Parte Clara
Ate quando o destino tem que me lembrar como sou azarada?
Quando eu iria provavelmente arrancar alguma coisa do Bruno, a Namorada dele tinha que aparecer, e claro da forma mais arrogante, e menosprezadora possível. Logo de cara já me senti acuada por ela, eu poderia muito bem ter sido grosseira e ter respondido a ela, mas infelizmente ela e a namorada do meu chefe, e eu preciso muito deste contrato, mesmo tendo quase o perdido a alguns minutos atrás. Pensei no meu filho, e na certeza de estar aqui por ele, e uma mãe acaba se sujeitando a muitas coisas por causa de um filho, por isso, eu simplesmente decidi ignorar o seu comentário, e me retirar.
Estava na porta do elevador quando vi o Bruno se aproximando, por sorte estava muito longe, e não daria tempo dele me alcançar, e subir no mesmo elevador que eu. Assim que ele parou no térreo, entrei e apertei incessantemente o botão do 22° andar, eu so queria sair dali o mais rápido possível, porem para a o meu azar, ele parou 4 vezes sem entrar ninguém, e isso so fazia a ansiedade de me esconder na minha “toca” o mais rápido possível aumentar ainda mais.
Eu sempre fui assim, talvez pelo fato de sempre ter sofrido com o preconceito, por não ter o corpo idêntico ao de todas as meninas, eu sempre fui muito menosprezada, sempre ficava em ultimo na educação física, ou era zoada na hora do intervalo da escola por estar lanchando, ou ate mesmo se eu bebesse um suco já era motivos de passar o resto do dia aturando piadinhas sem graça. E isso acabou se tornando um trauma muito duro para mim, trauma este que eu tenho medo de nunca acabar. As pessoas quando querem, conseguem ser muito duras, muito frias, e más.
Cheguei no vigésimo segundo andar, e caminhei apressadamente ate a porta do meu quarto, e quando estava passando a chave, ouvi o outro elevador se abrir, e alguém sair dele a passos largos.
-Clara, me espera!<ouvi a sua voz ecoar no corredor>
Me apressei com a chave, destrancando a porta, e em seguida entrei me trancando novamente. Encostei o corpo na porta, e senti as primeiras lagrimas rolarem, lagrimas estas que eu estava segurando desde a nossa conversa na piscina. Era difícil para mim, estar me vendo passar por tudo o que eu tinha passado a anos atras, era duro demais reviver este passado tão difícil, que eu tinha certeza de que já tinha superado, mas hoje, eu vi que ele estava apenas mascarado, e que eu ainda sofro muito com isso.
-Clara, abre a porta, por favor?<disse enquanto batia incessantemente>... Me deixe falar com você?
-Não temos nada para falar, Bruno, esta tudo bem!<disse controlando o meu tom de voz para demonstrar que estava tudo bem>
-Eu sei que não esta!... Clara, abre, por favor?<ele ainda batia na porta>...Tah, se voçe não quer abrir, eu vou falar assim mesmo!<disse eu me apoiei de frente para a porta, tentando ouvir bem as suas palavras>... Me desculpa, desculpa por ela, por mim, você não merece ter ouvido o que ouviu, você e muito superior a tudo isso!<fechei bem os olhos sentindo as lagrimas escorrerem>... Clara, eu sinto muito pela forma que tratei na piscina, como foi duro, e acabei falando o que não deveria!... E claro que eu não vou romper o nosso contrato, eu seria louco se fizesse isso, eu não encontraria ninguém melhor do que voçe para fazer isso, para fazer este manuscrito, para realizar esta minha vontade!... E sim, eu quero mais de voçe...
-Eu não acredito que você veio mesmo atrás desta mulher?... O seu nível esta caindo demais, e para você esta correndo atrás dela desta forma, e por que já levou para a cama esta...
-Cala a boca Hether!... Quando você se tornou isso, desrespeitosa com as pessoas, grosseira...
Eu não queria ficar ouvindo a briga deles, eu não quero me meter, so quero ficar no meu canto, nada mais. Me afastei da porta, mas mesmo assim ainda conseguia ouvir os múrmuros deles do lado de fora. Escondi o rosto entre as mãos, me sentando na cama, desejando abrir os olhos e ver que nada disso era verdade, e que eu estava em casa, com o meu filho, como meu marido, no abrigo dos seus braços, e não sendo acusada de estar dormindo com o namorado do outros. Sinceramente, a ideia de estar nos braços do meu marido, nunca pareceu tão atrativa nas ultimas semanas. "E sim, eu quero mais de voçe..." o que ele queria dizer com isso, o que mais eu posso fazer para que ambos fiquem satisfeitos com o meu trabalho? Fui despertada dos meus lamentos por uma outra voz familiar batendo na porta.
-Clara, abre a porta amor!<Greg?Me levantei me aproximando novamente da porta>... Abre a porta querida, esta tudo bem, me deixe entrar!
Percebi que ele me chamava de amor, e querida para mostrar a ela que eu não estava dormindo com o Bruno, por quê estaríamos juntos. Hesitei, sim, eu hesitei, não me interessava o que ela achava em relação a mim, e ao namorada dela, a minha consciência estava tranquila quanto a isso, eu so estou assim, por que ela remexeu no meu passado, e ele sempre foi muito duro comigo, e nem de longe e uma boa lembrança.
-Clara abre a porta!<ouvi a voz do Bruno>
-Ela parece uma pobre coitada, que precisa de marmanjos para defendê-la!<ouvi a sua voz novamente>
-Por favor, Hether, eu te respeito muito, mas não admito que você fale assim com a minha namorada, ela não te fez nada, eu tenho certeza!
-Ela e bem o seu tipinho mesmo, estranha, e gorda!
-HETHER, EU ESTOU PERDENDO A PACIÊNCIA COM VOCÊ!
-NÃO GRITA COMIGO BRUNO!
-ENTÃO PARA DE FICAR FALANDO BESTEIRAS!
-Clara!<Greg bateu novamente e eu abri a porta>... Meu amor, não chora!<me puxou para um abraço. Olhei de relance para o Bruno, e o seu olhar era indecifrável, uma mistura de pesar, com raiva, e decepção>
-Coitadinha, ela esta chorando...
-Olha aqui Hether, você não me conhece, você não tem noção de tudo o que eu passei pela minha vida para estar aqui, para estar realizando o meu sonho, o sonho de estar trabalhando com o Bruno, que e um cara que sempre admirei, e sempre cultivei um enorme carinho pelo seu trabalho, e a sua pessoa!<a encarei da mesma forma que ela fazia>... Eu tenho a minha consciência tranquila, de que eu não fiz nada do que você nos acusou, mas se voçe não se garante o suficiente para ter, e segurar o seu namorado, não desconte as suas frustrações em mim!<o meu corpo inteiro tremia>... Eu estou aqui para trabalhar, e se voçe continuar a me fazer acusações descabidas, eu terei que tomar outras providencias!
-E o que voçe faria sua...
-Primeiro meteria a mão na sua cara chupada, sua magrela ridícula!
-Ridícula e voçe sua obe...
-CHEGA PORRA!<ele gritou novamente>
-Eu quero a quebra de contrato!<olhei para o Bruno limpando uma possível lagrima em meu rosto>

-Nem sonhando!<ele rebateu na hora>
-Eu quero!
-Mas eu não quero!
-Bruno isso não vai dar certo!<senti os braços do Greg me envolver em seu abraço>
-Deu certo ate agora, por que não daria mais?
-Escuta aqui, não me interessa o que você passou, ou deixou de passar no seu passado que não me interessa!<se aproximou de mim>... Eu não fui com a sua cara!
-Parece que enfim combinamos em alguma coisa!<a encarei e sorri cinicamente>... Sinceramente, eu não sei como alguém te suporta!
-VOCÊ E MUITO ABUSADA SUA VA...
-CHEGA!<Bruno a segurou>... VAMOS EMBORA!<a arrastou pelo corredor ate o quarto ao lado>
-Vem, você esta tremendo!<greg me abraçou ainda mais>
-Obrigada por ter vindo!<disse já dentro do quarto ouvindo ele bater a porta>... Mas não precisava!
-Imagina minha querida!... E precisava sim, eu a vi passar por mim como um foguete, e so vim ver o que estava acontecendo, e quando a ouvi acusando você, e o Bruno de terem dormido juntos, eu resolvi me meter, afinal os boatos do hotel não e que somos namorados?<me encarou>... Não quero pagar de corno!<sorrimos>
-So você mesmo!<o abracei>... Eu te amo meu amigo!
-Eu também Clarinha!<me encarou sorrindo, e beijando a minha testa>
-Vou tomar um banho!
-Eu vou pedir o jantar, posso comer aqui com você?
-Eu estou sem fome!
-Vou pedir!<me ignorou completamente>
-Greg...
-Rosbife com batata, ou você prefere so arroz?<disse já com o telefone no ouvido>
-Uma fruta?
-Vou pedir com batata!<revirei os olhos e entrei no banheiro com a minha roupa de dormir, e uma toalha vendo que seria impossível insistir com ele>
Entrei no banheiro, tranquei a porta, e me olhei no espelho, e observado o meu reflexo agora adulta, varias memórias do tempo de escola vieram com tudo na minha cabeça, de quando era encurralada pelos meninos na parede dos corredores da escola, me chamando de vários apelidos ofensivos, alem de receber olhares de pena, e de nojo das meninas mais bonitas da escola. Não tenho coisas boa para lembrar da minha infância, nem da minha época de escola, e muito menos da casa em que cresci.
Retirando peça por peça da minha roupa ficando sem absolutamente nada, ainda me olhando no espelho, vi uma mulher que venceu muita coisa, e que aprendeu a se aceitar aos poucos da forma que e, que aprende a cada dia que não há nada melhor do que um dia apos o outro, e que o outro dia pode ser bem melhor do que o de hoje. Tomei o meu banho, e quando estava quase terminando, ouvi batidas na porta.
-Clara, esta tudo bem minha querida?... O jantar chegou!<respirei fundo>
-Sim, esta tudo bem, já vou me vestir!
Fiz a minha rotina de todos os dias quando termino o meu banho, passei hidratante, o meu perfume, por que e sempre bom dormir perfumada, mesmo que seja para você mesma. Coloquei a minha lingerie, uma blusa de algodão, assim como uma bermuda curta de dormir do mesmo tecido, prendi o cabelo que estavam enormes diga-se de passagem, em um rabo de cavalo.
-Esta na hora de cortar os cabelos!<eles ja estavam batendo, na linha do quadril>... Pronto, estou pronta para dormir!<disse saindo do banheiro>
-Ate que enfim, não aguentava mais ficar ouvindo a briga destes dois sozinho!<apontou para a parede>
-Ela e mais arrogante do que a sua cara demonstra ser!<disse me sentando, e ouvindo eles brigarem ainda mais alto>
-Você ainda não viu nada!<se levantou da cama>... Montei a nossa mesa de jantar bem aqui!<abriu a varanda>
-Você e um fofo!<me levantei>
-Gostei da sua roupa para o jantar, e tão... Sexy?
-Sim, me vesti para voçe!<dei uma voltinha sorrindo>
-Meu Deus!<colocou a mão no peito dramaticamente>... Vou ter que me decidir, se janto, ou se olho para voçe!
-Palhaço!... Eu não estou com fome!<lamentei>
-Mas você vai comer, nem que seja um pouco!
Nos acomodamos nas cadeiras da varanda, ele me serviu um suco de abacaxi com hortelã, e a ele de uma taça de vinho tinto, que claro, eu dei algumas goladas, por que vinho e o meu ponto fraco.
A noite estava linda, o céu estava estrelado, a lua estava perfeita, e se não fossemos so amigos, poderiam garantir que era um jantar romântico. O Greg era um amigo de todas as horas, todos os momentos, e quem diz que não se pode existir amizade entre homem e mulher esta mentindo. E por incrível que pareça, eu acho que ela se fortificou ainda mais após uma noite de ontem. Eu sinto que posso confiar ainda mais nele, que estou segura ao seu lado, e que ele jamais deixara que algo de ruim aconteça comigo, e que alem de tudo, ele jamais contrariara uma vontade minha. Ele e o homem perfeito.
Tínhamos terminado o jantar, o copeiro já tinha vindo buscar as coisas, eu segui para o banheiro para escovar os dentes, e ele apareceu na porta, me encarando através do espelho.
-Da para parar de olhar para a minha bunda?<impliquei>
-Desculpa, so estava admirando!<sorrimos, e só ai ele realmente olhou, mordendo os lábios de forma exagerada nos fazendo sorrir>
-Bobo!
-Vou indo, vai ficar tudo bem?
-Não!<disse depois de terminar>... Assiste um filme comigo?
-A esta hora?<olhou o relógio>... Ja e mais de dez da noite!
-Por favor?... So um!
-Ta bom!<sorri o abraçando>... Mas, eu vou no meu quarto, para escovar os dentes!
-Tem escovas novinhas aqui!<abri a gaveta>
-Ai, Clara, você realmente me ama!<sorriu pegando uma delas>
-Ainda bem que voçe sabe! <lhe dei um beijo n o rosto>
Segui para a cama, me deitei peguei o controle, e comecei a escolher algum filme qualquer. Quando ele voltou, retirou a camisa e se deitou ao meu lado, e começamos a assistir a um filme de comedia qualquer. Sorrimos durante boa parte do filme, trocamos carinhos, que revezavam entre carinhos completamente inocentes, como um cafune, ou um abraço. Não me lembro de muita coisa, só sei que acabei dormindo em seu peito, novamente.
(...)
Os dias seguintes foram de viagens, shows atrás de shows, e poucos dias de descanso, e claro, alem de ter a minha rotina puxada de observação, escrever, aturar os olhares da peçonhenta da namorada dele, e ainda ter tempo disponível para receber o Bruno, de cara bonita muitas vezes as duas da manha, e claro tentando ser ainda mais profissional do que no inicio, sendo fechada, e sem dar espaço para as suas indiretas, e frases de duplo sentido, que mesmo com a namorada próximo, e muitas vezes no quarto ao lado, ele não deixava de fazer.
-Agora você vai ficar assim de birra comigo?<perguntou sentado na minha cama, enquanto eu admirava a vista da Inglaterra pela janela>... Estou falando com você!<foi firme>
-E o melhor a se fazer não?<o encarei momentaneamente>... E eu não estou de birra, so não quero ser acusada de ter dormido com voçe novamente, sem ter feito nada nem parecido!<disse rudemente>
Ele não disse nada, apenas ouvi os seus passos pelo quarto, e em seguida a porta se abrindo, e se batendo com muita violência. Respirei fundo, e mesmo não gostando de trabalhar desta forma, pois eu não rendia o suficiente, achava que era o melhor a se fazer no momento.
Naquela mesma noite eu ouvi eles brigando, e desta vez parecia ainda mais serio do que das outras, que claro revezavam entre dias de brigas, e dias de gemidos, e gritos de prazer, ela parecia mais escandalosa do que as outras vadias que ele levava para o quarto. Mas depois da terceira vez em que ela urrava, eu conclui que era única e exclusivamente para me provocar, mas quebre ela a cara, não estava adiantando.
Já disse que sou péssima mentirosa?
Mesmo não sendo uma coisa certa a se fazer, era impossível não cultivar algo a mais por ele, nem que fosse la no fundo, no lugar mais escuro, e escondido do meu peito, lugar este que nem eu mesmo queria encontrar, mas ele estava la, e sempre que ele transava com as vadias, ou com a namorada dele, este sentimento insignificante sempre queria dar as caras, mas eu tratava logo de expulsa-lo com todas as minhas forças, e de tanto fazer isso, acho que ele se esvaiu de vez.
(...)
Hoje era dia 07 de outubro, estamos na Inglaterra, e estamos na correria, por que amanha ele tem show, e no dia seguinte também. E como o Bruno não e nada festeiro, ele resolveu comemorar o aniversario hoje, amanha, e dia nove. E muito pique.
Estava fazendo as minhas observações no Backstreet, enquanto eles passavam o som para o dia seguinte. O Bruno estava cantando If I Knew, enquanto afinava o seu violão, quando me assustei com o Ryan se aproximando de mim, me pedindo um favor.
-Clara, minha querida Clara!
-Desembucha! <sorrimos>
-Se caso não for atrapalhar o seu trabalho, você poderia comprar três café, um maquiato, e algo para você?<sorriu>
-Dispenso o meu, mas vou sim, contanto que vocês não decidam quebrar os instrumentos na cabeça um do outro, por quê isso ficaria ótimo no manuscrito!<disse baixinho, como se fosse um segredo>
-Pode deixar, vou deixá-los acorrentados enquanto voçe estiver fora!<sorrimos>
-Ryan, pediu para trazer o meu café gelado com creme de avelã?<sinceramente a voz desta mulher me da nos nervos>
-Não Hether!
-Então peça...
-Não, ela não vai trazer nada, se você quiser levanta e vai buscar, afinal não esta fazendo nada de bom!<disse Bruno do palco. E impressão minha ou agora ele deu para me defender?>
-E ela também não esta fazendo absolutamente nada!
-Desculpas Hether, mas ela esta sim!<disse Ryan. Okey, acho que tem algo na água deste povo>
-A é, o que ela faz de tão importante, a não ser receber o meu namorado no quarto dela durante a noite?
-Estamos trabalhando!<tentei me defender>
-Sei, trabalhando, eu sei o trabalho de vocês...
-PUTA QUE PARIU!<Bruno gritou do palco>... CHEGA HETHER, VOCÊ ESTA ENCHENDO O SACO SINCERAMENTE... VAI EMBORA, POR FAVOR!<esticou o braço apontando para fora da arena>
-EU NÃO VOU A LUGAR NENHUM SEM VOCÊ...
-VAI EMBORA, EU JÁ PERDI TODA A MINHA PACIÊNCIA COM VOCÊ!... NÃO E DE HOJE QUE VOCÊ ESTA ME TIRANDO DO SERIO, A MINHA PACIÊNCIA JA SE ESGOTOU COM VOCÊ!... JÁ DEU HETHER, E QUANDO EU FALO VAI EMBORA, NÃO E PARA ME ESPERAR NO HOTEL, E PARA SAIR DAQUI, IR EMBORA DA MINHA VIDA, IR EMBORA DO MEU CAMINHO!... EU NÃO TE SUPORTO MAIS...
-VOCÊ ESTA TERMINANDO COMIGO BRUNO?... DEPOIS DE MAIS DE UM ANO DE RELACIONAMENTO?
-ESTOU, ESTA DIFÍCIL DE ENTENDER?... QUER QUE EU DESENHE?<neste momento não se ouvia nem o zumbido de uma mosca>
Ela me olhou com os olhos fumegantes de raiva, bufou algumas vezes e simplesmente saiu prometendo que não ficaria simples assim.
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