terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Good Morning! cap 34


Parte Bruno

Estava no meio de uma bela “conversa” com a Clara no corredor, quase a convencendo de entrar no meu quarto, para começar a noite bem, muito bem na realidade. Quando a porra do meu celular começa a tocar, e para a minha infelicidade, era a Hether.

-O que voçe ainda quer comigo mulher?

-Estou te dando a oportunidade de se redimir comigo, me pedir desculpas, e dizer que esta sentindo a minha falta!<isso e brincadeira ne?>

-Claro, como eu fui um idiota!... Minha querida Hether, eu jamais vou te pedir desculpas, e eu não sinto a sua falta, na realidade, acho que já fazia muito tempo que eu não me sentia tão bem, e tão tranquilo sabia?

-Mas, Bruno...

-Mais nada Hether, eu quero distancia de voçe!

-BRUNO EU TE ODEIO, VOCÊ E UM DESGRAÇADO, E A ÚNICA COISA QUE EU QUERIA AGORA ERA QUE…

-Vai gritar com outro, comigo não!< disse jogando o celular na cama depois de ter desligado>

Escolhi uma roupa legal para colocar, eu queria estar muito gato, se bem que isso eu ja sou, mas ficar ainda mais não e crime, e?
Ja estava terminando de me arrumar quando ouvi o celular tocar pela vigésima vez seguida. Respirei fundo ja impaciente, segui para a cama onde ele se esgoelava, e o atendi.

-O que…

-VOCÊ DESLIGOU NA MINHA CARA SEU INFELIZ, NA MINHA CARA…

-Se voçe continuar a gritar, eu vou desligar de novo, e de novo, e de novo…

-Bruno eu te odeio…

-Voçe não e a primeira, entra na fila querida!... Sinto muito por voçe, so lamento!

-VOCÊ SE SEPAROU DE MIM, PARA FICAR COM AQUELA…

-ESCUTA AQUI, EU NÃO TE DEVO SATISFAÇÕES DA MINHA VIDA HETHER, EU FAÇO O QUE BEM ENTENDER, E QUER SABER, VAI PROCURAR OUTRO OTÁRIO PARA TE BANCAR, POR QUE ESTA FONTE AQUI MEU BEM, SECOU!

Mais uma vez desliguei o telefone na sua cara, terminei de me arrumar, e em poucos minutos estava saindo do quarto. Parece que desta vez ela compreendeu, e não voltou a me ligar.
Estávamos no agito da boate, como sempre um dos lugares que  eu mais me sentia bem, me sentia livre, me sentia em casa. She Knows do Ne-yo tocava em alto, e bom som, quando o Greg se aproximou de mim, para me dizer uma ideia que teve para comemorar o aniversário da Clara, e claro lhe dei a minha total atenção, combinamos algumas coisas que colocaríamos em pratica mais tarde.


 Depois de tocar com o DJ, cantar para todos presentes, beber algumas incontáveis doses de whisky, eu estava na areá VIP com os caras, e como sempre rodeados de mulheres, as portuguesas eram muito lindas, e dançavam muito bem, principalmente quando queria atrair algum homem para si.
Me aproximei de uma morena muito linda, começamos a conversar, pois por sorte ela tinha um inglês perfeito, e já tinha morado alguns anos em Memphis, ao menos foi o que eu entendi, ja que toda a minha atenção era de seu corpo. Sarah era o seu nome, foi a única coisa que entendi claramente, afinal ela disse rente ao meu ouvido, com uma voz deliciosamente sexy.

-Aceita uma bebida?<sim, eu já tinha escolhido a minha gata da noite>

-Quero um sex on the beach!

-Por favor, um Whyski, e um sex on the beat, por favor!... A gata esta sozinha na balada?

-Vim com duas amiga, mas elas já se enturmaram por ai!

-Então não teria problema, se eu te convidasse para ir a um local mais reservado não e?<perguntei e em seguida a nossa bebida chegou>

-Claro que não!<sorriu de canto>

-Ótimo!

Enquanto conversávamos a boate ia se animando ainda mais, as musicas estavam ficando cada vez melhores, então, decidimos dançar um pouco, digamos que eu queria sentir o que a gata teria ame oferecer. A morena dançava bem, ela sabia mexer bem a bunda que tinha, era gostosa, e sem duvidas saberia fazer um estrago na cama. Digamos que eu estava muito curioso para sentir tudo aquilo.
Enquanto dançávamos eu a puxei para um beijo, que começou tranquilo, mas logo foi esquentando, e em poucos segundos as nossas mãos já se perdiam em nossos corpos. Nos encostamos em uma das paredes escuras da boate, as minhas mãos alisavam o seu corpo, e logo achei a barra do seu vestido, o suspendendo um pouco apertando a sua bunda com vontade, ela gemeu baixo no meu ouvido, e me apertou mais contra o seu corpo. A minha calça ja estava completamente apertada, e a única coisa que eu queria era ter aquela mulher, nem que fosse ali mesmo encostado naquela parede, porem, ela conhecia o lugar melhor do que eu.
Ela nos guiou ate uma sala de luz negra, onde se tinha mais uns dois casais, que estavam fazendo a mesma coisa que estávamos super a fim de fazer, mas estava cada um em um canto, e definitivamente mesmo se voçe quisesse não conseguiria ver o rosto de ninguém.


Sentamos em um sofá de cor fluorescente, e logo em seguida ela se acomodou em meu colo, voltando a me beijar intensamente, a mulher tinha um fogo incrível, e eu estava louco para experimentar muito mais do que ela poderia me oferecer. Ela abriu a minha calça, e em poucos segundos, já estava desfrutando da sua boca, em um boquete incrível, puta que pariu que boca boa de foder.
 Bem, este foi o meu pensamento no inicio, por que depois. Ela ate que sabia beijar muito bem, e estava fazendo um bom trabalho, mas do nada, ela pareceu perder o controle com os dentes, e acabou me arranhando algumas vezes, então inventei uma desculpa de que estava quase gozando e pedi que ela parasse.
Coloquei um preservativo, e logo em seguida ela se acomodou em meu colo, e eu a penetrei com vontade. Bem, eu estava com vontade, mas digamos que ela só era gostosa por fora, não senti tesão em estar com ela, pelo contrario, eu queria terminar logo, me despedir, e ir cada um para o seu canto, na realidade, neste exato momento eu queria era ir para o hotel, tomar um banho, e ir para um certo quarto.
Tratei logo de dar-lhe prazer a masturbando, queria poder sair logo dali, mas e claro, sem prejudicar a minha imagem perante ela.
Depois que ela gozou, e a coloquei apoiada no sofá, e a penetrei com força, indo o mais fundo que conseguia, a fazendo gritar de verdade, segurei em seus cabelos, investindo o mais rápido que consegui, ate chegar ao orgasmo, um dos mais rápidos, e propositais que já tive.
Me despedi dela ali mesmo, disse que precisava voltar para a área VIP, pois teria que ir embora mais cedo, e sai do local sem ao menos espera-la. A mulher não tinha nenhum problema, eu assumo, ela era linda, era gostosa, mas sei la, eu não me senti bem com ela, não era ela que eu queria, na realidade, não era a sua boca, não era o seu toque, eu queria algo mais, estava sentindo falta de algo a mais.

Voltei para a área VIP, e disse que estava me sentindo mal, olhei para a hora e acabara de marcar 4 da manha, tinha ficado pouco mais de duas horas na boate, acho que já era o suficiente. Chamei o Dre, e em poucos minutos estávamos voltando para o hotel, apenas nos dois, já que os caras iriam ficar por la ainda.
Chegamos no hotel, e eu segui direto para o meu quarto, tirei a minha roupa tomei um banho bem tomado, quase deixei a minha pele no box, não queria ficar com o cheiro da mulher da boate no corpo.
Coloquei uma calça de moletom cinza, uma camisa branca, com o moletom por cima, calcei o chinelo, e fui ate a minha mala, peguei uma caixinha retangular fina, e coloquei no bolso, peguei a chave do seu quarto, a do meu, e sai em seguida, trancando a minha porta.
Olhei para os dois lados do corredor, parei na sua porta, e a abri devagar tentando não fazer barulho, não queria acorda-la afinal, já era muito tarde, porem para a minha surpresa ela ainda estava acordada, sentada na escrivadinha do quarto trabalhando. Sorri, ao ver que ela sorria mesmo sem desviar o olhar para a minha direção, provavelmente já tinha notado a minha presença no quarto. Ela retirou o fone do ouvido, e respirou fundo.


-04:50 da manha, não era para voçe estar na balada?

-04:50 da manha!<sorri>...  Não e hora de voçe estar dormindo?<parei atras da cadeira lhe dando um beijo no pescoço já que o seu cabelo estava preso em um coque>... Não sente sono?

-Sinto, na realidade eu ja ia para a cama descansar um pouco!... E voçe, o que houve?<virou para mim retirando os óculos>

-Voçe fica muito bonita de óculos!<sorri, e em seguida lhe dei um selinho>

-Obrigada!... O que houve, por que veio cedo?

-Não e cedo!<segui para  acama, e me deitei>... Só não queria mais ficar la na boate!<observei enquanto ela desligava o notebook>... Vem deitar!

-Já vou!... Só vou no banheiro escovar os dentes para dormir!<disse indo para o banheiro>

-Falou com a sua irma?<perguntei um pouco mais alto>

-Falei!... Falei a alguns minutos na realidade!

-E como ela esta?

-Bem!

-Hum!... E com o seu filho?

-Também, ele estava indo para a escola!<disse saindo do banheiro>

-E com ele?<a encarei>

-Ele?<me encarou, eu sei que ela sabe quem>

-Ele, Clara!<disse respirando fundo, e ela me encarou como se pedisse para que eu continuasse>... Seu marido, Clara!<disse aparentemente incomodado>

-A tah, ele não me ligou, e eu não liguei para ele, quem esta fazendo aniversário sou eu!

-E voçe acha que ele vai te ligar?

-Não sei!... Mas por que voçe esta tão interessado?<me encarou vindo para a cama>

-Por nada!<sorri vendo ela se deitar ao meu lado>... Vai dormir assim?

-Assim como?<intercalou o olhar entre o próprio corpo, e eu>

-Com as coxas de fora, pensei que fosse friorenta!

-Eu sou, mas e que eu não consigo dormir de calça!<sorriu se acomodando>...Como foi na  boate?

-Bem!

-Pegou quantas?<sorriu divertidamente>

-Voçe quer mesmo conversar sobre isso?<disse mais serio>

-Voçe me contaria?

-Não!

-Então não quero conversar sobre isso!... Vamos dormir, estou cansada!<disse se virando para o lado>

-Não ganho nem um beijo antes de dormir?

-Ganha!<se virou novamente para mim, me dando um beijo bom, um beijo saboroso, que ultimamente só ela sabia me dar>


Nos acomodamos na cama, ela ficou de costas para mim, eu a envolvi em um abraço, e em seguida nos rendemos ao sono.

Parte Clara



Acordei sentindo beijos pelo meu pescoço, nuca, costas, e rosto. Estava de barriga para baixo, e senti as suas mãos firmes me puxando contra si, virei o meu rosto para ele, e fui surpreendida com um beijo intenso, e cheio de intensões. Mas intensões.
Virei o meu corpo ficando de frente para ele sem quebrar o beijo. As suas mãos passeavam pelas minhas costas livremente, senti a minha pele arrepiar quando as suas mãos invadiram a minha blusa de dormir, as suas unhas curtas arranharam a minha pele, e os seus dentes cravaram em meu lábio inferior, me fazendo gemer baixo mediante a excitante dor que senti.

-Já vai fazer maldade comigo a esta hora da manha?<perguntei rente ao seu ouvido>

-Pelo contrario, hoje eu não vou ser mal com voçe, mas só por que e uma data especial!... Só por isso!<sorriu de canto>

-Só por isso?

-Somente!... Ah, e hoje, quem manda sou eu!

Ele colocou uma perna em cada lado do meu corpo, e retirou a blusa, pois já estava sem o moletom, repousei as minhas mãos na sua coxa, e ele sorriu. Segurou na barra da minha blusa a suspendendo deixando os meus seios a mostra, passou a blusa pelos meus braços, pegou as minhas duas mãos, já elevadas acima da minha cabeça, e as colocou sobre o seu peito, as puxando para baixo o fazendo acaricia-lo. Ele  pegou a minha blusa que ainda estava em sua mão, a colocou sobre o meu rosto, a deslisando pelo meu corpo. Franzi o cenho o encarando, e ele sorriu, mesmo sem me olhar diretamente, já que os seus olhos seguiam a blusa.

-O que voçe…

-Shiiii!

Ele elevou novamente os meus braços ate a minha cabeça, e deslisou as suas mãos pelos mesmos, passando por sima dos meus seios os apertando devagar, me fazendo gemer baixo novamente. Ele pegou a sua blusa que já estava em sima da cama, e simplesmente vendou os meus olhos, so com os olhos vendados, eu ja me senti completamente indefesa, semi nua, sem ter como me proteger, estava completamente a merce do seu toque.

-Por favor, deixe as mão quietas, tudo bem?

-Vou tentar!<sorri cruzando os meus dedos>

-Onde voçe quer que eu te beije?<preguntou rente ao meu ouvido>

-Eu não sei!<sorri>

-Não sabe?... Tudo bem, podemos ficar aqui o dia inteiro, ainda e oito da manha!

-Bruno… <choraminguei>

-Onde?

-Me surpreenda!<disse baixo>

-Boa escolha!

Me senti ainda mais vulnerável, e ansiosa quando não o senti mais em sima de mim, ou ao meu lado. Estar sem saber o que vai acontecer e algo agoniante, eu queria ver o que estava acontecendo, mas de certa forma estava adorando a ideia de ser surpreendida pelos seus toques.
Senti que ele tinha saído da cama, respirei fundo e senti a minha virilha praticamente arder quando senti a sua língua fazendo pequenos círculos em volta do meu mamilo. O meu corpo arqueou com a surpresa em não sentir mais nenhum toque a não ser o da sua língua. Ele chupava o meu seio, mordiscava e beijava, mas foi impossível conter um gemido mais alto quando senti um chupão ser desferido na região.

-Caralho, isso e muito bom!<saiu quase como um gemido>

-Eu sei que você gosta!<mordiscou a minha orelha, e por puro impulso eu segurei em seus cabelos>... Eu pedi para ficar quietinha!<segurou os meus pulsos colocando acima da minha cabeça novamente>

-Desculpa, mas eu quero te tocar!

-Voçe vai querida!<beijou os meus lábios>

Senti os seus lábios no meu pescoço, colo, entre os seios, percorrendo uma trilha deliciosa ate abaixo do meu umbigo. Novamente. Senti os seus dedos no elástico da minha bermuda a puxando para baixo, e em seguida deslisando pelas minhas pernas.

-Definitivamente, eu adoro esta sua mania de dormir sem calcinha, facilita tanto a minha vida!<o ouvi sorrir>

Não respondi absolutamente nada, apenas fiquei imóvel, a espera do seu próximo toque, que veio logo em seguida. Senti os seus lábios distribuindo selinhos pela minha virilha, o meu corpo aqueceu instantaneamente como brasa, e os meus seios ficaram ainda mais rígidos, quando ele afastou as minhas pernas, me deixando completamente a sua disposição. Senti ele se aproximar, já que a sua respiração, batia na minha virilha, e me deixava completamente arrepiada, me fazendo arquear de ansiedade.

-Bruno?

-Hum?

-Posso tocar nos meus seios?<pedi>

-Hum...<penou>... Pode!

-Ai, porra!<saiu como um gemido quando o seu dedo ameaçou me penetrar>

 Senti o meu corpo inteiro travar quando a sua boca quente tocou o meu clitóris, a sua linga apressada se movia de um jeito que me deixava sem fala. Sem conseguir prever os seus movimentos, era impossível conseguir relaxar mediante a surpresa do seu toque. Senti a sua boca se afastar de mim, vontade louca de gritar em protesto entalou na minha garganta, eu queria mais, eu precisava de mais, porem logo em seguida senti vagarosamente o seu dedo passar por mim, em um carinho delicioso, era algo muito suave, mas que estava ajudando para me deixar ainda mais excitada. Apos deslisar pela minha virilha, acariciar-me deliciosamente, o senti se acomodar com dois dedos dentro de mim, respirei fundo, e logo em seguida o meu corpo se arrepiou novamente com o novo toque dos seus lábios no meu clitóris. Com a sua língua apressada me dando prazer, me explorando como so ele havia conseguido fazer ate agora, senti o meu corpo aquecer mais, e mais. Aquele calor era delicioso, calor este, que eu tinha reaprendido o significado nos seus braços.


Os gemidos começaram a ficar incontroláveis, eu queria gritar o seu nome, e lhe mostrar o quão prazeroso estava sendo, estar novamente com ele, mas me contive em manter apenas os sussurros.

-Bruno… Por favor!... Eu vou…

A sua resposta veio da forma mais deliciosa possível. Ouvi o barulho metálico do preservativo, e segundos depois o senti me invadir de uma vez, sem um pingo de delicadeza, me fazendo soltar um grito contido devido a surpresa da sua investida, e o fato de ainda estar vendada, deixava tudo ainda mais excitante. Sendo impossível de me segurar, gemi alto novamente, quando cheguei ao orgasmo,  segurei firme na fronha sentindo o meu corpo responder a orgasmo que sempre era violento.
As suas mãos seguravam firmemente em minhas coxas, enquanto o sentia ir ainda mais fundo, mais firme, mais duro dentro de mim. As suas mãos enterradas na minha pele, a sua respiração forte, cada toque, cada sensação, era uma coisa nova, era simplesmente delicioso.

-Vem Clarinha!<disse e senti a sua mão na camisa a retirando dos meus olhos>... Eu preciso de voçe, e só voçe sabe fazer como eu gosto!<disse sentando na cama, me fazendo sentar em seu colo>

-Só eu?<sorri envolvendo os meus braços em seu pescoço>

-Só voçe!<mordeu o lábio e em seguida me deu um beijo quente, e violento>

-Assim eu vou acreditar… Chefe!<lembrei do seu pedido>

-Isso, chefe, sou eu mesmo que mando!... E para acreditar mesmo!

Me acomodei em seu colo, me sentindo ser deliciosa invadida, e logo estávamos aproveitando do nosso melhor. As suas mãos estavam espalhadas pelo meu corpo, os meus olhos não conseguiam se manter abertos, a sua boca no meu pescoço, desferindo mordidas intercaladas entre beijos e chupões, me deixavam completamente louca. Comecei a me movimentar em seu colo nos dando ainda mais prazer.

-Que delicia, como e gostosa!... Olha pra mim?<pediu>

-Não consigo!<disse apoiando a minha cabeça no seu ombro>

-Olha pra mim!<puxou o meu cabelo me fazendo encara-lo>... Voçe me deixa louco de tesão!<as suas palavras fizeram o corpo praticamente pegar fogo>... Voçe e uma delicia!

-Voçe também!<sorri, e ele me beijou>

Intensifiquei os meus movimentos, com os nossos corpos em uma posição mais confortável, nos proporcionando ainda mais prazer. Estávamos suados, ofegantes, completamente entregues aos prazeres um do outro, ele me fazia bem, e conseguia me fazer sentir mais especial, mesmo sendo momentaneamente.
Sentindo o meu corpo voltar a aquecer de desejo, me entreguei a ele novamente, e desta vez eu não cheguei ao orgasmo sozinha, ja que ele puxou a minha nuca para mais próximo, selando os nossos lábios em um beijo, fazendo com que os nossos gemidos se perdessem no nosso desejo. A sua boca deliciosa ainda explorava a minha, a sua mão permanecia na minha nuca me puxando ainda mais contra si, os nossos corpos permaneciam conectados, o tesão continuava ali, ainda nos desejávamos, mas a  noite mal dormida, acho que falava mais alto entre nos dois. Quebramos o beijo com selinhos, e eu sorri.

-Feliz aniversario, mais uma vez!

-Obrigada, acho que nunca acordei tão bem servida no dia do meu aniversário!

-Se depender de mim, sempre acordara bem servida, sendo datas comemorativas ou não!<sorriu>... Ao menos enquanto ainda estiver aqui!... Estou pensando sinceramente em estender o seu contrato!

-E mesmo?<sorrimos>... E para quanto tempo?

-Vitalicio talvez!<gargalhei>

-Voçe enjoaria rápido de mim!

-Claro que não!

-Duvido!... Preciso de um banho!

-Sabe quando algo e tão gostoso, mas tão gostoso, que sempre quer mais?<sorri>... Assim e voçe, Clarinha!

-Louco!

Antes que eu pudesse me enrolar em um lençol para ir ate o banheiro, ele me puxou para um novo beijo, um delicioso beijo cheio de mãos.
Estava tomando uma ducha, tinha vindo primeiro desta vez, eu realmente precisava de um banho, estava exausta, as poucas horas que dormi não tinham sido suficientes.
Terminei o banho, me enrolei na toalha, e sai do banheiro, ele estava recostado na cama com o controle da TV na mão, sinceramente, eu pensei que ele tinha se vestido e ido embora, mas me enganei completamente. Assim que me viu fora do banheiro, ele se levantou da cama passando por mim completamente nu, foi impossível não olhar para ele deliciosamente despido.

-Não precisa ficar encarando, sou todo seu hoje!<sorriu de canto me dando um selinho de uma mordida no lábio inferior indo para o banho, e claro, largando a porta aberta>

Já vestida com um short, e uma blusa de dormir, por que eu pretendia voltar a dormir quando ele fosse embora, eu me recostei na cama e fiquei assistindo ao canal de musica em que ele tinha colocado.
Por um minuto me perdi em pensamentos, sendo traída por lembranças que me levaram ate um ano atrás, quando o Henrique tinha me levado para um jantar em família para comemorar o meu aniversário, nunca um jantar romântico só entre nos dois, e como em todos os anos tinha dito que me amava loucamente, que era apaixonado por mim, e que eu era a mulher da sua vida. Porem este ano, alem de estarmos longe, o nosso casamento enfraqueceu, ele não liga mais para mim, e sinceramente, nem sei se eu quero que ele ligue para mim. Não pelo Bruno, ou pelo que estamos vivendo que eu sei que acabara em breve, mas por mim, por ele, por nos dois.
Despertei dos meus pensamento, com o Bruno sentando no lado oposto ao meu na cama completamente arrumado, ele olhou para mim, e eu respirei fundo fazendo o possível para não chorar lamentando pelo meu casamento de anos estar indo pelo buraco.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Just A Kiss ? cap 33


Parte Bruno

Depois que eu abri o jogo com a irma da Clara, eu me senti estranhamente mais tranquilo, ainda mais quando eu soube que ela nunca aprovou o casamento do Clara, talvez ela saiba de algo que o comprometa, se bem que, se soubesse, definitivamente, ela teria falado para a irma, eu só sei que tem algo que não esta no lugar, e quando eu digo isso, estou me referindo a mim e a minha atitude de hoje, em abrir o jogo.
Apos esta noite em que ela cuidou de mim, eu consegui me sentir ainda mais seguro ao seu lado, e sentir que aquele receio de estar ao lado de alguém de verdade, estava se esvaindo, e isso esta começando a me desesperar, pois eu não posso estar com ela, não da forma em que estou começando a sentir vontade, não posso ser o que ela merece, e muito menos o que ela precisa, e ela não pode ser a mulher que pode estar ao meu lado, não como deveria, mas ela e a mulher que eu preciso.
Por varias e varias noites eu fiquei adoentado, e a única coisa que a Hether, fez foi chamar a Viviem, para cuidar de mim, e simplesmente deitar e dormir. Já a Clara, cuidou de mim de todas as formas, ela poderia simplesmente me mandar para o quarto, e pedir para que alguém cuidasse de mim, mas não, ela ficou comigo, cuidou de mim pacientemente, e só descansou quando viu que eu estava melhor. Definitivamente, a Clara, estava despertando um lado que já estava mais do que adormecido dentro de mim.

(...)

A passagem pela Espanha estava sendo muito boa, e mesmo tendo passado uma noite meio critica, o meu desempenho no palco foi o melhor possível. Confesso que me senti mal novamente, tanto que nem aproveitamos a noite Espanhola. Uma pena, aqui tem mulheres maravilhosas. Tive uma noite dura, com bastante febre novamente, mas desta vez eu não fui ate ela, afinal, ela já tinha passado uma noite complicada comigo, não seria justo, que ela passasse mais uma noite em claro ao meu lado, mesmo que por varias vezes eu cheguei a pegar a chave do seu quarto, e em uma dela, cheguei a ficar do lado de fora do seu quarto, parado que nem dois de paus na porta, mas me contive, voltei para o quarto, tomei um banho, um antitérmico, e me agasalhei. Tive um sono agitado a noite toda, estava começando a cogitar a possibilidade de ligar para o Ryan, ou o Greg, e pedir para que chamassem um medico, mas eu acabei desistindo da ideia quando enfim consegui dormir.

Acordei pela manha com alguém me tocando, olhei para o lado, e mal pude acreditar, ela estava no meu quarto, com o termômetro em mãos, me virei por completo, e ela estreitava os olhos apertados para enxergar a numeração. Sorri.

-Cega!<sorri>

-Bom dia para voçe também!<sorriu lindamente>

-Esta melhor?<ouvi a voz do Ryan, e me ajeitei na cama o encarando>

-O que houve?<perguntei meio confuso>

-Eu vim te chamar, e notei que estava suando, e com o sono agitado, te cutuquei para te despertar, mas voçe não acordou…

-Eu estava descendo para o cafe, vi a porta entre a berta, e o Ryan te chamando, bati, e perguntei se estava tudo, e ele me contou sobre voçe!... E como eu sou uma mulher prevenida, tenho o meu kit de primeiros socorros!<sorriu me mostrando o Kit que eu já conhecia da noite passada>

-Obrigado!

-Imagina, vai tomar um banho, pois esta todo suado, e depois tome este remédio!<disse colocando na mesinha ao lado da cama>

-Obrigado Clara!<disse Ryan a encarando>

-Esta tudo bem!... Vou pedir para mandar um suco de laranja, uma salada de frutas, e torrada…

-Com geleia de frutas!<pedi>

-Ta bom, eu peço!<sorriu, pegando o telefone do quarto>... Agora vai tomar um banho!

-Sim senhora!<sorrimos, e o Ryan me encarou franzindo o senho>... Que foi índia, eu sei que sou gostoso, mas não precisa ficar me encarando?

-To vendo voçe obedecendo ordens!

-Nunca ouviu dizer que se deve respeito aos mais velhos?<sorrimos>

-Eu ouvi!<sorriu>... Vai logo tomar um banho, chega a estar com a blusa úmida!

Segui para o banho, me troquei, e quando sai do banheiro, o Ryan estava sentado no sofá conferindo algo no tablet, o meu cafe da manha tinha chego, e estava com uma cara ótima. Fiquei conversando com ele por um tempo, e por sorte ele não me perguntou nada sobre a Clara, se bem, que ele não tinha nada o que perguntar.

(...)

A manha se passou legal ate, eu ainda estava me sentindo meio enjoado, e tal, e por isso fui liberado para ir só na hora da presentação para a arena. Evitei ir no quarto da Clara, e ela não veio no meu, afinal toda hora o Ryan, ou algum dos cara vinha ate o meu quarto, ver como eu estava. Para garantir que eu estivesse bem para a presentação, eles decidiram chamar um medico para me atender, fato este que foi um saco, ele disse que eu estava com uma gripe forte, me receitou antitérmicos para a febre, e decidiu me aplicar uma injeção chata para enjoo. Aquela merda doeu.
No inicio da noite eu ja estava bem melhor, fomos para a arena, e ate que o show foi bom na medida do possível, não me senti 100 %, mas procurei dar tudo o que eu tinha para os meus fãs.

Decidimos embarcar para Portugal já no final do show, portanto saímos da arena direto para o aeroporto, foi corrido, chato, cansativo, mas ate que conseguimos embarcar sem problemas depois de quase três horas de espera, para abastecer o jatinho, ja que a anta do Ryan, esqueceu deste pequeno, grande detalhe. Dentro do jatinho eu preferi ficar nos fundos, a viagem da Espanha para Portugal não seria longa, pouco mais de 01 hora e quarenta, nem sei por que voar de madrugada, mas eu estava tão cansado, que acabei nem protestando contra nada.
Nos fundos tinham duas camas de solteiro, e sempre que estava muito cansado, acabava descansando um pouco por ali, e hoje era um dia que eu estava a fim de ficar assim.
Estava deitado tentando descansar durante o voo, estava tudo apagado, mas a luz da parte das poltronas estavam acesas, e eu conseguia ver quem passasse por ali para ir ao banheiro, e em um destes movimentos, eu vi uma pessoa bem conhecida, entrar, e logo em seguida sair.

-Hey!<a chamei, e ela me encarou>

-Pensei que tivesse dormindo, são quase cinco!<se aproximou>

-Falta muito para chegarmos?

-Pouco menos de uma hora!... Voçe já tomou os remédios que o medico te receitou?

-Já!<me olhou desconfiada>

-Já mesmo?

-Juro!<sorri>... Vem aqui, me faz um pouco de companhia?<pedi>

-E melhor não, voçe precisa descansar!

-Por favor, Clara!<ela respirou fundo, e veio sentar ao meu lado>

-E só um pouco, já vou voltar para o meu lugar!<disse recostando>

-Tudo bem!<sorri, levantando o edredom que me cobria, para ela se acomodar>

-Não precisa disso!<disse baixinho>

-Precisa sim!... Por favor!<ela revirou os olhos e retirou os sapatos>

-Mimado!<sorriu e nos acomodamos um de frente para o outro, dividindo a cama de solteiro>

-Gostei da ideia de ficar assim bem perto de voçe, acho que vou pedir uma cama de solteiro em Lisboa!<sorri>

-Para voçe?... Tudo bem!<disse e eu coloquei a mão em seu quadril>... Cuidado com esta mão!<sorriu>

-Ela esta comportada!<sorri>... Pior seria se ela descesse!<escorreguei a mão parando na parte interior de sua coxa>

-Pode parando!

-Tudo bem!<disse e elevei a mão retirando os cabelos do seu pescoço>

-Esta melhor?<apenas fechei os olhos e balancei a cabeça positivamente>... Que bom, tenta dormir um pouco!<disse passando a mão no meu rosto, me fazendo fechar os olhos por um segundo, e apreciar macies da sua pele>

-Não consigo, o seu perfume não deixa!<sorri>

-Então e melhor eu ir embora!<ameaçou levantar>

-Não!<a puxei segurando em sua cintura, colando ainda mais os nossos corpos>... Fica!<olhei dentro dos seus olhos>

-Durma!<pediu>

-Me da um beijo?<pedi>

-Um beijo?

-E só um beijo, Clara!<acariciei o seu rosto, e ela fechou os olhos>



Deitada aqui com você tão perto de mim
É difícil lutar contra esses sentimentos
Quando parece tão difícil de respirar
Estou presa neste momento
Presa no seu sorriso


Ela me encarou surpresa, acho que ainda não tinha lhe pedido um beijo, eu sempre cheguei e dei simplesmente.


Eu nunca me abri para ninguém
É tão difícil me segurar
Quando estou com você em meus braços
Mas nós não precisamos apressar isso
Vamos devagar

Senti a sua mão em meu rosto, respirei fundo, ao vê-la sorri de canto, como eu pedi o beijo, esperei que ela me desse, e não precisou de muito, pois no segundo seguinte senti os seus lábios nos meus, em um beijo calmo, saboroso, ainda mais saboroso do que todos ate agora. A minha língua pediu passagem em sua boca, e logo apreciávamos de um beijo ainda mais intimo, mais gostoso, com mais entrega. Sabia que não tinha como, mas a única coisa que eu queria era te-la mais próximo, ainda mais perto, ainda mais colada a mim, e com isso eu a puxava ainda mais contra o meu corpo. Quebramos o beijo com selinos, ela olhou dentro dos meus olhos, e sorriu lindamente, me dando mais alguns selinhos em seguida, nos fazendo sorrir.


Apenas um beijo em seus lábios ao luar
Apenas um toque do fogo ardente
Não, eu não quero confundir as coisas
Eu não quero forçar demais
Apenas um tiro no escuro e você poderá
Ser o único que eu estive esperando por toda minha vida
Então, querido, eu estou bem
Com apenas um beijo de boa noite


-Agora durma!

Lhe dei mais um selinho, e apenas fechei os olhos ainda sentindo o meu corpo completamente colado ao seu. Era uma sensação muito boa.




Parte Maria Clara

A passagem pela Espanha foi interessante. Pela primeira vez eu sai, coloquei em pratica as minhas técnicas de “mãe enfermeira”, já que o Bruno acabou tendo uma febre chata, tirando que na noite seguinte ele teve febre novamente, mas não me procurou, enfim.
Depois de medicado, ate que ele conseguiu fazer o show.
Estávamos viajando para Portugal, ele ainda não estava se sentindo muito bem, e por isso acabou ficando recolhido, e quando eu fui ao banheiro, ele acabou me chamando, conversamos um pouco, e ele me pediu um beijo, achei estranho, geralmente ele não pede beijo, já chega dando sem saber se eu quero ou não.

Quando ele enfim pegou no sono, eu me desencilhei vagarosamente dele, e voltei para a minha poltrona ao lado do Greg, que estava recostado não muito confortável. Me sentei ao seu lado, e reclinei a sua poltrona o máximo possível para que ficasse mais acomodado, e fiz o mesmo com a minha, porem ao contrario dele, eu não consegui dormir, e a única coisa que eu consegui fazer ,foi ficar pensando no meu filhote, em como estou com saudades dele, e que em breve eu vou conseguir ficar duas semanas com ele. Alias não só com ele, coma minha irma, e com o Henrique, aproveitaria para tirar toda esta historia a limpo, e se ele tivesse realmente me traindo, eu tomaria uma medida mais drástica.

Despertei dos meus pensamentos com o comandante falando que estaríamos nos preparando para pousar em dez minutos, me levantei devagar, e fui acordar o Bruno para que ele fosse para a poltrona.
Depois de todos acomodados, enfim pousamos em Portugal, exatamente as 05:58 da manha, o sol estava nascendo, e uma brisa muito gostosa percorreu o meu corpo assim que sai da aeronave. Não sei se era pelo horário, mas todos estavam com as piores caras possíveis, não sei se de sono, ou de mal humor mesmo, só sei que eu não era doida de perguntar.

Nos dividimos nas vans, e em poucos minutos estávamos seguindo para o hotel. A divisão de quartos foi a mesma, e em todas as vezes eu sempre ficava no quarto ao lado do Bruno. Apos pegar a minha chave, eu segui com o Greg, o Phil, o Eric, o Kam, e a Lucy para o elevador, vi o Bruno parado no balcão da recepção, e eu já tinha quase certeza do que ele estava fazendo. Subimos em elevadores diferentes, me despedi de todos no vigésimo andar, e segui para o vigésimo primeiro onde estava situado o meu quarto. O mensageiro chegou logo em seguida com as malas, o agradeci, e em seguida admirei o meu quarto como sempre, e este era especialmente lindo, e aconchegante.


Abri a minha mala, peguei uma roupa, coloquei as minhas coisas no closet, sem espalhar muita coisa, afinal logo estaríamos indo embora de Portugal, era apenas três dias, e nada mais. Peguei a roupa separada, e segui para o banheiro.
Retirei a roupa indo para o box, tomando um delicioso banho relaxante. Depois de uns dez minutos enrolando para sair do banho, eu ouvi um barulho no meu quarto, respirei fundo, sabia exatamente o que era, ou no caso quem era.
Sai do box, e fiz todo o meu ritual de hidratar a minha pele, me vesti, e em seguida sai do quarto, me deparando com ele de barriga para baixo na cama, trajando apenas uma bermuda, uma camiseta, e os chinelos jogados de qualquer forma no chão. Desvirei um que estava virado para baixo, fui ate a janela e dei uma olhada na vista, que por sinal era linda, uma das mais bonitas que já tinha visto ate então, sorri respirando fundo.

-Clara!<ouvi a sua voz arrastada>

-Hum?<permaneci parada sentindo a brisa tocar o meu rosto>

-Lindo não e?<ouvi a sua voz atras de mim>

-E maravilhoso!<senti as suas mãos me envolverem, e ele apoiar o rosto no meu ombro>... Poderia ficar aqui para sempre olhando esta vista, e recebendo esta brisa gostosa no rosto!<disse e senti ele sorrir>... Esta cansado?

-Muito!

-Vai descansar então, ja estava aboletado na minha cama mesmo!<sorri>

-Vem deitar comigo!

-Hum…

-Vem, so deitar!

-Tudo bem!

Ele voltou para a cama, eu encostei a porta da sacada, e segui para a cama me deitando do seu lado contrario, ele passou a mão em minha cintura, e logo estava deitando da mesma forma em que dormiu ao meu lado quando estava com febre. Coloquei a mão em seus cabelos, fazendo um cafune, e senti que ele sorriu.

-O que foi?<sorri>

-Estou me lembrando, depois da minha mãe, voçe foi a única mulher que me fez cafune!<sorriu e beijou o meu seio sobre a roupa>

-Descansa, vou continuar a fazer, mesmo quando ja tiver adormecido!

-Clara, eu…

-Não, não fala nada, só descansa!<disse e ele concordou se deitando de novo>

Não quero saber o que ele iria me dizer, algo me diz para não saber, para ficar quieta, e manter as coisas como estão, pois elas já chegaram em um estagio que não eram para ter chego para mim.

(...)

O dia se passou ate que tranquilo, consegui dormir um pouco depois que ele adormeceu. Almoçamos e durante a tarde trabalhamos, resumindo passamos o dia juntos, mas foi tudo bem profissional, ate estranhei, mas sinceramente, foi bem melhor assim.
Durante a noite seguimos para  arena, onde eles passaram o som rapidinho, e em seguida se arrumaram para a presentação, que foi linda, impecável, ele estava lindo, estava bem, cantando lindamente, interagindo, e sendo ele, cativando ainda mais o seu publico.


Olhei no relógio e faltava exatamente um minuto para a meia noite, sorri quando senti o Greg se aproximar, envolvendo o seu braço no meu ombro. Olhei para ele que sorriu, e elevou o dedo indicador me informando que faltava um minuto, sorri voltando a prestar atenção na presentação.

-Feliz aniversário!<disse rente ao meu ouvido>

-Obrigada meu amor!<o abracei>

-Não tenho bolo, mas tenho um abraço gostoso para te dar!<me apertou ainda mais>

-Para que bolo, quando se tem um abraço bom assim?<sorrimos>

-Feliz aniversário, Clara!<ouvi a voz do Ryan ao nosso lado>

-Obrigada Ryan!<sorri recebendo o seu abraço forte>

-Amigaaaaa!<as meninas se aproximaram controlando o tom de voz, me dando um abraço delicioso>

-Obrigada meninas!

Recebi mais alguns cumprimentos de pessoas da produção, e fiquei ao lado do meu amigo recebendo carinho, e atenção enquanto apreciávamos o final da apresentação.
Ao final do Show, antes do “Encore” ele saiu por uns minutos do palco, para beber água, e aproveitou para me dar um abraço.

-Feliz aniversario!<sorriu me abraçando>... Mais tarde comemoraremos, a sós!<sorri, lhe dando um discreto beliscão na barriga>

-Safado!... Obrigada!<disse sorrindo ao nos afastarmos. Como fingimos bem>

-Parabéns Clara!<Phil todo carinhoso, me abraçou apertado>

-Que abraço bom!<sorri, quase nunca tínhamos a oportunidade, ou a intimidade para fazer isso>

-Pois e, tem medo de mim, parece que foge de homem!<sorriu>

-Claro que não!... Te abraçarei sempre agora!

Recebi mais alguns abraços rápidos, e em seguida eles voltaram para a ultima musica.
Ao real termino do show, como quase sempre eles ainda tinham pique para after, e eu como sempre fugia de todas.

-Qual e Clara, comemorar o aniversário!<Phil sorriu>

-Não, obrigada, vou comemorar bebendo um copo de suco, e trabalhando, tirando que eu ainda vou desejar feliz aniversario a minha irma!

-Voçe e muito careta!<disse Bruno do outro lado da sala!

-Sou mesmo!<sorri>

-Eu vou ficar com voçe, o que acha?<Greg me encarou>

-Não precisa querido, eu vou ficar bem, e outra, a minha irma e eu sempre choramos muito no nosso aniversário, não quero que voçe presencie isso!<dei uma golada na minha garrafinha de água>

-Tem certeza?

-Absoluta, pode ficar tranquilo!

Depois que consegui me desvincilhar de todos, em relação a me arrastarem para a boate, seguimos para o hotel. Cada um parou em seu andar, e o Bruno e eu paramos no nosso.

-Tem certeza que voçe não que ir Clarinha?<me puxou pela mão me fazendo encostar na parede>

-Voçe sabe que eu não curto baladas!<sorri>

-E seu aniversário…

-E um dia comum pra mim, a única coisa que muda e um digito a mais na minha idade!<disse e recebi um selinho>

-Não e só isso!<recebia alguns beijos pelo rosto e pescoço>... E dia de comemorar, de celebrar a vida, e não ficar presa…

-Eu vou celebrar, vou acordar a vaca da minha irma, e beber uma champanhe que eu vi no frigobar!

-Nem vai dividir comigo?

-Deixo um pouquinho para voçe!<sorri recebendo um beijo mais quente>

-Bruno!... Bruno, estamos no corredor!<o alertei entre selinhos>... Para com isso!<sorri>

-Foda-se!<disse com os lábios ainda colados nos meus>


Foda-se. Nos entregamos ao beijo, ali mesmo no corredor. As suas mãos envolveram a minha cintura com vontade, enquanto as minhas mãos bagunçavam ainda mais o seu cabelo. A sua boca gostosa e macia mordiam os meus lábios com vontade, me fazendo gemer baixo durante o beijo.

-Clarinha, vem pro meu quarto?

-E melhor não, voçe precisa ir embora!<disse de olhos fechados aproveitando ao máximo dos seus toques>

-Mas e claro que não, voçe não vai me deixar assim mais uma vez não e?<se afastou um pouco me dando a bela visão da sua ereção>

-Nossa que desperdício!<o abracei mordendo o lábio inferior>... Novamente!

-Eu preciso de voçe Clarinha, nem me lembro quando foi a ultima vez que transamos…

-Foi assim que desembarcamos na Espanha, Bruno!<disse e ele me encarou>

-Serio?

-Serio!

-Assim que desembarcamos?... Não acredito que só transei uma vez na Espanha!<fez cara de indignado>

-Seu tarado!<dei um tapa em seu braço nos fazendo sorrir>... E melhor voçe ir se arrumar, não vai se atrasar

-Olha a minha cara de preocupado…

O seu celular começou a tocar, ele de inicio ignorou, começando a me beijar novamente, com ainda mais fervor, e vontade do que antes. Porem a sua insistência em tocar, estava incomodando tanto a ele como a mim. Disse para ele atender, e ir se arrumar. Nos despedimos a contra gosto no corredor, eu entrei no meu quarto, e ele foi para o dele.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Forgive Me? Cap 32

Parte Bruno
Era oficial eu estava com ciumes. E muito. Eu não conseguia acreditar bem no que eu estava sentindo, e nem no que eu tinha acabado de fazer no quarto dela, alem de termos discutido por culpa minha, e o meu maldito ciume, eu dei um ponto final na nossa relação. Eu dei, e quase inacreditável. Logo eu que não consigo mais me ver longe dela, fui dar o primeiro passo de encontro a mais uma etapa de desconforto entre nos dois. 

-Eu sou um idiota mesmo!

Estava deitado, pronto para dormir, mas a minha cabeça girava demais, e toda vez que eu fechava os olhos eu via os dois naquela maldita intimidade. Mas quando abria, as suas palavras vinham a tona na minha cabeça, sobre ele ser amigo dela e cuidar dela, procurar saber como ela estava, já eu só a procurava para sexo. Mas este era o meu jeito, era o que tínhamos esclarecido antes de começarmos a nos relacionar, eu não queria me envolver nem com ela, e nem com nenhuma mulher. 
Mas o que eu ainda não tinha notado, ou tinha, mas não queria assumir, era que eu já estava mais do que envolvido com ela.
Eu estava intercalando entre cochilar e acordar,partes por não estar me sentindo bem de saúde, pois sentia que iria ficar gripado, e muito gripado, e também por sentir que algo me incomodava profundamente, algo que não me deixava em paz comigo mesmo. Estava me sentindo injusto por ter falado tudo o que falei a ela, e eu sabia que de certa forma ela estava certa, eu só a procurava para prazer pessoal, e talvez seja por isso que ela passa a maior parte do tempo com ele, e se eu quero que isso mude, eu tenho que me empenhar, preciso fazer por onde. 
Olhei no relógio, e acabara de marcar duas e vinte e dois da manha, e eu não conseguia dormir, não consegui pregar os olhos por mais de 20 minutos a cada cochilo. Por isso estava me sentindo cansado, mas sempre que tentava descansar a minha cabeça pesava, e eu acabava desistindo, e me sentando novamente na cama. Me levantei e dei uma olhada pela janela, a noite estava bonita, e mesmo com o frio, o céu
 estava limpo.
Tentei me distrair de varias formas, tentei ver um filme, e nada, ouvir uma musica, e nada, ver um programa de comedia, ou ate mesmo "Animal Planet", mas nada adiantou, acabei decidindo olhar o twitter, e por fim, tuitei algo rápido.

"Noite longa, cabeça cheia!"

Sai do aplicativo e voltei a me deitar, mas eu sabia que isso não iria adiantar em nada, e que eu só conseguiria dormir depois que eu conseguisse resolver esta situação, e eu iria resolver, e agora mesmo.
Me levantei, peguei a chave do seu quarto, coloquei um casaco, uma calça de moletom, me calcei, e sai do meu  quarto indo direção ao seu. A cada minuto que passa, eu fico mais certo de que fiz a coisa certa em ter uma copia da chave de seu quarto.
Abri a porta devagar, fechando da mesma forma, sem fazer barulho. Entrei no quarto e ela estava deitada de lado, coberta ate a altura dos seios, parecia completamente absorvida pelo seu sono, mas permanecia serena, e com a respiração tranquila. A filha da puta consegue ser encantadora ate dormindo. Me aproximei da cama me sentando ao seu lado devagar.

- O que voçe fez comigo?<respirei fundo>... Quem te deu permissão de entrar na minha vida, mexer comigo, e depois me deixa assim, confuso, com os pensamentos conturbados, e sendo somente seus!... Eu te odeio sabia? ... Sei que e forte, mas eu te odeio por ter mexido assim comigo, me desestabilizando, e me deixando a sua merce!... Ao mesmo tempo que eu quero me afastar de voçe, eu quero estar ao seu lado, sentindo o seu toque, o seu carinho, o seu perfume!... Clara, voçe esta se tornando o meu vicio, e eu não quero isso, mas eu preciso!

Ela se mexeu na cama, esticando as pernas, e os seus pés bateram na minha perna, ela abriu os olhos assim que me viu sentado na beira da cama, ela se sentou rapidamente parecendo completamente assutada acendendo o abajur, e colocando a mão no peito.
-Voçe esta louco, quer me matar do coração?<me olhava assustada e ofegante, e eu me mantive firme e sereno>
-Me desculpa!<disse baixo>
-Por tentar me matar? ... Se eu não infartar em trinta segundos eu te desculpo!<estava com a mão ainda no peito>
-Por tudo, por mais cedo, pela minha alteração com voçe...
-A claro!<sorriu de forma anasalada>... Já entendi, passou o seu momento TPM, e agora vem o bipolar, o que muda completamente de humor, e acha que sou obrigada a sorrir para voçe, e agir como se nada tivesse acontecido?<foi ríspida, e eu não tiro a sua razão>
-Não tiro a sua razão de estar aborrecida comigo!... Eu estou acordado ate agora, não consegui dormi pensando em tudo o que te falei, em como agi com voçe, eu não queria, sinto muito, Clara!

-E voçe quer que eu sinta pena de voçe por estar acordado ate agora, pensando em todas as ignorância, e coisas sem cabimento que eu ouvi?... Pois eu acho pouco!

-Eu sei disso, tenho consciência das coisas que te falei...
-Olha, eu acho que ja falamos tudo um para o outro ontem a noite, voçe disse que foi um erro começar o "nosso" relacionamento, eu respeito a sua opinião...
-Não, não, não, eu falei na hora, no calor do momento, mas não consigo, não quero, e não posso ficar sem ter este contato com voçe, sem ter voçe por perto, sorrindo pra mim!<me aproximei mais dela>... Clara, me desculpa, reconsidere as minhas palavras?
-Voçe tem sérios problemas de bipolaridade Bruno!... Sérios problemas...
-Eu so estou confuso!
-Confuso com o que Bruno?<não queria falar o por que afinal nem eu sabia ao certo>

-Não sei, desculpa!

-A claro, ai por culpa da sua confusão eu sou obrigada a ouvir tudo o que eu ouvi?

-Não, por isso vim te pedir desculpas...

-Bruno, quando isso começou, era para ser um relacionamento aberto, sem cobranças, sem ciumes, sem estas coisas que todo o relacionamento serio tem, e não e isso que esta acontecendo!<ela me encarava seriamente>...Voçe falou comigo de uma forma que nem o meu marido fala, e olha que temos mais de 15 anos juntos...

-Eu sei, Clara!<passei as mãos pela cabeça>... Por isso vim te pedi desculpas, eu queria que voçe aceitasse...<senti que a minha garganta tinha voltado a incomodar novamente, e tossi para amenizar o desconforto>...Mas se voçe não aceitar, eu vou lamentar, mesmo compreendendo, e farei o possível para sanar este desconforto entre nos dois!<ela parecia estar confusa. Eu segurei em sua mão, ela tentou puxar, mas eu segurei firme>

-Bruno...<elevei a mão na garganta sentindo ela arranhar ainda mais, e comecei a tossir para aliviar o desconforto, mas no estava funcionando>...O que voçe tem?<pareceu preocupada>

-Não e nada, não se preocupe comigo...

-Fala o que voçe tem?

-A minha garganta não esta legal!<pigarreei>

-A claro, já não estava muito bem, e ainda ficou bebendo gelado no restaurante, queria o que?<disse e foi impossível não sorrir mesmo de forma triste pela sua preocupação>

-Me desculpa?

-Precisamos trabalhar não e?<eu concordei>... Precisamos ter um relacionamento decente!

-Precisamos!

-E mesmo voçe sendo um cabeça oca!<sorriu>... Eu te desculpo!

-Me perdoa?

-Quem tem o poder de perdoar, não sou eu!... Eu te desculpo!

-Posso me deitar aqui com voçe?<ela me encarou>

-Não Bruno, eu não estou com cabeça...

-Por favor, eu só vou deitar, não estou conseguindo dormir, prometo não te incomodar!

-Tudo bem, deita!<disse depois de me encarar seriamente, mesmo tendo me desculpado, ela ainda estava com raiva de mim>

Ela se deitou novamente ficando de costas para o outro lado da cama, o lado em que eu iria me deitar, no caso de costas para mim. Retirei o casaco, e a calça de moletom ficando apenas de box e camisa, me deitei ao seu lado me cobrindo ate a altura do peito ficando de barriga para cima. Eu sabia que ela estava acordada por que estava respirando fundo as vezes, e eu ainda estava me sentindo incomodado, pois mesmo estando ao seu lado, eu sabia que ela ainda estava chateada comigo.
Me virei na cama, e mesmo sem saber como seria a sua reação, eu passei o meu braço em sua cintura, senti o seu corpo enrijecer, mas em seguida ela relaxou, e simplesmente ficou parada enquanto eu me acomodava atras dela. Coloquei o rosto rente ao seu pescoço beijando a região.

-Bruno?

-Hum?... Desculpa, eu...

-Voçe esta quente!<se virou para mim colocando a mão na minha testa apressadamente>... Voçe esta com febre!<disse começando a se levantar>

-Fica aqui, sai não...

-Esta doido, preciso ver a sua temperatura, e te dar um antitérmico, se não amanha voçe não levanta desta cama, e tem show!<disse saindo da cama e indo ate o closet, e eu apenas sorri>

Ela voltou com uma necessaire, acendeu a luz, retirou de la um termômetro, e me deu para que colocasse, foi ate o frigobar, e pegou uma garrafa de água, sentou ao meu lado novamente na cama, e ficou procurando algo ate achar uma cartela de remédio, o deixando ao lado da cama.

-Me da o termômetro!<disse apos olhar o relógio, e eu a entreguei. Ela sorriu se aproximando do abajur>

-Sega!<impliquei>

-Sou mesmo, não e a toa que virei a sua fã!<rebateu me fazendo sorrir>

-Voçe me ama que eu sei!<sorri enquanto ela colocava o óculos>

-Alem de cega sou maluca?... Acho que pode parar de me insultar!<sorriu de novo, mas em seguida ficou seria>... 40,3°c Bruno, voçe precisa de um banho!

-Eu preciso descansar, mas não consigo dormir!<reclamei>... Deita aqui comigo?<pedi>

-Vem tomar um banho, voçe toma o remédio, e se sentira melhor! <ela esticou a mão para que eu me levantasse ignorando o meu pedido, e sem outra alternativa, eu fui tomar o banho>

Seguimos para o banheiro, ela retirou a minha blusa, e enquanto ela regulava a temperatura, eu retirava a minha boxer para tomar o bendito banho.
Entrei no box e senti o meu corpo se arrepiar, estava me sentindo mole, e com um pouco de náusea, e a minha cabeça estava começando a doer.

-A água ta muito fria Clara!<reclamei, estava gelada>

-Claro que não Bruno!<disse calmamente, de forma branda, completamente diferente de alguns minutos atras>... A água esta boa!<disse colocando a mão no jato da ducha>

-Esta sim, ta parecendo agulha batendo na minha pele!

-E por que o seu corpo esta muito quente!< disse paciente>... Agora entra logo, para voçe tomar o remédio e descansar!

Fiz a sua vontade, e entrei de vez em baixo da água, mesmo sentindo um frio fora do comum, eu tomei um banho rápido. Sai do box e ela me entregou uma toalha, e enquanto me secava ela estava com outra toalha me ajudando, disse que era para que eu me vestisse logo, e não pegasse uma corrente de ar?
Depois de vestido, e ter tomado o remédio, eu me deitei novamente me acomodando. Ela apagou a luz de um abajur, deixando acesa apenas a do lado que ela se deitou, me virei para ela, que me encarava, colocou a mão na minha testa e sorriu parecendo aliviada.

-Já esta mais fresco, daqui a pouco passa!<disse baixinho>

-Obrigado!<a encarei>

-Não foi nada, e coisa de mãe, não pode ver alguém doente, que quer logo cuidar!

Coloquei uma de minhas mãos em sua nuca a puxando para um beijo, um beijo calmo, que só fez o meu peito apertar, e me fazer ainda mais certo do que eu estava sentindo. Ela estava ali comigo, cuidando de mim, da minha febre, como se eu não tivesse sido o idiota que tinha sido a algumas horas atras.

-Que beijo quente!<sorriu>

-Vai passar!<sorri>

Ela recostou na cama, passou a mão no meu ombro me fazendo apoiar a cabeça em seu peito, acariciando os meus cabelos, fazendo um delicioso cafune, acabei relaxando, e sentindo o corpo mais leve acabei adormecendo.

Parte Clara

Passei boa parte da madrugada cuidando dele, a sua febre estava cedendo, mas não o suficiente, estava devagar, e eu estava com receio de dormir, e ele acabar passando mal durante a madrugada, e eu não ver, por este motivo, só consegui ir dormir quando tirei novamente a sua temperatura, e ela beirava aos 37,7°c.

Acordei no susto, tinha sonhado com o meu filho, ele estava brigando na escola, e juntava alguns meninos na covardia para bater nele. Acordei com o coração de mãe agoniado. Merda. Olhei para o lado, e estava sozinha, já era de se imaginar, ele não gosta de dormir ao lado de ninguém, nem sei como ele tinha ficado aqui durante a madrugada.
Me sentei na cama, peguei o note, e fiz uma chamada via Skype para o meu filho, estava sentindo o meu peito apertado demais, sentia que algo tinha acontecido com o meu pequeno.

-Fala vacaaaaaaaaa!<Luíza super gentil como sempre>

-Lu, como esta o meu filho?

-Ah, eu tambem estou muito bem obrigada…

-E serio, eu tive um sonho com ele esta madrugada…

-Ja era de se esperar!!

-Eu sonhei que ele tinha apanhado na escola...<ouvi barulho vindo do banheiro, e olhei para a porta, vendo o Bruno sair de la vestindo apenas uma toalha na cintura, com os cabelos molhados, e só então reparei que a roupa dele estava na poltrona>

-Esta tudo bem?<me encarou meio confuso>

-Voçe, eu pensei que…

-Quem esta ai?<pergunta Luíza, ouvido de tuberculoso>

-Não e ninguém!<a encarei>

-E sim, eu ouço muito bem!

-Como esta o meu filho?

-Não muda de assunto!<ela me encarou, e eu respirei fundo, ao vê-lo sem toalha colocando a box calmamente>

-Primeiro me fala como esta o meu filho!

-Voçe e bem chatinha as vezes sabia?... O seu filho, vulgo meu sobrinho, brigou na escola…

-Ai meu Deus…

-Meu Deus mesmo, eu quase sai no tapa com a mãe do outro moleque, o seu filho, vulgo meu…

-Ta bom, eu já entendi, como ele esta?<perguntei já aflita, e vi o Bruno sentar na minha frente completamente vestido, fora do alcance da câmera do Skype>

-O seu filho esta ótimo, a cara do outro garoto que não esta muito bem!<gargalhou>

-Que bom... Quer dizer, não, meu Deus, mas por que?<disse e ela gargalhou ainda mais>

-Aconteceu alguma coisa?<perguntou mais baixo>

-O meu filho brigou na escola!

-Mas ele esta bem?<pareceu preocupado>

-Esta, parece que machucou o outro menino…

-Menos mal!<sorriu se levantando>

-Bruno!<o repreendi, e ele sorriu>

-Bruno?... Que Bruno?<me encarou ao ouvir o seu nome, e sorriu>

-Não e ninguém...

-Ah, e sim, vamos, desembucha, quem e o bofe, vai me dizer que... NÃO, ESTA DE SACANAGEM!... E O BOFE ESCANDALOOOO…

-O ÚNICO ESCANDALOSO, NO CASO ESCANDALOSA AQUI E VOCÊ…

-Tudo bem, que seja!... E O Bruno?

-E pessoa chata!! <assumi>

-Aiii, manda um beijo pra ele, diz que estou com saudades…

-Oi?

-Ele nunca mais falou conosco, desde o dia do aniversário do Edu, diz a ele que o meu ta chegando! <gargalhamos>

-Voçe e muito abusada mulher!<olhei ao redor, e o vi na varanda do quarto>... Bruno!<o chamei, e ele me encarou>... A minha irma esta te mandando um beijo, seu boca grande!<sorri e ele se aproximou sorrindo>

-Boca grande que eu sei que voçe adora, principalmente quando esta te dando prazer!<disse rente ao meu ouvido me fazendo sorrir, deixando o meu corpo arrepiado, o filho da mãe tem o ridiculo poder de me dobrar>.. Ola!<sorriu para ela>

-Ola!... Qual e a fofoca eu também quero saber!<me encarou>

-Não e da sua conta!<sorri>

-Tudo bem Bruno?

-Sim, e voçe?< sentou ao meu lado na cama>

-Estou ótima, me preparando psicologicamente para fazer 30!... E pela primeira vez passarei longe da minha vaca de estimação!<sorrimos>

-Voçe esta merecendo uns tapas sabia?

-Como vocês são carinhosas uma com a outra!

-Nos amamos!

-A claro!<sorriu>.... Fala a verdade Bruno, se nos duas estivéssemos na sua frente, voçe se confundiria não e?

-Nem um pouco!<foi firme, e eu o encarei>

-Não?... Somos idênticas!

-Eu te conheço perfeitamente!<olhou dentro dos meus olhos me fazendo quase engasgar com a minha saliva>

-Conhece e?<minha irma nos encarou>

-E ai, cade o meu filho?<olhei para ela novamente, tentando disfarçar>

-Caralho, mas voçe finge mal pra cacete, puta que te pariu!<sorriu>

-Luíza, respeita a nossa mãe!

-Quem?<me encarou mudando completamente de expressão>... Aquela desgraçada, que fez o que fez conosco?... Voçe realmente acha que ela merece algum tipo de consideração, alias nenhuma das duas, aquelas desgra…

-Luíza, já conversamos…

-Voçe e muito passiva, Clara!<ela simplesmente explodiu, e o Bruno ficou nos encarando meio perdido, já que falávamos novamente em português>

-Luíza, cade o meu filho?<voltei a falar em inglês>

-Esta com o pai dele, aquele CORNOOOOOOOOOOOOOOOOOO!<gargalhou, e o Bruno a acompanhou em, uma gargalhada alta>

-LUÍZA, POR FAVOR!

-Estou mentindo?

-Não!<ele disse baixo se levantando da cama, mas não a tempo de levar um tapa>

-Ai Clara, eu estou doente!<reclamou sorrindo passando a mão no braço>

-Sei, doente!

-Nossa quanto amor!<ela sorriu>... Olha só minha irma, eu vou indo, por que ainda tenho que tomar um banho, fazer um "chuveirinho", ficar bem cheirosa, por que o meu macho vira me visitar!

-Ai Luíza só voçe mesmo!

-Pois e, aproveitar que o pai do meu sobrinho resolveu ser pai, e leva-lo este final de semana!

-Ele tem ficado muito ai?

-Ele mora comigo amor!<respirei fundo>... Olha, vou falar de novo, o Henrique esta vivendo Clara, viva também, se bem que pelo o que eu notei, voçe esta vivendo!<disse realmente para que ele ouvisse>

-Não e o que voçe esta pensando!<disse e vi o Bruno me olhar seriamente balançando a cabeça negativamente>... E complicado!

-E voçê que complica as coisas…

-Não…

-Eu concordo com a sua irma!<disse me fazendo encara-lo>... Voçe sabe o que esta acontecendo no Brasil, eu que estou por fora ja estou sacando tudo!<disse sentando ao meu lado novamente>

-Minha irma, eu sei, e voçe sabe, que ele esta se relacionando com outra pessoa!

-E voçe também esta!<ele me encarou me deixando sem palavras>

-Sabia!<Luiza sorriu convicta>

-Bruno…

-Sua irma parece ser muito inteligente, assim como voçe, e provavelmente iria te encher de perguntas quando falasse novamente com voçe…

-Este e dos meus, saca tudo!<disse e eles sorriram>

-Vamos abreviar as coisas!<se acomodou melhor na frente do note>... A sua irma e uma mulher incrível Luiza, e acredite, ela esta vivendo também!<sorriu ao me olhoar>... Estamos nos conhecendo melhor, em um relacionamento aberto sem cobranças... As vezes!<sorrimos>... Mas nos damos muito bem, e estamos curtindo cada minuto que estamos juntos!

-Que lindos!

-Mas ninguém sabe Luiza, so voçe, estamos mantendo sigilo, por que eu sou casada…

-Por enquanto querida, por enquanto!... Eu nunca gostei do Henrique, sempre fui contra, a única coisa de bom que ele fez por voçe foi o Edu, mais nada!<disse eu senti o Bruno passar o braço pelas minhas costas, se aproximando mais de mim>

-Eu sei disso!<lamentei>

-A Clarinha sempre foi uma mulher de bom coração, enfrentou muita coisa, eu tenho que dar o meu braço a torce, o Henrique esteve ao lado dela no inicio, mas depois, ele simplesmente começou a deixar de mão, e ela sabe disso!

-A Clara e uma mulher muito especial!<acariciu o meu rosto, me puxando para um selinho>

-Acho que estou sobrando!<sorriu, nos fazendo sorrir tambem>

-Para com isso Luiza…

-Para não, ela ta certa, temos que aproveitar a nossa manha de folga para ficar na "cama", mais tarde tem show!<sorriu sugestivamente>

-Para com isso, o que ela vai achar?

-Que estão aproveitando!<ela sorriu>... Eu amo o seu sorriso minha irmã, e podem ficar tranquilos, eu não vou falar com ninguém!... Agora e serio, preciso ir, se não o Nathan chega, eu ainda nao estou pronta!

-Okey, bom acasalamento!<sorri>

-Para vocês também!<sorriu cheia de malicia>

-Obrigado, vamos fazer isso agora!<o senti me abraçar novamnete beijando o meu pescoço>

-Bruno!<o repreendi, eles gargalharam, e ela finalizou a ligação>

-A sua irma e hilária!<disse deitando ao meu lado>

-O que voçê tem na cabeça?<coloquei o note de lado, e o enmcarei>... Por que voçe contou a ela?

-Ela ja tinha percebido, a sua irma e inteligente…

-Independente, tínhamos um trato…

-Trato este que voçê ja tinha quebrado!<me encarou sentando>

-Do que voçe esta falando?<o encarei>

-Voçe acha que eu não sei que voçe contou ao Greg?

-Quem te falou isso?

-Não contou?<arqueou a sobrancelha>

-Quem te falou?

-Não precisou ninguém me falar nada!... Quando eu fiquei com as mulheres na balada naquele dia, ele me deu uma encarada, sabe irmão mais velho que esta com o cunhado ao lado, e ele faz besteira?... Foi exatamente assim...

-Eu estava me sentindo, sei la, perdida, eu nunca trai o meu marido…

-Clara, ja foi!<ele veio ate mim, me abraçando>... Eu te compreendo, as vezes me sinto assim também, meio sufocado, e ai eu venho ficar com voçe, falar com voçe!!... Quando ficamos sem nos falar, foi complicado para mim…

-Para mim também!... Mas eu sempre coloquei na minha cabeça que era melhor como estávamos!

-E era?

-Me sinto bem com voçe!<disse ele sorriu me dando um selinho longo>... E este foi um dos motivos de ter te perdoado>

-Eu tambem!

Senti as suas mãos me apertando contra o seu corpo, e os nossos lábios se envolveram em um beijo calmo, saboroso, lento, e com um sabor especial, acho que cada vez que os nossos lábios se tocavam parecia ser um beijo diferente, sempre com algo a mais.

-Eu pensei que voçe tinha ido embora quando acordei!<disse quando nos desvencilhamos>

-Estava tão bom, que eu acabei ficando!

-Estranhei, mas enfim!... A proposito, a sua febre passou!<disse colocando a mão na sua testa>

-Também, voçe foi dormir que horas cuidando de mim?

-Não sei!... So dormi quando a sua febre chegou em 37,7°c!<sorri>

-Obrigado por cuidar de mim, Clara!

-Eu faria por qualquer um, não precisa agradecer!<pisquei para ele sorrindo>

-Mas eu não sou qualquer um, e voçe cuidou de mim!<sorrimos, e o seu celular tocou>... Ryan!<disse revirando os olhos>

-Hoje e dia de show, tem que ir para a arena!

-Eu sei!... Fala chato!

-(...)

-Eu sei!

-(...)

-Não e da sua conta!<sorriu>

Deixei ele conversando com o Ryan, e fui ver a minha roupa para ir ate a arena mais tarde.
Enquanto ele falava com o Ryan, eu fiquei pensando em relação ao que ele tinha feito agora a pouco, em contar para a minha irma sobre a nossa relação aberta, eu não sabia o que ele pretendia com isso, ou o porque ele tinha feito isso. Mas preferi deixar pra la, ja estava feito, e parando para pensar agora, ate que eu não fiquei tão abalada desta vez em ser alertada novamente sobre a traição do Henrique, Acho que este e um fato que ja estou começando a encarar de frente.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Jealous? cap 31



Parte Clara


Com os olhos perdidos no teto, eu repassava tudo o que tinha acabado de acontecer, era sempre assim, mas confesso que não sei por qual motivo, só sei que o mega fone da minha consciência, estava ficando a cada dia mais fraco. E eu estava começando a ficar com medo disso.
O encarei seriamente quando o senti retirar o cabelo suado da minha testa, ele estava com a expressão diferente, parecia estar confuso com algo, e isso não era nada bom. Por um minuto eu pensei que ele iria ficar ao meu lado na cama, simplesmente deitado, fazendo o que ele supostamente disse não gostar, sei la né vai entender. 
Mas ele se levantou e foi para o banheiro. Eu me virei na cama, cobrindo ainda mais o meu corpo ficando deitada de lado. Sentia que a cada dia que passava, eu estava perigosamente me entregando a ele, estava me sentindo estranhamente ainda mais atraída por ele, mas eu sei que isso jamais seria correspondido, jamais daria em nada.
Fiquei perdida em meus pensamentos por longos minutos, olhei a hora e acabara de marcar quatro e meia da tarde. Ouvi ele sair do banheiro, já que nunca fechava a maldita porta. 
O seu cheiro sempre invadia os meus poros, me fazendo fechar os olhos, e imagina-lo mais uma vez ao meu lado. Abri os olhos quando o senti a minha frente, ele estava com o rosto na altura do meu, apenas curvado, como se fosse se deitar ao meu lado novamente. Ele me encarava seriamente, com os cabelos devidamente úmidos. Estiquei a minha mão sentindo os seus cachos umedecidos, enrolando-os nos dedos. Ele permaneceu serio, e eu achei por bem não tocá-lo mais. Apos respirar fundo, ele sentou na beira da cama, depois que eu lhe dei espaço sob a mesma, mais uma vez respirou fundo, e em seguida me encarou novamente, com o rosto um pouco mais relaxado.
-Não vai tomar banho?
-Vou, assim que você se for!<sustentei o seu olhar>
-Já vou!<balançou a cabeça positivamente, e se virou para mim>... Vamos dar uma volta, quer ir?
-Boate?<sei que fiz uma careta>
-Não!<sorriu>... E pelas ruas mesmo, eu acho!
-Pode ser!... Que horas?
-Umas sete, aproveitar que estamos de folga hoje!
-Tudo bem!
-Ate daqui a pouco Clara!
-Ate daqui a pouco!... Chefe!<sorri de canto, e ele me encarou arqueando uma sobrancelha>
-Isso soou tão sexy!<disse se inclinando, e me dando um selinho demorado>... Quem sabe da próxima, um role um “chefe” rente ao meu ouvido?
-Quem sabe?!<sorrimos>
Ele me encarou novamente e se levantou, foi em direção a porta saindo em seguida, sem falar absolutamente nada. Sem dar muita brecha aos meus pensamentos, eu decidi me levantar, tomar um novo banho, me arrumar, e esperar para sair.
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Tinha terminando de me arrumar, tinha colocado uma blusa de meia manga verde, com uma saia preta. Fiz uma trança lateral meio desarrumada. Já estava no meio da maquiagem quando ouvi batidas na porta. Isso denunciava que poderia ser ate Jesus. Luz. Menos o Bruno, já que ele abusadamente tinha a minha chave. Segui ate a porta, a abrindo em seguida.
-Nossa como esta linda!
-Obrigada, e você como sempre lindo, e cheiroso!<o abracei>... Entra amor!<lhe dei passagem>... Para onde vamos?
-Por ai, acho que vamos dar uma volta, e depois jantar fora em algum restaurante local!<sentou na cama>... Fico feliz de te ver sair deste quarto!<disse enquanto eu terminava de me maquiar>
-Eu também!<sorri>... Vamos, já estou pronta!<disse terminando de colocar o meu brinco,  pegando a minha bolsa em seguida>
-Claro!
Saímos do quarto, tranquei a porta, e ele me ofereceu o seu braço no qual eu aceitei, claro. Chamamos o elevador, e ouvimos barulho de porta, olhei em direção ao barulho, e vi o Bruno saindo do seu quarto, ele olhou em nossa direção, e como sempre revirou os olhos, era uma atitude meio infantil, e definitivamente desnecessária. Mas era tão bonitinho quando ele fazia. Se aproximou, e me olhou da cabeça aos pés, sorri fazendo o mesmo sem me soltar do braço do Greg, desviei a minha atenção para o elevador quando ele chegou.
Nos acomodamos dentro do elevador na seguinte ordem: Bruno, Greg, e eu, por estarem lado a lado, ele e o Greg engataram em uma conversa sobre os lugares em que passaríamos, e sobre o restaurante que haviam feito a reserva.
-Que bom que você decidiu nos acompanhar em um passeio!<Bruno me olhou diretamente>
-Pois e, uma hora eu deveria sair um pouco!
-Perdeu o passeio em Dubai Clarinha, foi ótimo!<sorri ao ver o Bruno repetir sem som, e debochadamente o Greg me chamando de "Clarinha">
-Acho que não, você sabe que eu não curto sol, calor, e areia, para mim, e uma péssima combinação!<disse e o Bruno inclinou o corpo para frente, e me encarou com a sobrancelha arqueada>
-Esqueci deste detalhe querida!
-Não esquenta amor, acontece!
-Querida, amor, nossa, quem vê assim ate acha que são um casal!<disse ironicamente>
-Quem sabe!<Greg sorriu>... Não e amor?
-Não começa!<sorri, e o elevador chegou no térreo>
Greg e eu saímos na frente, seguimos para a Van que já estava a nossa espera, nos acomodamos lado a lado, claro, e logo engatamos uma conversa qualquer. O ambiente estava animado, todos estávamos em um papo descontraído, conforme a tarde ia se despedindo, e o frio aumentando. A tola aqui imaginava que iria encontrar uma temperatura mais amena, mas me enganei, claro.


Em certo ponto a Van parou em uma das ruas, na qual saímos para dar uma volta, caminhando tranquilamente ate chegar ao restaurante, que pelo o que havia entendido, ficava em uma rua sem acesso a carros.


Parece que todo mundo tem um amor só para si,
Eu não me importo, nós temos um momento tão bom,
Meu melhor amigo, mas às vezes, bem,
Eu queria que pudéssemos ser mais do que amigos,
Me diga, você sabe?
Me diga, você sabe?
Oh...
Tirei algumas fotos, que claro foram diretamente para o meu "insta", e durante todo o caminho, o Greg, não saiu um segundo do meu lado, tiramos fotos juntos, e ele ate me comprou um cartão postal da cidade, que eu tinha achado simplesmente lindo.


Eu fico tão sem fôlego quando você chama meu nome,
Eu tenho frequentemente me perguntado, você sente o mesmo?
Há uma química, energia, uma sincronia
Quando estamos sozinhos,
Então não me diga
Que você não vê
No que eu estou pensando.
O Bruno estava meio bipolar, digamos que uma hora ele estava sorrindo, e no segundo seguinte estava de cara fechada, dava ate medo de falar um "ai" com ele. Mas como sou corajosa, ou abusada mesmo, veja como desejar. Em certo momento do passeio, eu me aproximei dele, e pedi para tirar uma foto comigo. Ele me olhou seriamente, e logo em seguida parou ao meu lado.

Eu fico tão sem fôlego quando você chama meu nome.
Eu tenho frequentemente me perguntado, você sente o mesmo?
Há uma química, energia, uma sincronia
Quando estamos sozinhos,
Então não me diga
Que você não vê
Oh!
-Lembrou que eu existo?<sorriu ironicamente assim que tiramos a foto>
-Para com isso, por acaso você quer que eu ande de braços dados com você e?<sorri irônica vendo o resultado no celular>
-Por que não?<me ofereceu o seu braço>
-Tem certeza?<o encarei, ele não disse nada, apenas balançou a cabeça positivamente>

Porque eu tenho tentado fazer isso certo, no seu próprio tempo
Eu tenho te dito com meus olhos, meu coração está em fogo,
Porque você não percebe?
Me diga, você sabe?
Me diga, você sabe?
Eu fico tão sem fôlego...
Caminhamos normalmente pela rua de braços dados, sorrindo muito com as palhaçadas que os meninos faziam, eles eram incríveis, faziam qualquer momento se tornar inesquecível. Em certo momento da caminhada, eles foram parados por alguns fãs, e enquanto ele dava atenção a eles, eu me aboletei novamente ao lado do Greg, estava com frio.
-Voltou foi?<sorriu>
-Pode parando, de bipolaridade, já basta o chefe!<sorrimos>
-Por falar nele, como estão?<maneou a cabeça em sua direção discretamente>
-Bem!
-E, acho que bem mesmo!<sorriu de canto>
-Que sorriso foi este?<o encarei>
-Nada!
-Não, agora você vai falar!<sorriu, e coçou a cabeça>
-Bem, e que eu fui ate o seu quarto, falar com você que iríamos sair, mas me lembrei que o Bruno, tinha dito mais cedo que vocês estariam “trabalhando”!<fez as aspas com os dedos, e eu arregalei os olhos>
-Lembrou?
-E!... Digamos que quando eu ia bater na porta, eu ouvi alguns "barulhos", e decidi deixar pra la!
-Não acredito!<disse mais baixo sentindo o meu corpo travar no meio do caminho, definitivamente eu não sabia onde enfiar a cara>
-Relaxa, eu não ouvi nada comprometedor!<parou a minha frente com as mãos no meu ombro>... E eu não vou contar a ninguém, claro!
-Ai Greg que vergonha!<coloquei as mãos no rosto, estava com vontade de me enfiar em um buraco>
-Imagina meu amor, esta tudo bem!<segurou nos meus pulsos afastando as minhas mãos do meu rosto>... Olha pra mim?<pediu sorrindo>
-Ai, merda!<reclamei, deveria estar muito vermelha>
-Você precisa viver mesmo...
-Ei vocês dois, vamos?<Ryan, nos encarou, e só ai notamos que estávamos parados no meio do caminho>
Continuamos o nosso caminho ate perto deles, e em poucos minutos estávamos no restaurante "Zalacain", um dos que servem a comida mais gostosa da Espanha. Segundo o Ryan.
Nos sentamos em uma enorme mesa, acho que reservada exclusivamente para nos, onde nos acomodamos confortavelmente, e como o Greg, e eu, tínhamos sido os últimos a entrar no restaurante, ficamos com os lugares que sobraram, e no caso nos sentamos juntos em uma das pontas da mesa, no lado oposto ao Bruno, praticamente de frente para ele, e claro, ele fez uma cara de quem não curtiu muito a visão.
O jantar estava tranquilo, como sempre regado a muita conversa, e bom humor. O Greg como sempre era um amor comigo, e hoje não poderia ser diferente. 
Tínhamos pedido pratos típicos, que por sinal estavam incríveis, mas como o meu e o dele eram diferentes, ele pediu um pouco do meu para provar, uma garfada que eu dei em sua boca, e ele fez o mesmo comigo me dando um pouco do seu. Sinceramente a comida Espanhola tinha virado uma das minhas preferidas.
Fizemos o mesmo com a sobremesa, que estava fantástica por sinal, e quando ele sujou o canto da minha boca com chantilly, ele mesmo fez a gentileza de limpar com o guardanapo. Definitivamente o Greg e o genro que mamãe pediu a papai do céu. Pena que eu não tinha mais a minha mãe, mas isso e uma outra historia.
Eu estava me distraindo muito, não era de sair com eles, mas definitivamente estava muito boa a companhia de todos, e eu só queria aproveitar, me distrair, me divertir, e mais nada.
Ao termino do jantar eu notei que o Bruno, não estava com uma cara muito legal, ele estava ao telefone, e gesticulava bastante, parecia bastante bravo, e por conta disso, na intensão de deixa-lo a vontade, alguns foram na frente em direção a van, o deixando o a sós com o seu desafeto através do telefone.
(...)

Já no hotel todos decidiram beber ainda mais antes de voltarem para os quartos, e sinceramente, não sei como eles aguentam, todos eles já tinham bebido bastante no restaurante, mas não parecia ser o suficiente. Mesmo tendo sido convidada, sem duvidas eu não fui uma delas, pois segui para o meu quarto, queria somente dormir, já que devido ao passar as noites em claro escrevendo, acabava me sobrando pouco tempo para dormir, e por este motivo muitas vezes eu me sentia exausta muito cedo, e como hoje foi um destes dias, eu me despedi de todos, e segui para o meu quarto. 
Entrei, tirei os sapatos, coloquei a bolsa sobre a cadeira, abri a janela, e dei uma olhada pela mesma, a noite estava linda, porem muito fria, e por este motivo a minha apreciação foi bem curta, e logo a fechei. Depois de ligar a TV, eu retirei a blusa que estava, ficando somente de sutiã, e saia, quando ouvi barulho na porta, como se tivessem passando a chave, e logo descobri que por ela não entraria o "Jesus Luz", e sim um Bruno, sem um pingo noção.
-Mas que merda toda foi aquela?<me encarou seriamente sem nem me dar tempo de respirar>

-Desculpa, o que?<não tinha noção do que ele estava falando>

-Primeiro no elevador, “Querida", "Amor", "Clarinha", "Pena que não passeou conosco em Dubai", "Eu não gosto de sol, calor”<disse debochadamente>... Tem mais algo sobre voçe, que eu não saiba?

-Oi?<eu estava completamente confusa. Ele estava louco?>

-Oi porra nenhuma, eu tinha te pedido, Clara, tinha pedido para não se envolver com os meus amigos sexualmente falando!<ele estava cuspindo fogo>

-Eu não me envolvi com o Greg, voçe esta doido...

-Ah não claro, e toda aquela intimidade no restaurante?<ele me encarava furioso>... Comidinha na boca, limpando o cantinho dos lábios, estavam tão perto u, do outro que parecia que ele iria limpar com a língua...

-Isso e ciumes Bruno?<o encarei>

-Não!... Eu só estou te dizendo, que não fiquei contente com aquele grau de intimidade em relação ao Greg, ele e o meu amigo, e voçe e a mulher que eu tenho um relacionamento, não quero que se envolvam, não me sentiria bem em te dividir com os meus amigos, com outros caras tudo bem, mas eles não!<o encarei incrédula. “Com outros caras tudo bem?” E melhor não me manifestar em relação a isto>

-Já disse que não estou envolvida com o Greg, ele e só o meu amigo...

-E muita intimidade para uma amizade!

-Voçe esta se comportando como um doido, não melhor, como um louco ciumento possessivo...

-Acha mesmo que estou com ciumes de voçe, ou de vocês dois juntos?<sorriu debochadamente>... Ah, faça-me o favor Clara, voçe esta redondamente enganada!<disse e eu fechei os olhos respirando fundo>... Olha, talvez seja melhor parar por aqui, já vimos que não esta dando certo, e que este "relacionamento" não vai nos levar a canto nenhum!

-Tudo bem!<disse normalmente>

-Talvez não deveríamos nem ter começado, foi um erro, e esta sua amizade com o Greg e estranha demais...

-O que voçe chama de estranha, Bruno, eu chamo de companheirismo!<o encarei me aproximando dele>... Por que de voçe, eu não tenho companheirismo, eu só tenho o sexo, voçe só me procura para sexo e trabalho!<respirei fundo piscando pesadamente>... Voçe não entra no meu quarto e pergunta se estou bem, se eu estou sentindo algo, ou precisando de algo, se estou bem para estar com voçe sexualmente falando, se estou bem para deitar nesta porra desta cama, e transar com voçe!<praticamente cuspi tudo sem nem respirar>... Voçe simplesmente só quer saber de foder, e mais nada!<ele arregalou os olhos, e semi abriu a boca, parecia surpreso>... Ele não, ele senta comigo, e me trata com carinho, pergunta se estou bem, se tenho saudades de casa, do meu filho!<senti os meus olhos arderem mas não me entreguei ao choro>... E por isso que passamos tanto tempo juntos, companheirismo!

-Isso não vai dar certo mesmo, e melhor ficar cada um no seu canto!<disse passando por mim>

-Melhor mesmo!<disse e ouvi a porta bater agressivamente>... Louco bipolar!<resmunguei terminando de tirar a minha roupa>
Se eu falar que não fiquei abalada com tudo o que eu ouvi estaria mentindo, por que eu tinha, e muito. Mas eu tinha o pé no chão, e sabia que uma hora ou outra isso iria acabar acontecendo, afinal somos de mundos opostos, opiniões divergentes, e encaramos a vida completamente diferentes um do outro.
Depois de um banho rápido, só para tirar as impurezas da rua, eu coloquei apenas uma blusa, e uma calcinha de algodão, já que o quarto estava em uma temperatura agradável. Desliguei a TV, que estava em um canal de filme qualquer, me acomodei na cama, e brigando contra mim mesmo enquanto repassava tudo o que tinha acontecido durante o dia, e principalmente neste final de noite chata, acabei por dormir.