tempo de tomar cafe, não da?

-Da tempo de tomar cafe duas vezes!<sorriu sugestivo>... Saudades de quando fazer amor com voçe, era a minha primeira atividade matinal!

-Também!<disse entre alguns selinhos>... Senti a sua falta em todos os sentidos, meu querido!

-Eu também!<segurou o meu rosto com as duas mão aprofundando um selinho, gemeu baixo quando mordi de leve o seu lábio inferior>... O meu apetite, acabou de mudar de foco!<a sua voz soou extremamente rouca, e muito sexy>

-A minha também!


Senti a sua mão invadir o meu vestido, o suspendendo sem nenhuma cerimonia, e em seguida ele simplesmente sumir em algum canto da cozinha, me deixando apenas de calcinha. Retirei a sua camisa a deixando cair no chão simplesmente. O nosso beijo era intenso, as nossas mãos estavam inquietas, e a nossa respiração já estava mais do que descompassada. As minhas mãos retiravam a sua bermuda, de forma apressada, e desengonçada, estávamos com pressa. Parecia que quanto mais transássemos  mais saudade sentíamos um do outro.

"Ainda Lembro", cantada pela doce voz de Marisa Monte, ecoava pela sala, quando nos acomodamos no sofá. O seu corpo sobre o meu, a sua boca sobre a minha, e as nossas mãos espalhadas em nossos corpos. A sua ereção apertando a minha virilha, como se fosse rasgar a minha calcinha a qualquer minuto, me deixavam louca de ansiedade para senti-lo o mais rápido possível. As minhas mãos pararam no elástico da sua box, a puxando para baixo, e com um pouco de dificuldade, eu consegui retira-la com os pés, nos fazendo sorrir durante o beijo.


-Apressada!

-Sempre!<invadiu a minha boca com pressa e desejo>


Fechei os olhos quando senti a sua mão ultrapassando a renda da minha calcinha, me estimulando devagar, enquanto ele mordia os meus lábios com calma, roçando os dentes sem pressa, apenas me instigando, me deixando completamente louca de tesão. Inclinei o meu quadril na ânsia de sentir ainda mais de si, do seu toque, da sua deliciosa atenção.
Ele me fez deitar no sofá, e retirou a minha calcinha com calma, assim como na noite anterior, e sem nenhuma cerimonia deslisou para dentro de mim calmamente, devagar, sem pressa, preenchendo cada centímetro de mim com prazer, me fazendo arquear as costas de prazer, e um pouco de dor, mas como sempre, mas era uma dor deliciosamente maravilhosa.

-Transar com voçe pela manha, deveria se tornar um ritual diário, por que, caralho e muito bom!

-Seu louco!<disse baixinho>

-Por voçe!

A sua boca tomou a minha com pressa e desejo, sem me dar ao direito de nenhum tipo de resposta. Os seus movimentos começaram a aumentar de forma quase alucinante, a minha cabeça estava rodando, as minhas pernas estavam tremulas, e a nossa respiração estava falha, quando começou a tocar uma nova musica.



E eu desistiria da eternidade para te tocar
Pois eu sei que você me sente de alguma maneira
Você é a mais próxima do paraíso que sempre estarei
E eu não quero ir para casa agora
E tudo que posso sentir é este momento
E tudo que posso respirar é a sua vida
E mais cedo ou mais tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite

O seu ritmo intenso, e delicioso, se amenizou, e eu me vi obrigada a abrir os olhos, encontrando os seus olhando profundamente dentro dos meus. Senti a minha garganta secar, e o meu coração disparar alucinadamente dentro do meu peito, parecia que iria sair pela minha boca de tão descompassado.
Ele fechou os olhos devagar, e afundou o rosto na curva do meu pescoço, voltando a se movimentar devagar, indo mais fundo, enquanto beijava, e mordia o meu pescoço devagar, me fazendo gemer.

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para ser quebrado
Eu só quero que você saiba quem sou eu


Ele sentou no sofá, e eu me acomodei no seu colo, o beijando devagar, apreciando os seus lábios, os desejando a cada segundo mais, como se eles fossem a minha libertação. Começando a me movimentar rapidamente, eu queria sentir o máximo dele, queria poder sentir o máximo dele, e eu sei que ele queria o mesmo de mim.
Os nossos gemidos aumentaram consideravelmente, quando senti o meu corpo se aquecer, e a minha pele ficar completamente suada, e sensível. A sua boca beijava, e mordiscava os meus seios, enquanto sentia as primeiras gotas de suor escorrerem pelas minhas costas. Uma de suas mãos esmagava a minha bunda com vontade, enquanto a outra agarrava, e estimulava o meu mamilo que já estava extremamente rígido.

-Isso Clarinha, que delicia!<ele falava baixinho rente a minha pele>... Como e gostosa, e apertada!

-Ai... Bruno, eu vou...

-Seja minha querida!

E você não pode lutar contra as lágrimas que não virão
Ou o momento de verdade em suas mentiras
Quando tudo se parece como nos filmes
É, você sangra apenas para saber que está viva

E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para ser quebrado
Eu só quero que você saiba quem sou eu

Como se fosse uma voz de comando, senti o meu corpo explodir deliberadamente no seu, de uma forma intensa, e deliciosa. Joguei a cabeça para trás, sentindo as suas mãos agarrarem os meus quadris, ditando a velocidade dos meus movimentos, enquanto ele extraia o máximo de mim, e do meu corpo, que já estava completamente arrepiado.
As suas mãos me estimulavam a continuar, e a me movimentar ainda mais rápido do que antes.

-Eu vou gozar, Clara!

Firmei as minhas mãos em seus ombros, e mesmo sentindo as minhas pernas completamente bambas, eu acelerei o máximo que poderia, ate senti-lo explodir deliciosamente quente dentro de mim. Era uma sensação unica, e deliciosa aproveitar de momentos assim com ele, era como um premio, um dos melhores que eu poderia receber.
Descansei a cabeça em seu ombro enquanto recuperávamos a respiração, e o meu corpo parava de tremer. Me acomodei em seu colo da mesma forma que ontem a noite, fazendo com que a minha cabeça ficasse em seu ombro.

 E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles não entenderiam
Quando tudo é feito para ser quebrado
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu
Eu só quero que você saiba quem sou eu


As ultimas palavras de Iris -Goo Goog Dolls ecoavam pela sala inundando os nossos ouvidos, e a nossa alma, enquanto as suas mãos passeavam pela minha coxa devagar, fazendo um carinho delicioso, desfrutávamos de um momento só nosso, em que tínhamos acabado de ser um do outro, com carinho, tesão, e desejo.

-Eu só quero que voçe saiba quem sou eu...<cantarolou baixinho, me fazendo sorrir>

-Te adoro demais!... É algo alem do adorar ate!<acariciei a sua mão que estava na minha coxa>

-Eu também meu anjo!<segurou o meu queixo, o fazendo encara-lo, me dando um selinho, ele olhou dentro dos meus olhos, e em seguida franziu o cenho>

-O que foi?<o encarei confusa>

-Voçe se machucou?

-Oi?... Como assim?<me afastei um pouco do seu corpo>

-O canto do seu olho direto, parece ter uma mancha de um possível hematoma!<merda>... Voçe caiu, bateu com o rosto em algum lugar?

-Não!<me sentei melhor no sofá, procura das minhas roupas>... E impressão sua!<me levantei pegando o meu vestido que estava na porta da cozinha, o colocando em seguida>

-Clara!<me encarou intrigado>

-Não aconteceu nada!... Deve ser uma mancha de cansaço, ou uma olheira!... Mas juro, eu não sei o que possa ser!<a minha respiração estava acelerada, e eu estava muito tensa>

-E por que esta tão nervosa?

-Não estou nervosa!<sorri>... Vamos tomar cafe?... Toda esta atividade me deu ainda mais fome!<mordi o lábio>

-Vamos, mas não pense que voçe me convenceu!<ele colocou a box apenas>

-Eu sei, mas não aconteceu nada!... A unica coisa que eu preciso fazer, e ir a farmácia, e comprar uma pilula do dia seguinte, afinal hoje o trabalho foi completo!<lhe dei um selinho longo>

-Ontem também!

-Não, voçe gozou fora, não foi?

-Só um pouco!<mordeu o lábio esboçando um sorriso. Ufa, acho que contornei a historia do hematoma, ao menos por hora.>

-E voçe so me fala agora?... Vamos, eu preciso ir a farmácia, e voçe ir para o estúdio!

Me livrei de abrir a minha ferida, e espero que estas "manchas, e marcas" passem logo, eu não quero ter que me remoer com isso para sempre.


Tomamos um banho juntos, mas sem nada de mais, apenas beijos, mãos e amassos na ducha. Depois de trocada, eu passei um rimel, gloss, e um pouco de corretivo, só para esconder a tal mancha que ainda tinha restado.
Depois do cafe, ele se ofereceu para me levar ate a farmácia, e comprar a pilula, mas como o Ryan, estava o apressando, eu pedi que ele apenas me deixasse na farmácia. E assim seria feito.
Ele saiu com o carro da garagem, e seguimos pelas ruas conversando coisas bobas.

-Posso vir aqui mais tarde, ou voçe vai la pra casa?

-Quer dormir comigo de novo e?<sorri olhando pela janela>

-Todos os dias!

-Vai enjoar!<o encarei>

-Já disse que e impossível! <sorrimos>

-Voçe quem sabe!

-Tudo bem!... Passa no estúdio de tarde?

-Passo, que horas?

-La pelas quatro, pode ser?

-Pode!... Mas, para que?<sorriu>

-Vamos sair!

-Sair?

-É, podemos sair eu, voçe, o Greg, a Ana, enfim, quem mais quiser ir!<disse sem retirar os olhos da rua>

-Claro!<estacionou em frente a farmácia>... Obrigada!

-Imagina, ate mais tarde baby!<me puxou para um selinho>

-Ate mais tarde!<sai do carro>

Fiquei em pé na calçada por alguns minutos, observando o seu carro sumir no meio da rua. Ao mesmo tempo que era bom, era estranho estar assim tão próxima dele novamente, e eu arrisco a achar que estamos ainda mais próximos só que antes.
Repassei a minha noite, e manha ao seu lado, e eu só tinha uma palavra a dizer. Perfeita.


Parte Bruno


Cheguei no estúdio depois de passar a noite inteira, e boa parte da manha com ela, e sinceramente, acho que não poderia ter sido melhor.

-Bom dia moças!<disse animadamente ao entrar>

-Boa tarde!

-Olha o exagero, Ryan!<sorri>

-Pelo visto a noite foi boa não é?

-Voçe não tem ideia de quanto foi boa!

-HUMMMMMMM... <todos zoaram>

-Bando de invejosos!<sorri>... E o Joseph?

-Voando para o Brasil!

-Que maravilha!

-Já contou a ela?

-E claro que não!... E espero que ninguém tenha contado!<eu sabia que não, afinal estava com ela ate agora>

-Bom, eu não!<Greg, se defendeu>

-Então vamos trabalhar!

-Os caras já estão no escritório esperando!<ele completou a sua fala>

-Então vamos nessa!... A proposito, Greg, posso te pedir um favor?<perguntei quando estávamos sozinhos>

-Claro!

-Faça uma encomenda de um buque de rosas vermelhas para esta tarde!... As quatro, no máximo ate quatro e meia!

-Claro!... Para onde?

-Aqui mesmo!

-Qual e a gata que voçe vai tentar impressionar?<o encarei com a cara fechada>

-A unica que interessa!

-Flores, que evolução!<sorri>

-Por falar em evolução, faça uma reserva no Hotel Hilton Checkers, tanto no hotel, como no restaurante!... Ah, a melhor suite!

-Quer impressionar?<sorriu>

-Quero comemorar!<sorri indo para a sala de reunião>

O dia foi uma chatice. Depois da reunião, eu tentei produzir alguma coisa, mas não rolou nada, eu só queria saber como ela estava, e se o Joseph, já tinha chegado no Brasil.
Quando voltamos do almoço, já era mais de três e meia da tarde, tínhamos saído tarde por que ficamos acertando o arranjo de algumas musicas, e acabamos atrasando tudo, por isso voltamos para tentar arrumar apenas uma que tinha ficado para depois.
Consegui falar com o Joseph, assim que ele pousou no Rio de janeiro, disse que tinha acabado de entrar em contato com a irma da Clara, e que só iria descansar um pouco, e estava retornando com o Edu, no proximo voo para Los Angeles, e estariam chegando aqui no inicio da noite de amanha. Maravilha.

(...)


-Não to gostando muito desta parte Phil!<escutei pela milésima vez o mesmo trecho do arranjo>

-Voçe já mudou este trecho umas mil vezes cara!

-Eu sei, mas tem alguma coisa que não se encaixa!<passei a mão no rosto, e ouvi uma movimentação na ante sala>

-Só sei que temos que arrumar logo isso, afinal a apresentação e daqui a cinco dias cara, e voçe tem que decidir!

-Eu sei!... Como vai o coral com as crianças?

-Perfeitas, elas estão mais tranquilas que voçe!<sorrimos>

-Bruno, a Clara, esta aqui!<Greg, me informou>

-Ah, legal!<voltei a minha atenção para a mesa, não queria parecer ansioso>

-O que ela veio fazer aqui?<olhei para ele e sorri>... Voçe ainda esta tentando "reconquista-la"?

-Todos os dias!

-Voçe gosta dela, nem da mais para negar!

-E eu nem quero negar!<sorri>... Ela se divorciou Phil!... O cara a traiu por sete anos, e ainda tem uma filha de 6 anos, fora do casamento!

-Que filho da puta!

-Voçe não sabe o ódio que tenho dele!<ouvimos batidas na porta>... Entra!

-Boa tarde!<sorriu>

-Clarinha!<ele faz de sacanagem>... Eu só te chamo de "Clarinha", por que sei que ele não gosta!

-Não sei por que!<ela disse parecendo indiferente>

-Tudo bem?<me levantei para cumprimenta-la, a beijando no rosto>... Vamos ensaiar um pouco?<olhei para o Phil>

-Sim, voçe esta muito pilhado!

-Vem assistir!

Seguimos para a sala de ensaio, e começamos a ensaiar as musicas que iriamos apresentar no SB. Estávamos ensaiando a parte que cantaríamos com o Red Hot Chili Peppers, quando fomos interrompidos pelo Ryan, com um buque de flores nas mãos. E agora.


-Desculpa atrapalhar moças, mas e que me acham com cara de entregador de flores, so pode!

-Hummmmm, para quem serão estas lindas rosas vermelhas?<Dany sorriu>

-Deve ser sua de novo não é, Danny?<a Lucy implicou com ela>

-Não moças, aquietem o facho, estas são para a Clara!

-Pra mim?<percebi que ela ficou tensa quando pegou as flores>

-Este e o seu nome!<a entregou>

-De quem e Clara?<a Lucy perguntou,e eu agi normalmente mexendo nas partituras>

Houve um momento de silencio, e quando levantei o olhar ela estava olhando para o cartão. Ela estava com o olhar perdido, e piscava bastante, mas uma cara de apreensão brotou no seu rosto, quando nossos olhos se encontraram. No cartão só tinha duas frases.

 "Voçe confia em mim?... Eu confio em voçe, e na nossa paixão! Bruno"

-Confia?<falei em voz alta, e ela sorriu balançando a cabeça devagar, e positivamente>

Sorri como um bobo, me aproximando dela, segurei em sua mão, e ela se levantou. Coloquei uma mecha de cabelo atras da sua orelha, e eu pude sentir todos pararem de respirar.


Coloquei uma de minhas mãos em sua cintura, a puxando mais para mim, e em seguida nos aproximando ainda mais, senti os nossos lábios se tocarem, em um selinho longo, que logo se tornou um beijo tranquilo, e muito saboroso. Sorrimos durante o beijo quando ouvimos todos comemorando, e assoviando, fazendo a algazarra tão bem conhecida.

-Ate que enfim!<ouvi o Greg, falar no canto da sala, e lhe dei mais um selinho antes de encarar as "feras">

-Nossa que surpresa e esta?<meu irmão sorriu>

-Parece que tem alguém esta tomando jeito!<Phil disparou>

-Tinha que ser produto importado!<Jam comentou>

-A quanto tempo?<Dany, veio abraçar a Clara>

-Calma, só estamos comunicando aos amigos, que estamos juntos, estamos nos conhecendo!

-Mesmo assim, tomara que vocês se conheçam, e se deem muito bem!

-Já nos damos bem, não e querida?<olhei para ela, que sorriu>

-Tentamos!<todos sorriram>

-Sou ciumento demais, assumo!<levantei uma das mãos>

-Tem que ser mesmo, a Clarinha e incrível, e muito linda!

-Deu não é Phil?... Voçe sabe que eu não gosto!

-E por que não?... Quem tem que gostar e ela!

-Mas eu não gosto!<sorri, não queria falar o real motivo, tenho que preservar a minha garota, não posso falar que eu a chamo assim na cama>

-A quanto tempo estão se "conhecendo"?<Ryan nos encarou, e eu olhei para ela arqueando a sobrancelha>

-Desde o dia do meu aniversario!<ela confirmou quase em um sussurro>

-PORRA, ESCONDERAM BEM!

-Não muito bem, era só prestar atenção, que iriam reparar!<Greg, sorriu>

-Bem, agora vocês já sabem, não quero ninguém olhando para a minha garota...

-Baixa a bola bonitão!... Lembra da conversa sobre o ego?<ela arqueou a sobrancelha, e eu sorri com malicia>

-Perfeitamente!<dissemos baixo em um olhar cúmplice>

-O importante e que deu tudo certo!... E pode ficar tranquilo, a Clara, agora saiu do mercado!<Jam, comentou>

-Eu estive nele em algum momento?<ela sorriu>

-Acredite querida!... Esteve!<todos sorriram, e eu arqueei a sobrancelha>

-Prestem atenção cambada!... Pra mim já deu hoje, agora nos vamos embora!<disse pegando as minhas coisas>... Estão liberadas moças!... Mas amanhã todos tem que estar aqui bem cedo!

-Sim senhor!<implicaram pelo meu tom autoritário>

A Clara estava conversando com a Dany, no canto da sala quando eu me aproximei delas, nos despedimos das meninas, entrelacei os nossos dedos, e saímos do estúdio. Paramos no elevador, e ela olhou para as nossas mãos dadas, e sorriu.


-O que foi?<a encarei>

-Acho que nunca demos as mãos!<olhou para as nossas mãos>

-Tudo tem a sua primeira vez!<lhe dei um selinho>

-Para onde vamos?

-Vamos jantar fora!
-E eu vou assim?<olhou para si mesma>... Pensei que iriamos sair casualmente com o Greg, e a Ana!

-Voçe esta linda, a cada dia mais linda!

Segurei em seu rosto a beijando com carinho, calma leveza, aproveitando e saboreando os seus lábios, da forma mais sublime possível.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Freedom In His Arms cap 56


Parte Bruno

Depois de uma conversa tensa, em que eu consegui compreender o motivo do seu afastamento, a sua dor, a sua decepção, o seu receio, enfim, acho que consegui recuperar a minha garota, a minha Clara, a mulher que se apossou dos meus pensamentos sem nenhuma cerimonia.
Estávamos nos beijando completamente ofegantes no chão da sala do seu apartamento, ela estava em meu colo, com uma perna em cada lado do meu corpo, enquanto as suas unhas arranham a minha nuca, e as minhas mãos apertam as suas deliciosas, e torneadas coxas. Estava morrendo de saudades do seu corpo, da sua boca, do seu toque.

-Senti tanto a sua falta Clarinha!<desviei por um segundo dos seus lábios para beijar o seu pescoço extremamente cheiroso>

-Senti falta de voçe me chamando assim!<ela puxou um pouco do cabelo da minha nuca>

-Hum!<saiu como um gemido>... Seu toque, gosto de como puxa o meu cabelo!<segurei em sua cintura a puxando ainda mais contra mim a fazendo sentir como eu senti a sua falta>

-Delicia!<mordeu o lóbulo da minha orelha>... Como e bom te sentir novamente!

-O meu tesão por voçe só aumenta!<tombei a cabeça para trás quando ela começou a rebolar no meu colo>... Caralho mulher, voçe esta ainda mais gostosa!... Seja minha novamente Clarinha, me deixe te dar prazer...

-Eu sempre fui sua!<nos encaramos, e ela sorriu da forma mais safada possível, e ali eu sabia que a minha Clarinha estava de volta>

-Voçe quer transar com tesão, ou com carinho?<sorrimos>

-De todas as formas possíveis, só me faça sua novamente!

-Mulher, voçe me deixa louco!

Retirei a sua blusa com pressa, e ate um pouco de brutalidade, deixando os seus deliciosos seios a mostra, retirei a minha blusa, a deixando fazer companhia a sua em algum lugar daquela sala. Voltei a beijar os seus lábios, e o atrito do nosso peito despido, deixava tudo ainda mais excitante.

-Voçe me deixa louco de tesão, nenhuma mulher consegue me deixar tão duro, tão rápido quanto voçe!<mordi o lóbulo da sua orelha pressionando o meu quadril no seu, a fazendo gemer>

-Bruno...

A sua voz cheia de desejo, e tesão ecoou em meu ouvido, me deixando completamente arrepiado. E neste momento, eu sabia que ela estaria toda molhada, e completamente pronta para mim.
Me ajoelhei a deixando entre as minhas pernas, desfiz o cinto, e abri o botão da calça, e a vi umedecer os lábios, e sorri. Me inclinei novamente sobre o seu corpo, e comecei a beijar o seu pescoço, com beijos molhados, intercalando entre chupadas lentas, e mordidas.


Me deliciei ao sentir o seu corpo se contorcer sob o meu, e para deixa-la ainda mais ansiosa, comecei a fazer uma trilha pelo seu corpo, beijando o seu colo, descendo devagar, ate entre os seus seios.

-Isso e maldade comigo!<gemeu baixo>

-Estou com saudades querida, quero aproveitar cada segundo com voçe, e de voçe!<sibilei cada palavras beijando os seus seios>

-Voçe vai me fazer gozar antes de estar dentro de mim!<puxou o meu cabelo devagar>

-Não tem problema, eu te faço gozar de novo, e de novo, e de novo, e de novo...

-Porra, não faz isso, o meu corpo esta latejando!

Sem dar a menor importância ao seu apelo, eu continuei a beija-la devagar, descendo pela sua barriga, mesmo sabendo que ela se incomoda com isso. Desnecessário. A mordi, beijei, chupei, arranhei, fiz de tudo para ouvi-la gemer o meu nome, e estava conseguindo exito.

-Espero que esteja sem calcinha!<sorriu>

-Não sou adivinha meu bem, não sabia que terminaria a noite gozando para voçe!<foi impossível não lamentar>

-Não tem importância, ela não me atrapalhara!... Se precisar a tiro no dente!<ela gemeu arqueando o corpo>

Retirei a sua bermuda a deixando apenas com uma linda calcinha preta rendada. Apoiei as minhas mãos na lateral do seu corpo me inclinando contra si novamente, e a beijei sobre a renda, senti o seu corpo se arquear sob a minha pele, e ela gemer um pouco mais alto quando pressionei ainda mais os meus lábios na renda. Ela se mexia ansiosa, e eu estava gostando de vê-la me desejando, era bem te-la só para mim novamente.


Ela pediu para ir para o sofá, e eu concordei, facilitaria para nos dois. Ela sentou no sofá, e eu a puxe contra mim ficando entre as suas pernas, lhe dei um beijo rápido, e intenso, a fazendo deitar no sofá novamente. Retirei devagar a sua calcinha, e deixando completamente a minha disposição. Comecei a beija-la na parte interior da sua coxa, e ela voltou a ficar inquieta, segurei as suas coxas com força, a fazendo ficar parada, e continuei a beija-la.

-Bruno, por favor!

-Por favor o que?<sorri dando um selinho estalado na sua virilha, a fazendo arquear, e gemer alto>... O que voçe quer Clarinha?

-Voçe, eu preciso de voçe!

-De mim?... O que voçe quer que eu faça?

-O que quiser, mas por favor, me de prazer!... Mais prazer...

Sem dizer absolutamente nada, comecei a beija-la devagar, passando a língua com calma, eu queria aproveitar de cada segundo com ela, de cada caricia. O seu gosto ainda era como eu me lembrava, delicioso.
Coloquei um dedo em sua entrada somente para provoca-la, enquanto beijava, e chupava o seu clítoris com vontade, sem perder o carinho devido a sensibilidade da região, longe de mim machuca-la. Mas ela não parecia estar achando ruim, ou se quer se preocupando com isso.
Estava sendo uma tortura para ambos, já que eu estava completamente duro, dolorido, e louco para estar dentro dela, mas a saudade era tanta, que a unica coisa que eu queria, era aproveita-la.

-Mais, eu preciso de mais!

Decidi atender aos seus pedidos, e acelerar mais a nossa brincadeira, aumentando o ritmo da minha língua, acelerando os movimentos, e colocando mais um dedo, a fazendo gemer com mais vontade e desejo enquanto as suas mãos se emaranhavam em meus cabelos.
Ela era gostosa de todas as formas, e era impossível não deseja-la com toda a intensidade, ainda mais depois de tanto tempo.
O seu corpo todo já estava completamente tremulo, e dos seus lábios já não saiam frases coerentes, quando ela anunciou que estava prestes a gozar. Aumentei ainda mais os meus movimentos, aproveitando de cada delicioso espasmo que o seu corpo reproduzia, enquanto ela se entregava para mim sem pudores.
Parei para observa-la enquanto a sua respiração se acalmava, e ela respirava fundo. Ela continuava ainda mais linda, e a sua expressão cheia de desejo, e tesão a deixava extremamente irresistível.
Ela abriu os olhos e sorriu ao constatar que eu a observava, passou a mão no rosto, e sentou no sofá, me fazendo levantar.
Fechei os olhos ao sentir a sua mão apertar a minha ereção com força moderada, me fazendo soltar um gemido baixo, devido a ansiedade. Senti uma de suas mãos espalmar no meu peito, e a segurei levando ate a minha boca beijando os seus dedos, um por um.


Senti o tecido pesado do jeans tocar os meus tornozelos, quando ela terminou de abrir a minha calça. Rapidamente me desfiz da peça assim como os tenis. Segurei em seus cabelos quando senti a boca desferir beijos, e leves mordidas em minha ereção ainda sobre o tecido da box, me deixando louco de vontade de sentir a sua boca gostosa me chupando com vontade.
Em poucos segundos a minha box estava fazendo companhia ao restante das nossas roupas, e as suas mãos quentes, e completamente pacientes estavam me dando prazer da form,a mais lenta, gostosa, e torturante possível.
A minha boca estava seca, e os gemidos já começavam a querer sair da mesma quando senti a sua língua passear pelo meu comprimento devagar, seguido de beijos, e chupadas lentas, e fortes, me fazendo fechar os olhos e tombar a cabeça para trás. Aquela mulher sabia exatamente o que fazer, e como fazer, e agora era só minha.
Segurei os seus cabelos com as duas mãos quando a senti me abocanhar por inteiro, me deixando completamente louco com o seu vai e vem delicioso.

-Que delicia!... Saudade desta sua boca, puta que pariu!

Fechei os olhos com ainda mais força somente aproveitando do momento, aproveitando o fato de estarmos nos dando prazer, e satisfação sexual.
Senti todo o sangue do meu corpo fazer um delicioso, e conhecido caminho para a minha virilha, eu estava a ponto de gozar, já que faze-la gozar, já foi um enorme incentivo.
Mas estava tentando adiar ao máximo este momento, eu queria apreciar ainda mais da minha garota. Mas infelizmente, ou felizmente, ela sabia me satisfazer, e me segurar virou uma missão impossível.

-Clara, eu estou quase...

O meu corpo se arrepiou, a minha respiração falhou, e logo em seguida acelerou como nunca, e eu me senti completamente relaxado ao chegar ao orgasmo provocado por ela, com tesão, e desejo como só ela sabe fazer.
Me sentei no sofá a sua frente a puxando para o meu colo, onde ela sentou com uma perna em cada lado do meu corpo. Enquanto nos beijávamos devagar, aproveitando do sabor um do outro, as nossas mãos passeavam pelos nossos corpos sem pressa, e cheias de desejo. Nos explorávamos como não tínhamos feito ate agora, e sinceramente, este contato não poderia estar sendo melhor.


-Minha gostosa, estava com tanta saudades do seu toque!<acariciei os seus cabelos>

-Prefiro morrer, a me ver longe de seus lábios!<mordeu o meu lábio superior me fazendo fechar os olhos e em seguida abrir devagar>... E somente uma citação, relaxa!

-Estou relaxado meu bem!... Impossível ficar tenso tendo voçe assim, novamente, mas desta vez só minha!

-Somente sua baby!<ela voltou a se movimentar no meu colo>

-Isso, me deixe te sentir, quero tanto apreciar o seu corpo, sentir o seu calor, e te fazer gemer de prazer!

Diante das nossas mãos abusadas, que tocavam os nossos corpos com desejo, nos vimos prontos para consumarmos as nossas vontades e desejos, com excitação e muito prazer.

-Te quero!<disse rente ao meu ouvido>

-Te desejo!<mordi o lóbulo da sua orelha>

-Me tenha!<puxou o cabelo da minha nuca>

-Voçe me deseja?<a fiz me olhar>

-Mais do que nunca!<me encarou firmemente>

-Seja minha!<mordi o seu lábio>

-Sempre!... Eat me!<passou a língua onde mordi>

-Com prazer!<a puxei para um beijo>

Segurei firme em sua cintura a suspendendo um pouco, me posicionando na sua deliciosa entrada, já me concentrando para não sucumbir aos seus desejos, e gozar logo de cara.
Ela me permitia senti-la devagar, me senti invadi-la devagar, com calma, me deliciando a cada centímetro que estava a mais dentro de seu delicioso corpo.
O meu corpo inteiro se contraiu diante da novidade completamente conhecida que era o seu corpo para mim, deliciosamente apertada, molhada, quente, e gostosa, era definitivamente um convite ao pecado. Contei os minutos para estar em seu corpo novamente, e agora, eu só queri aproveitar.
Depois de estar completamente acomodada no meu colo, mediante a alguns gemidos intensos de ambos, já que eu nunca sabia se os seus eram gemidos somente de desejos.
Ela começou a se movimentar devagar, bem devagar, e confesso que estes míseros movimentos já me deixavam completamente louco, que misturados com a sua contração interna, me faziam travar uma árdua, e difícil batalha contra o orgasmo.


A minha boca se perdeu no seu pescoço, e nos seus seios, os beijando, mordendo, e chupando com vontade, a sua pele era cheirosa e macia, ela cheirava bem, ainda não sei identificar o seu cheiro, só sei que era maravilhoso, erótico, sexy, e delicioso.
As suas mãos estavam nos meus ombros, e agora ela se movimentava um pouco mais rápido, me deixando em uma situação que era quase impossível de segurar, mas eu estava me mantendo firme, eu precisava sentir o máximo, e dar o máximo de prazer a minha garota.
Os seus cabelos caiam em cascata pelos seus seios, e parte dele estava colado no seu rosto devido ao suor. Os seus olhos estavam fechados, e a sua boca levemente aberta me dava total liberdade para explora-la com a minha língua, e sem receio, ou recato nenhum eu me aproveitei deliberadamente do seu corpo de todas as formas possíveis.


Trocamos de posição, pedi que ela ajoelhasse no sofá, segurando firme no encosto. E antes que eu não conseguisse me segurar, e acabasse gozando antes da hora, eu peguei um preservativo, e nos protegi em seguida.
Segurei em seu quadril com as duas mãos, a penetrando devagar a fazendo gemer mais alto, já que agora eu estava no controle, e queria ir muito mais fundo. Com movimentos mais fortes, e ritmados, eu entrava e saia do seu corpo com vontade, sentindo o meu corpo se arrepiar, a cada estocada. As minhas mãos estavam enterradas na sua pele, e eu tenho certeza que devido  força que estava usando para prende-la a mim, o seu quadril ficaria marcado.
Comecei a invadi-la com mais vontade, com mais tesão, e prazer a medida que os seus gemidos evoluíam para gritos moderados, que disputavam uma batalha de som ambiente com o barulho dos nossos corpos se chocando.

-Porra, que apertada, voçe e uma delicia...

-Que droga, isso e muito bom!

-Rebola pra mim!

Fazendo o que eu pedi, ela me permitiu sentir ainda mais tesão, se e que era possível no momento. Me deliciei ao senti-la ficar ainda mais molhada apos um gemido alto de prazer anunciando o seu novo orgasmo, me permitindo acelerar ainda mais, e aproveitar da maravilha que era gozar dentro do seu delicioso corpo, mesmo protegido pelo preservativo.

Me sentei ao seu lado no sofá, apos retirar o preservativo, o deixando no chão, a puxando contra mim, e fazendo com que se sentasse em meu colo ficando de lado com as pernas em sima do sofá . Apoiei a sua cabeça em minhas mãos, e a beijei com vontade enquanto a nossa respiração ainda se normalizava.

-Não sei explicar o que estou sentindo agora!<disse baixinho>

-Somos dois!<sorrimos>... Só sei que eu não quero perder isso, não quero perder este contato, este prazer, e excitação de quando estamos juntos!<acariciei as suas costas>

-E muito especial estar com voçe!... Desculpa, mas e simplesmente maravilhoso, e eu poderia ficar assim com voçe, por muito tempo!

-Então fica!<ela sorriu sem jeito, e se sentou pegando as suas roupas, colocando a blusa em seguida>

-Eu estou aqui Bruno, mas e voçe?<me olhou sobre os ombros>

-Eu estou, e sempre estarei ao seu lado!

-Como?<a puxei novamente>... Eu morro de medo, de me ver sozinha novamente, precisando de ajuda, sem saber como, e onde encontrar...

-Shiii, desculpa, isso não vai mais acontecer, eu realmente deveria ter ficado com o Skype ligado, independente!

-Não vamos falar sobre isso!

-Não!... Só quero que confie em mim, e que saiba que voçe e a minha prioridade!<me olhou assutada>

-Do que voçe esta falan...

-Acredita em mim?
-Bruno...

-Acredita em mim?

-Acredito!

-E o que importa!<a beijei novamente>... Vamos tomar um banho?

-Vai na frente eu vou...

-Vamos!<a encarei>

-Juntos?

-Sim, como da ultima vez que fizemos amor!<ela sorriu mordendo os lábios>

-Tem banheira, quer?<sorriu, e apenas confirmei>

Enquanto ela foi preparar o banho, eu coloquei a minha box, e liguei para casa, apenas para avisar ao Dre, de onde estava, já que tinha saído sem comunicar a ninguém. Ele me avisou que o Ryan tinha ido ate la para deixar alguns papeis de novos contratos das empresas de iluminação, e cenografia para serem assinados, mas que disse não ter muita pressa.

-Tudo bem Dre, muito obrigado!<olhei para ela, e desta vez eu que mordi o lábio inferior, já que ela estava circulando na minha frente só de camiseta>

-Sem problemas!... Vai voltar ainda hoje?

-Se eu vou voltar?<a encarei e ela deu de ombros>... Não!<sorrimos>

-Tudo bem, qualquer coisa me liga!

-Sim, pai!<sorrimos>

-Vai a merda!

-Ate!<desliguei o aparelho>

-Esta com fome?<me olhou já dentro da cozinha!

-Estou, sempre!

-Tarado pervertido!

-Tarado pervertido que voçe ama!<sorri me aproximando, e ela me encarou, respirando fundo>... Não ama?<a segurei pela cintura com as duas mãos, dando um selinho em seus lábios>

-Só amo quem me ama!

-Sabia que me amava!<sorrimos>

-Esta com fome?<insistiu na pergunta>

-Estou, mas quero tomar um banho com voçe primeiro!

-Vai desmaiar de fome antes da próxima gozada!<sorriu>

-Mas que safada!<fiz cara de falsa surpresa>... Já esta contando com a próxima gozada?

-Sempre meu amor!<mordeu o lábio, e eu a abracei>

-Posso me acostumar com isso sabia?

-O que?... "Amor"?<concordei>... Quem sabe, eu diga nas vezes em que voçe merecer!

-Bom saber, eu sempre mereço!

-Pretensioso!

-Na hora de gozar gritando o meu nome, eu não sou pretensioso não e?

-Não, nestas horas voçe e gostoso!

-Sou gostoso sempre!

-Cuidado com o ego meu bem, tem coisas que grandes demais, perdem a graça!

-Ouvi dizer que quanto maior melhor!

-Mas voçe esta no ponto!<beijou, mordendo o meu lábio inferior>


-Vamos tomar banho antes que eu te foda aqui mesmo na cozinha!

-Nossa que pressa!

-E saudade!<sorrimos>


Parte Clara

Ele estava aqui comigo. Tinha me rendido a ele, não adiantava ficar lutando, nadando contra a mare, afinal, eu sabia que mesmo que eu fugisse, acabaria terminando em seus braços, e isso era apenas questão de tempo.
Nossos corpo se entregaram ao prazer com saudade, e intensidade, jamais esquecerei como e bom estar com ele, e ser dele.

(...)

Seguimos para o banheiro, e chegamos na hora, já que a banheira estava começando a transbordar. Eu retirei a blusa, enquanto ele retirava a sua boxa, e entramos na banheira fazendo a água cair conforme nos acomodávamos. Me sentei de costas para ele, me apoiando no seu peito apos fazer um coque frouxo no meu cabelo. Senti ele afastar alguns fios do meu pescoço, logo em seguida beijando a região, passando a língua devagar, e foi impossível não sentir a minha pele se arrepiar.


As suas mão passearam pelos meus braços devagar, ate as minhas mãos onde entrelaçamos os nossos dedos. Desde o que tinha acontecido no Brasil, esta era a primeira vez que eu me sentia tão segura, tão protegida, e definitivamente, estar nos seus braços, era um dos melhores lugares para se estar.
Ainda em forma de carinho, senti as suas mãos fazerem uma deliciosa massagem na minha nuca, nos meus ombros, me deixando mais relaxada, e confortável. As minhas mãos apertavam as suas coxas por baixo d'água todas as vezes em que os seus dedos firmes tocavam em um ponto de tensão em meus ombros, ou pescoço.

-Esta gostando?<beijou a minha cabeça>

-Amando!... As suas mãos são tão firmes!<ele fez pressão novamente nos meus ombros me fazendo gemer>

-Esta muito tensa querida!... Só quero te relaxar, de todas as formas possessíveis!

As suas mãos passaram por baixo dos meus braços me abraçando, e me puxando ainda mais contra o seu corpo, e logo elas estavam espalmadas em meus seios, massageando devagar, os deixando completamente sensíveis, fazendo com que o meu interior se contraísse de tesão. Inclinei a cabeça para trás, me entregando as suas caricias, com gemidos baixos.
Segurei em suas mãos, e as elevei ate os meus lábios, as beijando, e segurando bem firme.

-Obrigada por ter vindo!

-Eu sempre estarei com voçe!... E só não fugir mais de mim!<sorriu>

-Não vou, prometo!

Ficamos por um tempinho, apenas abraçados, eu estava precisando daquela atenção, daquele momento, daquele carinho, estava precisando me sentir no minimo querida novamente.
fechei os olhos, e tive o privilegio de ouvir a sua linda, rouca, e sexy voz, cantarolando baixinho para mim que eu era a unica.

Diga que você recusou o homem
Que pediu sua mão
Porque está esperando por mim
E eu sei que você vai estar longe por um tempo
Mas eu não tenho planos para ir
E você acabaria com as minhas esperanças e sonhos
E só ficaria comigo?

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixar seus corações colidirem
Só prometa que você nunca vai embora de novo
Porque você é a única

Pegue minha mão, meu coração e alma
E eu só terei olhos para você
E você sabe, tudo muda
Mas vamos ser estranhos
Se continuarmos com isso
Você pode ficar dentro dessas paredes e sangrar
Ou só ficar comigo
Oh Deus, agora

Senti as suas mãos passearem em meus cabelos, em um carinho gostoso, me fazendo fechar os olhos, e sorri. Senti o meu coração acelerar a cada trecho, e estrofe daquela musica, eu estava em paz, estava me sentindo renovada, feliz, e de certa, completa.

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E todos os meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixarem seus corações colidirem
Só prometa que você vai ser sempre uma amiga
Porque você é a única

Estou tropeçando de bêbado
Me perdendo
Estou tão louco
Então diga-me o caminho de casa
Eu ouço músicas tristes
Cantando sobre o amor
E onde ele dá errado

Todos os meus sentidos ganham vida
Enquanto estou tropeçando em casa mais bêbado
que nunca, e eu nunca vou embora de novo
Porque você é a única
E todos os meus amigos terão que encontrar
Outro lugar para deixarem seus corações colidirem
Só prometa que você vai ser sempre uma amiga
Porque você é a única

Ao final da musica, eu não resisti, e o beijei, o beijei de forma delicada, e cheia de emoção, naquele momento eu vi, e descobri, que ele, era ele o amor da minha vida. Espero um dia ter a coragem de falar para ele o quanto é importante para mim, e o quando eu o quero, pra sempre.

(...)



Saímos do "banho" quando a nossa pele já começava a enrugar, ele se enrolou em uma toalha, e me ofereceu a outra que aceitei de bom grado. Seguimos direto para o quarto, onde eu me sequei, e coloquei um vestido simples, enquanto ele permaneceu sentado na cama, olhando algo na TV que tinha ligado.

-Vou pegar as nossas coisas na sala!<disse saindo do closet>

-Posso te pedir um favor?<parei o encarando>

-Claro!

-Voçe poderia ir no meu carro, e pegar uma mochila minha no porta malas!

-Mochila?<sorri>

-E!... Não e o que voçe possivelmente esteja pensando, eu sempre deixo uma mochila com  algumas coisas minhas para emergência!

-Olha, e uma boa ideia, vou começar a adotar esta prevenção quando tiver um carro novamente!<sorrimos>

-A chave esta no bolso da minha calça!

-Tudo bem!

-Vou fazendo o nosso lanche enquanto voçe vai la!<desligou a TV, seguiu comigo para a sala>

Ele colocou somente a calça, enquanto eu procurava o meu chinelo, e foi para a cozinha. Mostrei a ele mais ou menos onde ficava as coisas.

-Tenta não se cortar, ou colocar fogo no meu apartamento, tudo bem?<sorri, e ele me encarou seriamente>

-Voçe esta muito abusada mocinha, sabia?<me puxou para um selinho rápido>... Eu mando bem na cozinha!

-Tenho la as minhas duvidas!<peguei as suas chaves, e sai do apê enquanto sorriamos>

Tinha apertado o botão do elevador, e olhei para o marcador constando que ele estava no sexto andar, e subindo. Respirei fundo, e sorri ao me lembrar de que estávamos juntos a alguns minutos atras, em saber que ele estava aqui comigo, e que isso me fazia bem, muito bem.
Ouvi um barulho de porta se destrancando, e um perfume amadeirado, delicioso, e que em pouco tempo, eu já conseguia identificar como sendo do meu vizinho. Olhei para o lado, e ele estava trancando a porta, estava muito bem vestido, com uma camisa azul clara, social, e uma calça preta.

-Boa noite vizinha!<me ofereceu o seu lindo sorriso ao se aproximar>

-Boa noite vizinho!<retribui o seu sorriso, e olhei para o marcador, que mostrava estar no nono andar, mas descendo agora>

-Esta linda esta noite vizinha!... Esta com o olhar mais vivo!... Com todo respeito!<sorri meio sem jeito>

-Obrigada!... Voçe também esta muito bem vizinho!

-Moramos a quase um mês no mesmo andar, no vemos quase todos os dias, e eu ainda não sei o seu nome!<sorriu>

-Clara, muito prazer!<ele esticou a mão para um cumprimento amistoso>



-O prazer e todo meu Clara, me chamo Gideon!<ouvi a minha porta se abrir, me virei ainda soltando a minha da sua, o Bruno, me encarava, e não parecia tão feliz como a dois minutos atras>

-Amor, sera que voçe poderia pegar o meu cigarro também, eu esqueci no porta luvas!<amor?>

-Claro "amor", sem problemas!<dei enfase a palavra>

-Não demora, por favor!

-Pode deixar!<sorri amarelo cerrando os olhos>

-Boa noite!<se dirigiu ao meu vizinho>

-Ola, boa noite!<acenou, e o Bruno, não retribuiu. Ouvimos o elevador parar no nosso andar. "Salva pelo gongo">

O Gideon, me deu passagem, e entramos no elevador em seguida. Eu estava com o rosto quente, e provavelmente estava vermelha, eu podia sentir o ciumes do Bruno, a quilômetros de distancia.

-Desculpa, eu não sabia que voçe tinha namorado!... Eu sempre te vejo sozinha!

-Pois e, estávamos dando um tempo, sabe como e!<tempo de que Clara, vocês nunca tiveram nada.>

-Agora, eu já sei!<sorrimos, e enfim o elevador chegou no térreo>... Boa noite Clara, ate qualquer hora!

-Boa noite Gideon!<olhei para o porteiro, o Sr. Valdez>...Ola, a minha vaga na garagem ainda esta disponível?

-Esta sim dona clara!

-E que eu gostaria de usa-la!

-Vou abrir o portão para a senhora!

-Obrigada!... E a 503 correto?

-Correto!

Sai do prédio e disparei o alarme para acharo carro no meio da rua, e o encontrei atras de dois carros a minha direita. Não sei se ele vai gostar ou não de eu ter dirigido o carro dele, mas e melhor do que larga-lo na calçada.
Entrei no seu lindo Cadillac preto, me ajeitei no banco, e logo em seguida dei a partida. Sorri ao ouvir o barulho do motor quando dei a partida no carro, adoro dirigir, acho gostoso, e de certa forma libertador ate.
Manobrei o carro, e parei no portão da garagem esperando o mesmo se abrir, e assim que terminou o processo, eu entrei com o carro, a procura da vaga.
Depois de estacionado, eu procurei o cigarro que ele pediu, mas logo notei que ele não tinha esquecido coisa nenhum, já que não tinha nada la dentro.

-Ai Bruno, so voçe mesmo!<sorri abrindo o porta malas, e pegando uma mochila preta>

Peguei o elevador da garagem assim que constatei que o carro estava devidamente trancado. Entrei no apartamento, e ele estava sentado no sofá assistindo a um filme qualquer.

-Não tinha cigarro nenhum Bruno!... A proposito, amor?<sorri>

-Quem e o seu amigo?<perguntou sem nem mesmo olhar para mim ignorando a minha pergunta>

-Ele não e o meu amigo, e o meu vizinho!... E para o seu governo, só descobri o nome dele hoje!

-Não gostei dele!<me encarou, assim que eu coloquei a mochila no sofá>

-Por que?<o encarei também>

-E muito espaçoso, e estava dando em sima de voçe!<sorri>

-Não acredito nisso!... Já vai começar com os ciumes?... Ou vai negar, e dizer que não esta com ciumes?

-Não, eu estou com ciumes sim!<se levantou>... Voçe e minha, só minha, e de mais ninguém, só aceito te dividir com mais um homem, e ele se chama Eduardo!<sorriu me abraçando>

-E voçe?... E só meu?

-Sou!

-Duvido, voçe não consegue isso!<sorri me livrando do seu abraço>

-Não acredita em mim?<segui para a cozinha>

-Impossível, o seu histórico não deixa!

-Vou te provar que quero tentar, tem muita coisa em jogo Clara!<sentou na banqueta da bancada me encarando>

-O que esta em jogo Bruno?

-Voçe!... Eu não quero me afastar de voçe, e não quero sentir o que senti hoje quando te vi com aquele menino, e agora no corredor, quero estar seguro com voçe!... Os anos estão passando, e bem, apesar de me achar muito novo, acho que já esta na hora de começar a pensar em aquietar um pouco, e deixar o rodizio para trás!<sorriu sem vontade>... E eu só me apaixonei de verdade duas vezes, uma antes de começar a minha carreira, e agora!<ele baixou o olhar, e eu me senti envaidecida com a sua revelação>>

-Voçe não gosta de tocar neste assunto não e?

-Não!... E quando eu penso que poderia passar por tudo o que passei novamente, me deixa agoniado!

-O que aconteceu?<respirou fundo>

-Eu amei uma mulher, amei de verdade, ela tinha sido a unica mulher pela qual eu briguei, e dei a cara a tapa!... Eu queria me casar com ela, e de certa forma chegamos bem proximo disso, já que moramos juntos por quase um ano!... Dividíamos a casa, a cama, a vida, ate que reencontrei um "amigo" de anos, e quando notei ele ja estava muito proximo de mim, e da Victoria, mais ainda dela!

-Ele estava dando em sima dela?<coloquei um prato com o seu lanche, e uma copo de suco a sua frente, e fiz o mesmo para mim>

-Obrigado!... Pior, eles estavam dando em sima um do outro, tudo por que eu estava no inicio da carreira, e ele já estava mais instável do que eu!... Ao menos eu acho que foi isso!... Ela trabalhava em uma escola infantil, para me ajudar a manter a casa, e mantermos a nossa vida, enquanto eu batalhava pelo futuro!<olhou seriamente para o copo>... Ate que um dia eu voltei mais cedo de uma apresentação, e...

-Não precisa falar mais nada!<me aproximei dele dando a volta na bancada o abraçando>... Sei exatamente o que passou!

-E por isso que eu me afastei, e me desiludi com as mulheres, passei a trata-las como fui tratado, e acho que foi um dos meus maiores erros!

-Te compreendo!... Eu também queria bater em Deus, e no mundo, lastimar, e lamentar!... Me culpei tanto...

-Quero te ajudar a superar isso, e quero que me ajude a superar tudo isso também!

-Vou tentar!<segurei o seu rosto com as duas mãos lhe dando um beijo carinhoso, enquanto ele me abraçava pela cintura>

(...)

-Roupa limpa!<sorriu se deitando na cama de bermuda, e camisa>

-Ainda estou tentando entender, o por que da mochila!<sorri sentindo ele entrar em baixo do edredom comigo>

-E coisa de quando eu saia de casa, e não sabia se iria voltar, sabe, ia para a balada, e não sabia se iria terminar a noite na minha cama, ou em outra!

-Entendo!

-Por isso, sempre mantive a mochila com algumas peças de roupa limpa no carro, não sabia ao certo quando iria precisar!<deu de ombros>... Mas agora, acho que ela já pode sair do carro, e ir para outro lugar!<sorriu me abraçando>

-É mesmo?<sorri>... E onde seria este lugar?

-Bem ali!<apontou para o meu closet>

-Pega leve na dor ta mocinho!<sorrimos>... A ferida ainda esta aberta!

-Eu sei como e, já vai fazer quarto anos, e eu ainda sinto a minha doer!... Vamos fecha-las?

-Vamos!

-Mas que tal, por enquanto, curarmos a nossa carência um do outro?<se colocou sobre mim, me fazendo sorrir>


-Voçe não cansa?

-De voçe?... Nunca!... Voçe já cansou de mim?<entortou os lábios fingindo chateação>

-Nem que eu quisesse meu querido!

Nossos lábios se encontraram novamente em um beijo rápido, mas cheio de carinho, e desejo. As suas mãos impacientes arrancavam as minhas roupas sem nenhuma cerimonia, enquanto a sua boca beijava, mordia, e chupava o meu pescoço com vontade. Gemi baixo quando o senti completamente duro entre as minhas pernas, me fazendo empurrar o meu quadril contra o seu completamente sedenta de prazer.


A noite foi maravilhosa, incrível, fizemos amor mais duas vezes, e uma foi sem camisinha, mas como das outras vezes, ele retirou antes, não tínhamos a pilula em mão para nos prevenir.
Eu não poderia estar me sentindo melhor, em poder estar com ele novamente, e de certa forma, sentia que estávamos mais unidos do que antes.

domingo, 26 de abril de 2015

Talk Decisive! cap 55

(...)

Praticamente duas semanas haviam se passado desde a noite que jantei com o Bruno, no meu apartamento. A primeira noite que dormi no meu "novo" quarto foi estranha, mas acho que era por estar em lugar diferente, ter dormido tarde, e um pouco alegrinha demais ainda por sima, mas as outras noites eu tirei de letra. Detalhe, "dormi todas as noite sozinha".
O Greg, ficou preocupado comigo, por eu ter ido embora sem falar com ninguém, mas ele disse que tinha ficado mais tranquilo quando viu que o Bruno, também tinha "sumido" pois presumiu que estávamos juntos. Ele achou que tínhamos conversado, que estávamos numa boa, e que tínhamos reatado o que quer que tínhamos anteriormente, mas não foi isso que aconteceu.

Durante a semana, todos eles se encontraram para discutir os detalhes da nova fase da turnê, e eu acabei indo em algumas das reuniões, somente para não ficar a toa sem fazer nada dentro de casa, ou batendo perna pela rua.
Não que eu também não tenha saído para bater perna a toa, eu também sai algumas vezes para outros lugares, principalmente com a Ana, descobri que ela e uma garota muito legal, e ate agora, estava passando no "selo Clara, de qualidade". Se bem que eu não estou sabendo escolher nada nem para mim, piorou para os outros.

O meu relacionamento com o Bruno esta... Hummm... Bem, digamos que no momento somos amigos, sabe aqueles amigos que trocam alguns olhares, mas que juram ate a morte que e somente amizade? Estamos exatamente assim, mas estamos conversando normalmente, na frente, e longe dos outros. As vezes eu acho que ele esta me escondendo alguma coisa, ele esta tão obscuro as vezes, vai falar algo, e se corta no meio da frase, e isso me deixa louca.

(...)

O Paolo, me ligou, assim como ele havia me prometido quando retornasse a Los Angeles, e acabamos marcando um jantar, somente como amigos, e neste momento, eu estava terminando de me arrumar para sair com ele.
Me olhei no espelho, e achei que estava muito bem, a roupa era adequada, mesmo estando parecendo que eu iria sair com o meu sobrinho para um jantar.
Desci quando o meu celular avisou que havia chegado uma mensagem, onde ele me informava que já estava na porta do prédio a minha espera.
Na porta do elevador, dei de cara com o meu vizinho, ele parecia ter uns 35 anos no máximo, tinha um corpo atlético, o cabelo meio cumprido, e tinha o rosto muito másculo. Era um belo exemplar de homem.


-Boa noite!<me cumprimentou com a sua voz de locutor da madrugada>

-Boa noite, tudo bem?

-Sim, e voçe?

-Ótima!<sorri, e o elevador chegou>

-Por favor!<me deu passagem>

-Obrigada!


Nos despedimos ainda na porta do elevador, pois parei por um segundo para conferir a minha bolsa. Elevei o meu olhar, e la estava ele, lindo, loiro, sexy, e quase um menor de idade na minha frente. Me senti a própria Sra. Robinson, do Livro "50 tons de cinza", a unica diferença, e que eu não sou uma dominadora que gosta de foder com a juventude de rapazes. Sorte a dele.
Me aproximei o suficiente para sentir o seu perfume, e sorri pois ele fez uma cara de espanto quando me aproximei.

-Ola!<franzi o cenho>

-Ola!

-O que houve?... Por que esta me olhando assim?

-Estou pensando!... Como voçe consegue ficar ainda mais linda, a cada vez que eu te vejo?<okey, o garotinho, conseguiu me ruborizar>



-Obrigada!<sorri, e fui surpreendida com um selinho, ali no meio da rua>

-Nunca resisto!... Estava com saudades dos seus lábios!

Ele puxou para um beijo, um beijo sem pressa, saudoso, saboroso, e no final das contas, a canela refrescante continuava la, e se eu não tomasse cuidado, poderia viciar nela, com facilidade.
Quebramos o beijo com selinhos, ele sorriu passando a mão no meu rosto, e eu permaneci sem reação, tentando organizar a minha cabeça depois da surpresa.
Ele abriu a porta do seu carro, e em poucos minutos estávamos indo em direção a parte central da cidade.


Ele parou em frente ao Craft Los Angeles, era um restaurante bem requisitado em Los Angeles, e muito movimentado diga-se de passagem. Ele foi todo cavalheiro comigo, ele poderia ser novo, mas sem duvidas tinha uma educação muito tradicional, e isso era muito interessante.
Depois de sermos atendidos pelo Sommelier, onde escolhemos um vinho branco para acompanhar o salmão  que havíamos pedido para o jantar, enfim tivemos alguns minutos para conversarmos.

-E ai, como foi de viagem, trabalho?

-Ótimo, correria, mas tudo ótimo!<sorriu>... E voçe?

-Bem, foi uma semana e meio longa, mas nada que eu não conseguisse contornar!

-Que bom!... Voçe parece ser muito confiante...

-Engano seu, na realidade meu, eu engano muito bem!<sorri>... A vida me ensinou muita coisa, entre elas foi encarar um dia de cada vez, sacudir a poeira e seguir em frente, e por fim, sorrir para não chorar!

-Nossa, ela te fez mais forte do que voçe mesmo deve imaginar Clara!

-Pois é, eu sou uma mulher com muita carga emocional nas costas!<ele sorriu>... O que foi?

-Voçe e uma mulher muito interessante Clara, deve ter muitos homens aos seus pés, e eu estou aqui me perguntando o quão sortudo eu sou, por voçe ter aceitado sair para jantar comigo!<agora foi a minha vez de sorrir>

-Não e assim, de verdade!... Realmente, tem uma pessoa muito especial na minha vida, eu não vou mentir para voçe, mas eu cometi alguns erros com ele, que o fizeram a cometer alguns comigo, e no momento, estamos vendo no que vai dar!

-Voçe o ama?

-Amar?<me vi completamente sem resposta, e ele me encarou um pouco confuso>

Sera que eu amo o Bruno? Sera que eu sinto como se ele fosse o homem da minha vida, o cara que eu gostaria de estar junto, de ser a sua companheira, de dividir os problemas e as felicidades, e o mais importante. Ele estaria disposto a fazer isso por mim?

-Não sei!<dei de ombros>

-E um caso a se pensar, por que não adianta amar sozinho, e isso serve para os dois lados!

-Obrigada Paolo, voçe e um cara incrível, de verdade!... E uma honra muito grande para mim conhecer um rapaz tão especial como voçe, bem resolvido, e muito inteligente!

-Obrigado Clara, o prazer foi todo meu!<sorriu olhando dentro dos meus olhos>

-O que foi?<perguntei novamente sorrindo>

-Vou exercer o meu lado olheiro!<sorriu>

-Olheiro?<o encarei confusa>

-Voçe e uma mulher verdadeiramente linda, já pensou em ser modelo algum dia?<assim que ele terminou de falar, eu me engasguei, e quase cuspi o vinho no copo>

-Voçe esta de brincadeira com a minha cara não e?<ele e completamente louco>

-E claro que não Clara, voçe e linda, e conseguiria vários trabalhos facilmente!

-Não!... Primeiro, a minha vida e muito corrida, tenho um filho no Brasil, e não, sem chance!... Segundo, olha pra mim, ate parece, eu sou...

-Linda?... Voçe e linda Clara, tem rosto encantador, se daria muito bem!... Pensa no caso!

-Vou pensar!<E claro que não>

-Qualquer coisa sabe o meu numero!

-Obrigada!

O nosso jantar terminou agradavelmente bem. Ele foi um amor em todos os momentos comigo, me tratou com respeito, e na hora de sairmos do restaurando, mesmo com a presença de alguns fotógrafos, ele fez questão de não soltar da minha mão um só minuto, parecia que estava fazendo questão de me "exibir" talvez de uma forma positiva, para as pessoas.
Mas preciso assumir, a noite ao seu lado foi muito agradável.


Parte Bruno

Tenho que admitir que estas duas semanas ate que foram produtivas no quesito "Clara, e eu", afinal, ao menos não estávamos nos tratando com hostilidade. Eu dei o tempo dela, e ela parece estar aproveitando para se renovar, pois esta a cada dia com o semblante melhor, e parecendo mais animada. Eu não sei por qual motivo, mas se ela esta feliz, já e um caminho andado.
Na realidade, esta semana eu acho que descobri o "motivo" da sua felicidade, afinal, saíram algumas fotos, dela com um tal modelo, acho que o garoto se chama Paolo Rossi. Ele e um moleque, e eu tenho quase certeza que ele era aquele garoto da boate, em que ela beijou em Vegas. Não posso mentir que na hora eu fiquei muito revoltado, senti o meu sangue borbulhar dentro das minhas veias. Mas ai, eu me lembrei que ela tinha dito que era para eu seguir em frente, que ela iria fazer o mesmo, mas uma coisa chamou a minha atenção. O titulo, e o conteúdo da matéria que foi publicada em um site de fofocas, no qual a Lucy fez questão de me mostrar.

"MODELO PAOLO ROSSI, ACOMPANHADO EM JANTAR ROMÂNTICO?"


"O modelo Paolo Rossi, foi visto na noite desta quenta feira (23) no restaurante "Craft Los Angeles" acompanhado por uma bela mulher, ainda misteriosa. O casal chegou no restaurante de mãos dadas por volta das 20:30, e só saíram mais ou menos duas horas e meia depois da mesma forma, aparentando bastante intimidade.
Ao ser questionado sobre a belíssima mulher misteriosa, o modelo disse se tratar de uma amiga muito especial.
Mas sera mesmo que era somente amiga? Bem, linda ela é, e o melhor de tudo, é que surpreendentemente, eles formam um lindo casal."

Ela estava simplesmente perfeita naquela foto, linda como sempre, e gostosa como nunca, só de vê-la naquele vestido me deu vontade de te-la em meus braços agora mesmo.
Eu me surpreendi ao ver aquelas fotos, tinham varias, eles entrando no restaurante, saindo, e em momento nenhum ele soltou das mãos dela, parecia estar exibindo um troféu, e da forma que falaram dela na matéria, a fizeram parecer como se fosse realmente um troféu, e isso me fez ver, que ela poderia não ser atacada como eu pensei, e que o meu medo talvez, fosse que nos víssemos nesta mesma situação, e agora vendo ela, com outro cara, me fez perceber como eu dei mole em relação a isso.
A Clara e uma mulher maravilhosa, e eles reconheceram a sua beleza, ao invés de ataca-la como eu imaginei que poderia ser. Eu e a minha mania de tirar conclusões precipitadas. A unica coisa que me deixou irritado foram duas palavras "Lindo casal"

-Lindo casal e o cacete!<respirei fundo>

-O que foi cara?<Ryan me encarou enquanto estávamos no estúdio>

-Nada não, esquece!... Já providenciou o que te pedi?

-Já, eu falei no inicio da tarde com a irma dela, e esta tudo certo!... O Joseph, embarca amanha de manha, e volta dia 26 com ele!

-Esta ótimo!

-Não sei por que não podemos contar a ela!

-E uma surpresa!

-E para que voçe esta fazendo uma surpresa para ela?

-Eu prometi a ele... A Ryan me deixa!<reclamei voltando a minha atenção para a ilha de edição>

Estava conseguindo trabalhar bem melhor ultimamente, mesmo tendo tudo sobre controle em relação ao show, eu sempre gosto de saber que esta tudo certo, e que na hora nada vai dar errado.
Ainda sobre a Clara, e o tal garoto. Eu devo assumir, que senti certo incomodo em vê-los juntos naquelas fotos, na realidade, eu fiquei muito incomodado, e isso tinha ficado notório para todos ao longo da tarde, tanto que eu decidi sair mais cedo do estúdio, estava a fim de dar uma volta, e tentar retirar aquelas fotos da minha cabeça, parar de me martirizar em ver a "minha garota" com outro cara.
Mas o que me matava, era ter certeza de que se não fosse pelo meu "receio" de nos vermos juntos na mídia, e temer pela reação alheia, sem duvidas seriamos nos dois naquelas fotos.

O caminho para casa estava longo, e apesar de estar querendo ir para algum outro lugar, -o que seria mais provável ir atras da Kety, como das outras vezes- eu optei por tomar um banho, e ficar no meu estúdio, bem confortável.
Entrei em casa, e estava tranquilo, a esta hora a Viviem, já tinha ido embora, por isso segui direto para o meu quarto, mas quando entrei tomei um breve susto.

-Chegou cedo!

-Ainda por aqui Viviem?<sorri surpreso>

-Pois e, atrasaram a entrega de algumas roupas suas da lavanderia, e eu fiquei para receber, e colocar tudo no lugar!

-Hum!<passei por ela indo para o closet>

-O que voçe tem meu filho?<ela me conhecia bem>

-Nada!<continuei a procurar algo para vestir depois do banho>

-Tudo bem, se voçe não quero falar!<disse já dando as costas>

-E a Clara!<relaxei os ombros, me rendendo>

-Vocês ainda não se acertaram?

-Não, ela ainda esta tendo o tempo dela, e eu a estou respeitando!

-Mas sente a falta dela?

-Muita!... E sinto que estamos nos afastando como homem e mulher, e nos aproximando mais como amigos, mas sempre que estamos juntos, e o que sinto por ela, não e um sentimento de amigo, e algo mais intimo...

-E ja falou com ela?

-Não, estou respeitando o tempo dela como já disse!

-E ate quando vai respeitar?... Ate aparecer outro, e simplesmente conquistar o coração dela?... Coração este que eu sei que em algum momento, se já não foi seu, chegou muito perto de ser!

-Voçe acha?

-Voçe duvida?<a encarei>

-Não sei...

-Voçe precisa parar de ter receios!... A Clara, e uma mulher linda do jeito dela, precisa parar com esta de se preocupar com o que os outros vão achar de ver vocês juntos...

-Eu tenho receio do que possam falar, e ela acabar tentando mudar...

-A Clara te uma boa cabeça, pelo pouco tempo em que ela passou aqui, eu consegui notar isso, e eu tenho certeza de que ela não se deixaria abalar!... E se por acaso ela se sentir fraca, é a sua obrigação mostrar a ela que não precisa se abalar!

-Hoje saíram algumas fotos dela com outro cara, eles foram jantar juntos!<me encostei na parede>... Na nota eles falaram que ela era belíssima, eles a elogiaram, e por fim, disseram que eles faziam um lindo casal!<meu rosto se contorceu em uma careta>

-Eu acho que ela fica mais bonita ao seu lado!<ela sorriu, me fazendo sorrir também>

-Eu também!

-E o que voçe esta fazendo ai parado mesmo?

-Como assim?

-Acho que este tempo já durou bastante, acho que esta na hora de você ir atras dela, antes que a perca de vez!<sorriu saindo do quarto>

Não posso negar que fiquei muito tentado a fazer o que a Viviem, me aconselhou, mas ao mesmo tempo queria muito respeitar o tempo da Clara, e não sei se seria uma boa ideia ir ate la.


Parte Clara

No dia seguinte ao meu jantar com o Paolo, uma das primeiras coisas que eu vi pela manha quando liguei a TV do quarto, foi a minha cara estampada no noticiário de fofoca, estavam me apontando como "novo affair" do Paolo.

-Isso e um absurdo!<me sentei olhando atônita para a TV>... Isso so pode ser brincadeira!

Peguei o celular e liguei para o Paolo, eu não queria a minha cara estampada nas matérias de fofoca por ai. Ele disse que me compreendia, mas que infelizmente tinha acontecido de terem tirado as fotos, e agora não tínhamos mais o que fazer. Mas ele disse para que eu relaxasse, que logo eles esqueceria, de mim.
Já que não tinha o que fazer em relação as fotos, eu acabei deixando de mão.

(...)

Passei o dia dando um jeito na casa, com a musica bem alta, cantando, e trabalhando.
Na parte da tarde eu aproveitei para dar uma relida no manuscrito, só para não perder completamente o ritmo, já que em breve eu estaria voltando a todo vapor. E claro, escrever sobre a virada de ano em Vegas.

Era por volta das cinco da tarde, já tinha falado com o meu filho, feito um lanche, e estava me preparando para tomar um belo banho de banheira, -coisa que tinha virado quase que um vicio-.
Com o som ainda ligado, eu retirei a minha roupa, e entrei na banheira, estava com a água bem morna ate o pescoço, sentindo o perfume de lavanda do sal de banho que eu tinha comprado no inicio da semana, enquanto respirava fundo, e cantarolava algumas musicas. A minha voz não era boa, mas eu gostava de dar o meu "Showzinho particular" sempre que podia.


Cabeça baixa
Enquanto eu vejo meus pés tocarem o chão
Eu deveria, eu me encontro apaixonada correndo pelo mundo

E eu estou encharcada em seu amor
E o amor estava bem no meu caminho, em meu alcance
E eu e você nos pertencemos
Eu quero correr e me atirar em você

Relembrando a noite de ontem, eu consigo sentir como esta sendo difícil ficar afastada dele. E estranho me pegar pensando no Bruno, parece que eu sempre fui imune a ele, e como ele mesmo dizia, "Voçe não liga para mim!". Mas agora eu vejo que estava tentando nos proteger de tudo o que acabou acontecendo, e com o fim do meu casamento, eu precisei, e preciso de um tempo só para mim, mas agora, me vendo assim tão distante dele, me bate uma saudade de quando estávamos juntos.

"... Voçe me quer Clara?... Quer?

-Não faz isso comigo Bruno... Eu não vou conseguir me conter!

-Não se contenha Clarinha!... Já faz quanto tempo que estamos trabalhando juntos, hum?... "

Como me deixava louca por ele com simples gestos, simples toques, como ele me fez ceder aos seus encantos e desejos com uma facilidade impar.
Ate as vezes que ele me tratou mal, e me deixou completamente furiosa, eu não consegui parar de pensar nele.
A nossa forma de fazer as pazes, de nos beijarmos, o ato de estarmos juntos na mesma cama, desfrutando do mesmo momento, sempre foi muito diferente de tudo.

Ouvidos fechados
O que eu ouço ninguém precisa saber
Pois eu sei que o que nós temos
Merece primeiro lugar e vale ouro

E eu estou encharcada em seu amor
E o amor estava bem no meu caminho, em meu alcance
E eu e você nos pertencemos

Mas eu preciso assumir, que o dia em que ele realmente me deixou confusa, e completamente perdida, foi quando ele disse que estava apaixonado por mim, este dia foi especial, foi a ultima vez em que estivemos juntos, e que eu realmente descobri que estava apaixonada por ele também, que ele conseguia me fazer sentir bem, me fazer sentir coisas novas, sentimentos bons, sentimentos que eu não conhecia.

"... Eu menti para voçe, menti todas as vezes que disse que não estava com ciumes, pois eu estava morrendo de ciumes por dentro, e não queria admitir!... Queria, quero, e vou querer voçe só para mim!<respirou fundo>... E Clara!<respirou fundo>... Não consigo mais ter voçe pela metade…

-Quando estou com voçe não estou pela metade!... Eu sou completamente sua!<acariciei o seu rosto>

-Eu estou apaixonado por voçe Clara, eu não consigo mais esconder isso, e eu acho que já esta estampado na minha cara!"

-Queria talvez, quem sabe, voltar no tempo, provavelmente tivesse feito o possível para mudar tudo isso, e quem sabe agora, não poderíamos estar numa boa?

Eu sabia que o jogo estava nas minhas mãos, que a atitude teria que ser minha, e que talvez, uma conversa, apenas uma conversa fosse o suficiente para mudar tudo isso.
Apesar de querer muito, e de saber que seria uma boa saída, eu tenho um enorme bloqueio sobre o que aconteceu no Brasil, eu adquiri este bloqueio para parar de sofrer, e me amargurar, me culpar, e me sentir uma inútil, uma idiota de merda, em ter deixado aquele desgraçado me bater sem revidar, ter deixado ele me humilhar achando que estava certa em ouvir tudo aquilo, toda aquela merda, merda esta que me da enjoo só de lembrar.

Não sei se um dia eu conseguirei tocar neste assunto novamente, se um dia eu conseguirei me lembrar deste dia sem sentir a mesma dor que senti no dia, o mesmo gosto de sangue na boca, o mesmo sentimento de culpa, por ser a pior esposa do mundo para aquele homem, que ate então, era o centro do meu universo, ou eu achava que era.

-Preciso parar de pensar nisso, eu preciso pensar no meu futuro, olhar para frente, pois eu tenho um filho lindo para cuidar, e uma vida inteira para viver!

Sai da banheira, hidratei o meu corpo, fazendo todo o meu ritual pós-banho. Coloquei uma camisa de algodão, e uma calcinha apenas, segui para a cozinha, estava com fome, mas não queria jantar, apenas fazer um lanche rápido, coisa boba.
Estava encostada na bancada, comendo um sanduíche, com um copo de suco, quando vi o meu celular acender em um alerta de mensagem. Peguei o aparelho, e sorri ao ver o seu nome escrito, já faziam alguns dias que não nos falávamos.
Abri a mensagem, e senti o meu estomago revirar.

"Libere a minha entrada, quero falar com voçe! Bruno"

-Oi?<fiquei meio confusa com a sua mensagem, mas fiz o que ele havia pedido>

Segui para o quarto, e coloquei uma bermuda apenas, apesar de tudo, na fase em que estamos, não seria confortável recebe-lo de blusa e calcinha.
Estava saindo do quarto quando ouvi a campainha. Me apressei para abrir a porta, e senti o meu corpo ser invadido por uma onda de calor intenso quando os nossos olhos se cruzaram, ele estava com o olhar intenso, e decidido.


-Entra!<disse depois de "despertar">

-Esta ocupada?... Desculpa ter aparecido assim do nada, mas e que eu precisava falar com voçe!

-Esta tudo bem!... Senta!<apontei o sofá para ele>... Quer alguma coisa?

-Só quero conversar com voçe, mais nada!<ele estava extremamente serio>

-Nossa, deve ser serio!<me sentei em uma poltrona distante dele>... Diga!

-Hoje de tarde eu vi as fotos de vocês dois juntos!

-Hum!<respirei fundo>... E?

-Vocês estão realmente juntos?

-E se estivermos?

-Ele e um pirralho Clara...

-Pirralho?<sorri irônica>... Faça-ma o favor Bruno!

-Estou mentindo?... Ele deve ter o que, uns 26 anos?

-24!<o encarei>

-24?... Clara, ele e uma criança...

-Esta me chamando de velha?<arqueei a sobrancelha>

-Não!<se apresou em responder>... Voçe não e mulher para ele!

-E quem é voçe, para me dizer para quem eu posso ser, ou não?<ele me encarou surpreso respirando fundo em seguida>

-O cara que não para de pensar em voçe, o cara que ainda e apaixonado por voçe, o cara que sente a sua falta, que sente falta de te abraçar, te beijar, de ter voçe ao lado!<ele se levantou do sofá se abaixando a minha frente>... O cara que esta ficando doido, por estar longe da mulher que consegue lhe fazer perder o sono, e que não aguenta mais este tempo todo longe de voçe!

-Bruno...

-Só me diz uma coisa, vocês estão juntos?<olhei dentro dos seus olhos>

-Não, saímos como amigos ontem, não aconteceu nada alem de um beijo, mais nada!<balancei a cabeça em negação, e ele sorriu>

-Eu não suporto mais este tempo...

-Bruno, eu...

-Por favor, me diz o que esta acontecendo, o que aconteceu para voçe ter que ficar tanto tempo assim me ignorando!... Ainda esta com raiva do que aconteceu?... Por eu não ter te atendido, ou por se sentir insegura ao meu lado, podemos tentar mudar isso...

-Não, para Bruno, por favor!... A culpa e minha, toda minha, completamente minha!

-Voçe só diz isso, e me deixa sem entender...

-O que eu posso te dizer, e que eu me decepcionei muito, e eu só estou tentando recolher os meus cacos, recolher o que sobrou de mim, e tentar concertar!<senti os meus olhos arderem>

-Me deixe te ajudar?

-Não e tão fácil assim...

-E sim, e só voçe deixar!... Só saberemos se sera fácil ou não, se voçe me deixar tentar!

-Ele me...

Senti as palavras travarem na minha garganta, eu não iria conseguir, era tão vergonhoso para mim.

-Ele o que Clara?... Me fala?

-Tem outra família!

-Como assim, outra família?... Depois que voçe veio pra cá, ele arrumou outra pessoa?

-Não!... Antes fosse isso, e muito pior!<fechei os olhos com força>

-Eu sinto muito, sei que voçe o amava...

-Shiiii!<coloquei os dedos em seus lábios com os olhos ainda fechados>... Isso e uma das coisas que mais me arrependo de um dia ter dito!<o olhei com pesar, e ele me encarava>... Me perdoa por ter falado tantas vezes que o amava para voçe?... Me perdoa Bruno, por favor?

-Clara!<ele me abraçou>... Não precisa, só me deixa te ajudar, não sei do que precisa, mas me deixe te ajudar?

-Ele tem uma filha!<sorri sem humor, e ele me encarou>... A menina e linda, parece um anjinho de tão perfeita!

-Mas...

-Ele tem outra família a sete anos Bruno!<ele me encarou surpreso>... Eu vivi uma mentira, vivi uma ilusão, vivi uma palhaçada!<coloquei as mãos no rosto sem conseguir conter as lagrimas>

-Minha querida, eu estou aqui!<me abraçou>... Eu sinto tanto!

-Eu me odeio por te-lo amado, eu me odeio por te-lo defendido, eu me odeio por ter colocado a minha cara a tapa, me sinto espancada, e queimada na minha própria ilusão, na minha própria brincadeira de casinha, por que foi exatamente isso que eu vivi!

-Não fala assim meu anjo!<me sentei no chão ao seu lado>... Como voçe descobriu?<ele beijou a minha cabeça enquanto me espremia em seus braços>  

-Eu vi, vi com os meus próprios olhos no dia de natal!... Eu sai com a Luíza, e o Edu, para espairecer um pouco, ainda me sentia culpada por te-lo traído com voçe!<sorri irônica sentindo o conforto delicioso de seus braços>... Estava triste, e achando que merecia tudo o que ouvi, e senti!<a minha voz embargou>...Eu anulei a minha vida por ele, eu desisti dos meus sonhos por que, já que ele não os apoiava, eu fui submissa a ele todos estes anos, achei que era uma boa mulher, mesmo recebendo as suas migalhas, e me achando abençoada por ter o resto que ele me oferecia!... Me neguei a sair com amigos, me afastei da minha irma, por que eles não se davam bem...! <respirei fundo>... Chega, eu não quero mais falar sobre isso!<segurei em sua camisa com força, ainda chorando>

-Tudo bem, olha pra mim!<segurou o meu rosto>... Era isso?... E isso que esta te afastando de mim?<balancei a cabeça positivamente sem ter coragem de continuar>... Me deixa te ajudar a passar por tudo isso?... Me deixa estar ao seu lado, e te ajudar a cicatrizar esta ferida, te garanto que com ajuda, ela se fechara mais rápido...

-Não!... Não posso te manter nisso, eu preciso me curar sozinha...

-Não precisa, voçe sabe que não!... Voçe ainda sente o mesmo por mim?

-Eu ainda sou completamente apaixonada por voçe Bruno!

-Eu também sou completamente apaixonado por voçe Clara, e é isso o que importa...

-Eu sou uma mulher quebrada agora!

-Eu te ajudarei a colar cada pedacinho meu anjo!<permanecíamos sentados, e abraçados no chão>

-Não posso te obrigar a isso!

-Estou aqui por livre, e espontânea vontade minha querida, me oferecendo para te ajudar, em uma forma de retribuir tudo o que voçe fez por mim!

-Eu só te fiz mal...

-Onde?... Esta louca Clara?... Voçe me vez ver tanta coisa, sentir tanta coisa meu bem!

-Não estou preparada para viver como antes, ter um relacionamento aberto com voçe...

-Sabemos que já não tínhamos um relacionamento aberto, afinal eu morria de ciumes de voçe!... Ou melhor, ainda morro de ciumes, e eu descobri o quanto, hoje quando vi aquelas fotos!

-Paolo, e um amigo, um rapaz incrível, e educado!

-Parece que ele ganhou uma admiradora!<sorri sem entusiasmo>... Um esboço de sorriso neste lindo rosto?<arqueou a sobrancelha>

-Talvez!<acariciei a sua mão com o polegar>... O que tínhamos?

-Quando voçe foi para o Brasil?

-Sim!

-Talvez um relacionamento sem denominação!... Mas agora voçe esta livre, não esta?

-Estou!

-Podemos denomina-lo, o que acha?

-O que voçe esta insinuando?<o encarei>

-Nada, eu só quero continuar de onde paramos, com voçe apaixonada por mim, e eu completamente apaixonado por voçe!

-Voçe me perdoa por não ter te ligado em seguida?... Por ter deixado voçe na divida, e por isso ter acabado pensando o que pensou?<insisti em ter o seu perdão, era o certo a se fazer>

-Voçe me perdoa por não ter te atendido quando voçe me ligou, por não ter respondido quando voçe mandou um SMS, por ter te tratado mal quando ligou por Skype, por não ter te esperado para conversar, voçe ter me encontrado com outra mulher quando voltou, e pelo mais importante!... Ter insinuado que voçe era...

-Sim!<ele colou a sua testa na minha respirando fundo>

-Então acabou, acabou esta louca distancia, este afastamento, esta dor, chega!

-Meu querido!<o abracei. Era libertador>

-Me da um beijo?... Sinto saudades dos seus lábios!

Passei a mão no seu rosto, me virando melhor, e ficando de frente para ele. Uma de suas mãos se mantinha firme, em minha cintura, me mantendo bem próxima ao seu corpo. Passei uma de minhas mãos em seu pescoço, me ajoelhando a sua frente. Com as duas mãos ele me fez sentar em seu colo, e em seguida senti a sensação de ter os seus lábios nos meus novamente, sem ser em um selinho apressado.
A sua boca permanecia deliciosa, os seus braços tinham o mesmo calor, e pela primeira vez desde que fui para o Brasil, eu me senti bem, me senti confortável, me senti. "Feliz".